Game, Set & Match


Saquei bem, deslocando o adversário para fora da quadra, e fui à rede finalizar o ponto. O cara tentou me encobrir no contrapé. Saltei pra trás e cravei um smash no lado oposto

Ah, foi um baita ponto! Sem comemoração, afinal sou discípulo de Bjorn Borg. Na real, minha simulação da frieza do Iceborg só rola nos dois primeiros e nos dois últimos minutos do jogo. Antes do sangue ferver e depois do cansaço bater. Mas estávamos mesmo no fim do treino. 

O impacto da bola bem no centro das cordas (ah, o sweet spot!) fez um lindo som. Um power chord digno de Ritchie Blackmore. Finalizado o golpe, assumi aquela pose blasé de quem está acostumado com belos lances (faaaaalso!) e olhei pro relógio na parede da quadra. Retirando a bandana da cabeça e caminhando em direção à garrafa d'água, falei pro parceiro de jogo: "tá bom pra mim".

Melancólico, nunca fui bom competidor. Há vários anos não contávamos mais os games. Nesse sentido,  jogávamos um tênis frescobolizado. O adversário não estava do outro lado da rede: estava dentro do nosso próprio uniforme. Mais precisamente, entre as orelhas, envolto por uma bandana. Mind Games, cantaria o Beatle cabeção.

O barato de toda aquela correria e suador era o aperfeiçoamento em si. Mais do que fazer um número maior de pontos do que o adversário, buscar a melhor performance pessoal em cada ponto era o objetivo. Como se cada passo da caminhada fosse mais importante do que a chegada.

Sim, foi um baita ponto! E eu não imaginava que seria o último. Na semana posterior, não pude jogar por um motivo qualquer.  Por outros, não voltei à quadra nas duas semanas seguintes. De compromisso em compromisso, passou-se o mês. Uma dor no ombro que eu administrava há tempos piorou, fui examinar. Rompimento parcial de dois tendões. Repouso, gelo e fisioterapia. E, de quebra, o aviso de que meus pulsos também estavam de sobreaviso.

Senti soar o alarme, piscou a luz de alerta. Ombro > cotovelo > pulso > mão > dedos... não, a dor não pode chegar às cordas do meu baixo Mayones, de jeito nenhum!

Graças a Deus, no dia-a-dia da minha are/ofício, a dor não atrapalhava. Um incômodo que não incomodava - com o perdão do máu português. Salvo no eventual pedido de foto: se eu tentasse um abraço em alguém que estivesse do meu lado esquerdo, minha expressão facial sairia dolorosamente estranha na foto.

Como não posso me dar ao luxo de brincar com isso, tomei a decisão. Marquei uma reunião com minhas raquetes pra avisar que, a partir de agora, elas teriam uma função puramente decorativa - também louvável: um pôster em 3D na parede.

Elas objetaram "Mas é o ombro esquerdo, tú és destro, não temos nada a ver com isso! Só jogamos uma vez por semana, a culpa não é nossa! É da doubleneck, da sanfona! Pára de pular no palco com esse peso pendurado no ombro em vez de abandonar o jogo!" 

Não duvido que alguma delas, sem querer falar na lata, tenha pensado "Culpa do DNA: Data de Nascimento Antiga! Se até o Pete Tonwshend sossegou, parou de girar seu moinho de vento, por que esse alemãozinho fica se esgualepando a cada acorde?".

Tadinhas. Expliquei que eu estava sofrendo tanto ou mais do que elas, que me divertia muito jogando, mas fazer música é o que me faz viver. No fim, entenderam. Até ficaram felizes pela folga. Não deve ser nada muito glamouroso ser raquete deste veterano tenista medíocre. 

(*)

Postei este texto assistindo ao Australian Open. Madrugada adentro. No sofá, onde sigo jogando e onde sempre joguei melhor. Ainda uma criança vendo os ídolos desafiarem leis da física que a nós, pobres mortais, aprisionam.

Sou grato pelas horas que, desde guri, passei nas quadras. E por não ter sabido, na ocasião, que jogava meu último ponto.

(*)

Evoé, Thomas Koch, Guga, Borg, Guillermo Vilas, Jimmy Connors, Ivan Lendl, Boris Becker, Patrick Rafter, Pistol Pete & A-Train, FedEx, Rafa, Nole... Evoé!

