em conserto (desta vez com S mesmo) - 144

Próximo ao topo na lista de artes/ofícios que admiro está a marcenaria. Suponho que muito do fascínio venha da minha total falta de talento para a coisa. Sou um desastre nos mais insignificantes consertos caseiros. Para trocar uma lâmpada, preciso de um manual. Mesmo assim, é possível que ela não acenda e que o manual desapareça antes mesmo de ser lido.

Desde muito cedo, revelei um enorme talento para estragar brinquedos e uma total incapacidade de consertá-los. Com o passar do tempo, este karma migrou paras as canetas de nanquim na faculdade. Depois, para os instrumentos musicais de minha carrreira/missão. Falando em instrumentos: luthiers estão no topo do topo daquela lista! Um refinamento da carpintaria e marcenaria.

Que maravilha deve ser criar elegantes e funcionais objetos a partir da madeira morta! Uma forma de redenção, trazê-la de volta à vida. Talvez esteja aí outra fonte do fascínio: impregnar de espírito um objeto; transformar um sonho em algo físico.

Há ainda, como provável fonte do fascínio, a figura bíblica de José, o carpinteiro. O próprio Jesus histórico teria sido seu aprendiz na arte/ofício. Em meio às palavras e costumes incomuns dos relatos bíblicos, "carpinteiro" era algo que a criança que eu era podia entender nos sermões da missa dominical.


Ok, o plano era aproveitar a folga nos shows para mergulhar nos preparativos do DVD. Mas, sabe como é, por mais elástica que seja a mente, há uma hora em que, de tão esticada, ela enrijece e a gente começa a andar em círculos. Hora de abrir as janelas, deixar o ar circular.

Resolvi espairecer montando dois móveis para meu estúdio. Coisa simples. Ao menos para os outros. Conhecendo meu histórico (tipo: fazer 5 furos e estragar a furadeira pra pendurar um singelo quadro), o pessoal aqui de casa sugeriu que eu chamasse mão de obra especializada. Aí virou questão de honra! Ademais, argumentei, seria um bom exercício mental, sempre se aprende algo. Zen e a arte de montar gaveteiros... 

Assim passei o fim de semana manejando erraticamente ferramentas inapropriadas (outra característica de quem não é do ramo: não ter as ferramentas certas; causa ou consequência?). O resultado não foi surpresa: bem ruinzinho!

Tudo bem, ao menos aproveitei o tempo da montagem para ouvir discos inspiradores que há muito não ouvia. E pintou esta crônica. Além de alguns insights interessantes... mas estes serão assunto de um outro texto.
08abr2014

63 comentários:

  1. Aqui em Natal/RN, esperando seu o texto da semana. É tão grandioso e satisfatório ver um ídolo tão pontual com seus fãs. Você HumbertoG é um dos raros que ainda faz isso, faz bom proveito desta ferramenta (www) para trocar experiências com pessoas em toda parte do Brasil e do mundo. Te admiro pra caramba e Apareça em Natal/RN.
    Abraço.

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    1. Falou tudo! O HG usa a www como ninguém!

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  2. Consertar a vida. Causa ou consequência ?

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  3. Quer o telefone do meu outro pai?
    Ele é marceneiro, e dos ÓTIMOS!!!

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  4. Putz! Também sou péssimo para trabalhos manuais. E o pior são aqueles papeis com dezenas de pontilhados indicando furos e parafusos, que te deixam mais em dúvida do que auxiliam. Kkkk. Saudações , Emerson Gimenes.

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  5. "Para trocar uma lâmpada, preciso de um manual. Mesmo assim, é possível que ela não acenda e que o manual desapareça antes mesmo de ser lido."

    Como não se divertir? =) Abraços

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  6. Cara, fico imaginando como seria bater uma prosa com o Humberto *-*

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  7. Da próxima vez não esquenta com esse negócio de *questão de honra¨ e chama um profissional, vc tem outros talentos que todos nós sabemos blz? kkkkkkkkkkkkkkkk ...

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  8. Que texto divertido! Seria até injusto se você tivesse talentos pra artes manuais, né?! Já esbanja talento musical e filosoficamente! Tem que haver um certo "equilíbrio", rs.

    Estou sonhando com BH, 30 de maio .. coração pára!

    Abraço.

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  9. Muito legal o texto, dia a dia, isto prova como es uma pessoa simples e que como todos tem habilidades e meias habilidades. ..acabei de me sentir um pouco artista também. Valeu boa semana HG.

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  12. Sei por entrevistas, que tu preferes muitas vezes a crítica ao elogio, pois o elogio te encabula, te deixa sem jeito...Pois bem, então não sei se é uma crítica ou um elogio, mas em alguma coisa tu tinha que ser "ruizinho" né? Ninguém é perfeito...só quase! Bjs (;

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  13. show.....como gosto de ler seu textos, me aproxima um pouco mais da passoa real que você é! Marlene Iequer

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  14. Humberto o Insular não veio a Natal-RN em 2013 e até agora quase metade de 2014 nada do Insular na Terra Potiguar e olha que Recife e Fortaleza já receberam o Show Fortaleza por sinal duas vezes..
    Não abandone seus Fãs de Natal-RN volte ao Teatro Riachuelo POETA nos livre de tanto Forro "Universitario" Argh, Pagode, Axé, Sertanejo e Funk AMÉM

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  15. Bateu por aqui bem no dia da prova da OAB =/ - Ir ao show do Humberto e perder a chance? Ir à prova e perder a chance? Escolhi a prova e faltei ao Show, aí amanheci doente e acabei perdendo a prova... deve ter sido abstinência, ou castigo por cometer tal heresia. =[ Mas um advogado a menos no mundo talvez seja algo bom... precisa voltar aqui em Teresina, cara. Já fazia tempo... da próxima vez não perco por nada, sabe-se lá que castigo seria dado. o/

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  16. Design, marcenaria, armas e rosas.

    Mapeando muuuito bem o acaso, semana passada fui ao show do Guns'n'Roses.
    Era um projetista de móveis planejados assistindo um marceneiro, ou vice-versa; um Designer de Interiores assistindo um Arquiteto, ou vice-versa; um laçador gaúcho assistindo um peão de montaria desses tipo Barretos, ou vice-versa; um colorado assistindo uma vitória avulsa do Grêmio, distraidamente, sem torcer pro adversário num domingo qualquer, ou vice-versa... Com afinidade mas não necessariamente com a mesma formação, com a mesma base. Assistido um pelo outro, às coisas que se afinizam, penso que rola até aprendizado. Eu assisti/revivi outros shows dentro de mim por causa desse e enquanto assistia esse. Feliz. E sem, por isso, desrespeitar esse (a banda). Feliz pela música, feliz pelo rock.
    Não fora a mesma base de escolha usada como para os shows do Rush no Maráca, do Pearl Jam na Apoteóse e no Zéquinha, do Nightwish em algum desses "Hall" do Rio que mudam de marca toda hora, dos Rolling Stones em Copa ou dos inúúúmeros encontros EngHaw/HG desde o Aldeia de S. Lourenço em 97 - meu primeiro acampamento -, por exemplo. Mas como ocupação/atividade cultural, foi #ducaralho. Como quem vai a um pub qualquer com um amigo e lá tem uma banda autoral foda e a noite é maravilhosa pelas cervejas, pela amizade, pelo papo. E no outro dia você lembra da noite. E da banda. Apesar de não lembrar das músicas, senão de alguns clássicos "cover" que aqueles caras desconhecidos mandaram bem. Mas lá era o Guns, e isso tem um "Q" de clássico, claro. Como no seu fim de semana envolvido com o acaso dos conSertos e te fez bem/feliz. O meu com o acaso do conCerto.
    (Pra não parecer ignorância o contexto, na minha ignorância eu acho que a Arquitetura, o conserto, a marcenaria, o retauro e até o concerto se parecem um pouco.)

    !Putz, amigo, passou das cinco! Sempre bom proziar mas vou chegando que daqui à pouco tem ofício.
    Abraço,
    Neto Silveira/NPoa.

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  17. Visualizei a cena rss... Bom dia meu querido e ótima semana! Bons fluídos e inspirações!!! amo amo!