Evoé, Martina Navratilova, Steffi Graff, Elena Dementieva, irmãs Williams... Richie Tennenbaum, Evoé!


bah: pra quem se interessa em outros olhares sobre o esporte, no livro Ficando Longe Do Fato De Já Estar Meio Que Longe De Tudo, do David Foster Wallace, há um texto tribom chamado Federer Como Experiência Religiosa.

abraços sem cara de dor
19jan2016

56 comentários:

  1. Pontual até demais hje, grande abraço humberto e uma pena ter q parar de jogar tenis , só não pare de fazer música,por favor

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  2. Pontual até demais hje, grande abraço humberto e uma pena ter q parar de jogar tenis , só não pare de fazer música,por favor

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  3. Isso me lembrou a um acontecimento recente onde meu cardiologista apos ver o resultado do meu "eco" me avisou que eu teria que ter mais cautela em relação aos esportes de alta performance e competitividade já que eu tenho um prelapso na válvula, que causa uma insuficiência leve...Logo eu, mera humana que só queria jogar meu futebol ou basquete de boa (competitivamente, é claro.) Abraços, mito!

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  4. HG: tênis me remete à Maria Ester Bueno, não conheço ninguém mais elegante! Saúde aí.

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  5. Faz parte da vida entender que, não sem dor, até as relações mais felizes, um dia chegam ao fim. Bom poder olhar pra trás e ver que fizemos o nosso melhor. Boa recuperação pra ti. #loucapraficarlegal #março #vivorio

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  6. Vem conhecer o bomtempo resort em itaipava. Fazer uma clinica com o dacio campos ou so bater uma bola com a gnt. Www.bomtemporesort.com.br. um abraço. Wfs

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  7. Mas continue com caminhadas ou qualquer coisa que lhe desafie ,de tal forma que vc possa ficar inteiro para a música ,que é onde vc apresenta o seu melhor desempenho e por onde transita a sua missão ! Forte abraço e melhoras !

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  8. Bah! Que merda! Com o perdão da palavra. Não curti. Estimo recuperação compketa.

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  9. Foi ótimo ter lido este texto, que enaltece o tênis, logo após ter vindo à tona a notícia de que nomes famosos do esporte teriam se envolvido em escândalos de corrupção. Entre o bem e o mal, temos sempre que ressaltar o primeiro!

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  10. Citar o Pete e o John no mesmo post é demais pra mim :)

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  11. Foda né! O que o passar dos anos faz conosco. Cara não se é coincidência, mas estou enfrentando uma dor muito incômoda após ter forçado a coluna que agora se já com algumas semanas de dor foi diagnosticado: Problema no nervo ciático. Muito incomodo. Dai essa semana lembrei de ti HG, pensando o quanto já se torna perigoso os saltos que tu da nos shows. Nessas nossa idade, ja não da mais pra arriscar.O mal jeito que peguei na coluna foi foi numas brincadeiras do tipo. Por fim tudo de bom aí. Desejo que fique bem. Abs

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  12. Foda né! O que o passar dos anos faz conosco. Cara não se é coincidência, mas estou enfrentando uma dor muito incômoda após ter forçado a coluna que agora se já com algumas semanas de dor foi diagnosticado: Problema no nervo ciático. Muito incomodo. Dai essa semana lembrei de ti HG, pensando o quanto já se torna perigoso os saltos que tu da nos shows. Nessas nossa idade, ja não da mais pra arriscar.O mal jeito que peguei na coluna foi foi numas brincadeiras do tipo. Por fim tudo de bom aí. Desejo que fique bem. Abs

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  13. Parei de nadar ha 11 anos algo que havia feito minha vida toda,sempre falei que o que eu fazia melhor era nadar.
    Hoje vejo que a melhor coisa que faço e viver desviando das dores e tristezas e admirando mais calmamente o tempo.

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  14. Parei de nadar ha 11 anos algo que havia feito minha vida toda,sempre falei que o que eu fazia melhor era nadar.
    Hoje vejo que a melhor coisa que faço e viver desviando das dores e tristezas e admirando mais calmamente o tempo.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Larga o tênis, mas jamais larga a música mestre Gessinger!

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  17. É uma pena quando não se pode mais ( ou pelo menos por enquanto) fazer algo que se gosta, mas fazer o quê? O que seria da vida não fossem as escolhas, que geralmente se mostram implacáveis. Mas o bom senso sempre deve imperar...
    Que deixes de lado tudo, menos a música!
    O que seria de nós, pobres " de fé " sem a expectativa de ver as listas de shows ou vibrar a cada vôo nos palcos?!
    Ainda bem que o bom senso também é "de fé"!
    Boa semana mestre!
    Abraço da outra ponta do mapa!

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  18. É uma pena quando não se pode mais ( ou pelo menos por enquanto) fazer algo que se gosta, mas fazer o quê? O que seria da vida não fossem as escolhas, que geralmente se mostram implacáveis. Mas o bom senso sempre deve imperar...
    Que deixes de lado tudo, menos a música!
    O que seria de nós, pobres " de fé " sem a expectativa de ver as listas de shows ou vibrar a cada vôo nos palcos?!
    Ainda bem que o bom senso também é "de fé"!
    Boa semana mestre!
    Abraço da outra ponta do mapa!

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  19. P Q P, BAITA TEXTO !
    P Q P me assusta Qnd fala das dores e aposentadoria das raquetes... ESTAMOS TODOS ESCRAVOS DO NOSSO DNA .

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  20. ...rss... me vi nesse texto..."essa dor no ombro"...sensacional o dialogo com ssa raquetes... e que o seu DIA o torne a cada dia mais fantastico com as palavras... Abraco, Humba...

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  21. Que pena que VC não joga mais tênis, e eu aqui querendo começar a jogar.. pensei que VC ia comentar sobre a manipulação de resultados mostrado pela BBC, pelo visto a corrupção não poupa ninguém.

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  22. Pena!
    Sonhei um dia te receber na minha cidade (por conta dos shows), e te chamar para um desafio de cavalheiros.

    Mesmo que não contasse os games.
    Eu não sei fazer o backhand e continuo na teimosia mesmo.rsrs

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  23. Putz...Arrepiei aqui.

    O final de algo bom sempre chega, finais sempre chegam.
    olhar para trás e ver que valeu a pena.( seguir em frente e ver que valeu a pena).

    Abraços!

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  24. Chega o dia que temos que pendurar " as chuteiras, as raquetes, o uniforme, etc. Só não quero pendurar tão cedo a " chuteira da vida!

    Abraços

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  25. "Que pena ter só 10 mil anos! Cara, falta tempo, sobram planos!!!"♫♪♫

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  26. É... a vida é feita de escolhas. No seu caso, caro 1berto, só lhe restou decidir pela MÚSICA! Ufa!!!

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  27. O pulo do mestre Humberto é muito clássico.

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  28. Melhoras véio. Cuida desse pulso que é com ele que tu ganha a vida.

    Tomei um susto quando olhei no espelho
    Caralho como estou ficando velho

    E a idade, essa amante ingrata, nunca vêm sozinha. É a visão que não é a mesma, o corpo que dói, a energia que falta, o cansaço que aumenta, a rabugice que (incrivelmente) consegue ficar maior...

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  29. Bate aquele medo de ouvir que você se aposentara da arte oficio (é possível?), bate aquele carinho de reconhecer que voce tem que se cuidar (dá p pular sem peso? Leve como ar, é possível?) no mais, admiração só cresce...

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  30. Vai no pingo pong, em uma mesa verde, faz de conta que é Wimbledon e manda ver. Mas falando sério, ou não, dizem os médicos que conhecemos de fato o funcionamento de algo em nosso corpo quando deixa de funcionar, ops, "na falta de algo melhor inventei a minha liberdade". Valeu.

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  31. *Manda uma raquete pra fazer companhia ao meu contra baixo na parede...

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  32. *Manda uma raquete pra fazer companhia ao meu contra baixo na parede...

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  33. COMO PODE HUMBERTO EU TE ADORAR TANTO!?!
    QUE TAL JOGAR TÊNIS AGORA NO VIDEOGAME?
    O CHICÃO IRIA GOSTAR
    SOBRE A DICA DO LIVRO
    VOU QUERER COMPRAR
    VC JÁ HAVIA COMENTADO SOBRE ELE EM OUTRAS OPORTUNIDADES

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  34. EU TE AMO
    SIMPLESMENTE
    MESTRE

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  35. A música permeia todas as atividades do artista.

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  36. Pô mestre, por um instante fiquei tenso. Eu tenho 39 anos e tenho esse mesmo lance de DNA...rsrs. Uma dor nas costas descendo pra perna (dor ciática), que me impede de segurar minha filha nos braços se for por muito tempo. Desejo melhoras aí...grande abraço. LPFL :)

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  37. Arruma outro esporte pra não ficar "resmunguento" e barrigudo.
    Beijo.��

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  38. Um dos livros mais incríveis citado por um dos letristas mais incríveis! Agora que não desgrudo deste blog :)

    Saudações,
    Rebeca

    http://blogpapelpapel.blogspot.com

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  39. "Como se cada passo da caminhada fosse mais importante do que a chegada"
    Ahhhh Sr Gessinger, você e sua capacidade de transformar um momento doloroso, como deixar de praticar uma atividade que lhe proporciona prazer, em um texto tocante e singelo. Obrigada por mais uma vez nos mostrar o melhor lado de todas as coisas.
    Um abraço caloroso - sou baixinha, não será um problema pra ti ;)
    Regiane
    http://ameninaquenaoparadeler.blogspot.com.br

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  40. Levanta do sofá,procura outro esporte,não fica parado não senão daqui a pouco o condicionamento físico entra em colapso.Melhoras.

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  41. Querido,

    Já é recorrente sentir proximidade ao te ler ou escutar, mas, neste texto, senti que estava ao meu lado contando da dor física e da despedida. Doei em mim quando te senti pensando no baixo. Assenti quando decidiu deixar as raquetes e assegurar um tempo prolongado na arte. Estive íntima e fiquei pensando em quanto a sua introversão e detalhismo te fazem produzir, soar e ressoar, fazem com que chega a tantos que como eu se sentem ali, lado a lado.

    No dia 30, estarei logo ali, perto, entre tantos, suando, soando, única e múltipla, e, vc, no palco. Como estará fisicamente mais perto di que nunca, na cidade.que escolhi para viver, fiquei imaginando, puerilmente, se esbarrasse com vc, caso te tocasse fisicamente e abraçasse (do lado direito pra uma foto e pela primeira vez em tantos anos)... Talvez não seria (será) tão próximo como sinto agora.

    Obrigada por confiar em todos nós, por dividir comigo e com tantos.

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  42. Fala, Humberto!

    Encontrarás outros meios de praticar o zen ;)

    Valeu pelo texto!

    Para você muitas realizações e fortaleza.

    Grande abraço (pelo lado direito)!!

    Flávio.

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  43. Saúde, paz e luz. Deve ser realmente triste ou frustrante quando temos que deixar de fazer algo que gostamos. Mas a música segue, correndo, linear sem fim.

    Paz e luz denovo, Gessinger.

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  44. Infelizmente li agora seu texto postado, fiquei triste, pois sei como é frustrante deixar de fazer algo que tanto amamos ou gostamos, mas infelizmente o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos nós, quem dera se fôssemos como os super heróis, seríamos invencíveis, mas não somos, sentimos dor.

    Não desanime, lembre-se sempre de cultivar a “resiliência”: ‘capacidade de lidar com os problemas de forma positiva e dar a volta por cima'.

    Todos os dias quando acordo lembro do que é resiliência mesmo quando o dia é ruim tento colocar a resiliência em prática, e quando infelizmente isso não acontece me lembro: nada como um dia seguinte.

    Tenho um carinho e uma admiração tão grande por ti que o chamo de “amigo”. Amigo Humberto nunca desanime. Mesmo que tropece ou caia: LEVANTE - pensamento positivo, pois afastará o pessimismo, confie: ‘no final tudo dá certo’. Muitas das vezes precisamos nos adaptar as situações e circunstâncias, no início pode ser difícil mas conseguimos. Tenha fé.

    Me lembrei de algo, quando amigos falam: Renata como você é forte, está superando bem a situação ou algo parecido, me lembro: Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho gravaria no metal da minha pele seu desenho. E assim seguimos, amanhã ficaremos livres de todos os problemas é o que acredito.

    ps: Se cuide, temos excelentes médicos e tratamentos, nunca deixe para amanhã.

    Até breve! Melhoras.

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    1. Também estou tornando-me praticante da resiliência! Muito bom lembrar do quanto ela é importante, parabéns por seu comentário. Identifiquei-me com ele.

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  45. Fiquei triste por ti, porque sei bem o quanto o tênis faz parte de sua vida, muito além de oxigenar corpo e mente, em meio aos tantos compromissos da vida cotidiana.

    Neste aspecto esportivo/oxigenador, felizmente, batalho para fazer o caminho contrário e voltar a jogar um ocasional futebol, já que a reeducação alimentar vai de vento em popa, fazendo com que eu me livre de quilos e medidas indesejáveis.

    Que tua saúde se restabeleça o quanto antes, afinal, quero crer que tu estejas novamente pleno para brincar nas quadras, mesmo que tu seja um craque tenista de sofá, assim como sou um craque futebolista de sofá/boteco.

    Melhoras! E que a arte/ofício siga firme e forte!

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  46. Humberto, deixei uma camisa da nossa campanha pela liberação da Fosfoetanolamina, a pílula do câncer na portaria de teu prédio e com tua irmã, juntamente com o CD do cantor Oscar Alejandro que gravou a tua música até o fim numa versão em espanhol!

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  47. A culpa é desse backhand com as duas mãos, certeza.

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