    Ju Fernandes

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  18. Um cliente deixou uma caixa de madeira aqui no trabalho outro dia. Descartou. Pelo formato, cismei que viraria uma mesa de centro. Dei três mãos de seladora, uma de verniz, inverti a posição da tampa e pedi para um outro cliente cortar uma peça de vidro. Chamo-a carinhosamente de "mesa/caixa de centro/canto". No interior ficam armazenadas algumas HQs e sobre a mesa, abaixo do vidro, algumas imagens enghaw.

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  19. Atrasado, mas estou aqui :D Lindo texto, acompanhando sempre.

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  20. Imaginei toda a situação e as falhas de montagem... por consequência de ferramentas inapropriadas, claro! .. haha

    Tenha uma boa semana!

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  21. Imagino que o fascínio venha também da capacidade de perceber COMO fazer, verso a dificuldade de colocar em prática essa percepção. Mas é só um palpite ;-)
    Boa semana.

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  22. Esqueceu-se de comentar teu talento de transformar uma amontoado de palavras em um texto belíssimo como esse.

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  23. Humberto,

    A leveza da simplicidade que nos encanta é claramente vista nessa crônica. É prazeroso ler textos como esse, em que muito é dito sem o tom professoral.

    Parabéns, mais uma vez.

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  25. Quando tentamos consertar alguma coisa, a melhor sensação do mundo é estarmos ouvindo um concerto. A harmonia dos sons, transforma as batidas do conserto, em notas de emoção.

    Concerto não quebra, arrebenta.
    Conserto não quebra, arruma.

    Talvez, os melhores concertos ficaram nos anos 90, junto com a agilidade de consertar. Não desista Mestre H.G! Os hobbys estão aí para serem aliados das grandes ideias e pensamentos.

    Ainda bem que suas ferramentas musicais não se quebraram nos anos 90, assim, poderemos continuar recebendo aulas em concertos de cada obra sua.

    Abraço, eterno H.G.

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  26. Além de ter me inspirado a vida inteira com suas músicas, ele agora me faz rir com suas histórias. É um gênio mesmo!...

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  27. Ja tive a experiencia de trabalhar em uma marcenaria, aprendi muito e uso bastante o que aprendi rsrs
    vlw abraços e boa semana.

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  28. Hehehe! Não precisa fazer móveis. Faça suas crônicas e composições que nisso vc é mestre. Rsrs bjos♥

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  29. É sempre prazeroso, divertido ouvir (ler) Humberto em suas crônicas...

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  30. Não seja tímido e mostre a foto dos móveis terminados Humba......hehe.....ta com vergonha?!?!?!?!?!?! rs.............abraço...

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  31. precisando de ajuda é só chamar, ouvimos uns sons, tomamos umas cervejas e no final vai parecer tudo serviço feito por um profissional ... hahaha

    Bela crônica ...

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  32. Concordo, você poderia nos mostrar as suas façanhas no mundo da marcenaria. Oras, quem sabe teria ficado bonito aos outros olhos? Se puder e quiser, mostre!

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  33. vou me impor esse desafio: comprei algumas peças pra casa e vou tentar montar...vamos ver qual será o final da minha historia, comedia ou tragedia!

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  34. Na sexta (04/04), eu e meu filho de 7 anos caminhávamos em uma calçada de uma movimentada avenida de POA, quando cruzamos por vc Humberto.
    " Sobrevoa o inferno minha timidez" e não consegui puxar conversa, há muito custo saiu um " e aí Humberto". Engraçado que viemos a POA para curtir a reinauguração do Gigante e o que ais me marcou foi o brevíssimo encontro com um gremista. Fiquei pensando que passou por mim um grande amigo que não me conhece. Melhor assim, pois posso imaginar diferentes diálogos. Poderia, por exemplo te dizer que no meu trabalho
    (sou psiquiatra), uso muitas vezes de tuas poesias, pois lembrando de Freud que afirmou que tudo o que ele havia escrito já havia sido dito antes pelos poetas. Enfim, há uma necessária distância entre fãs e ídolo, concordo contigo. Meu filho que também é tenista ficou com uma dúvida: qual seria a marca da raquete que tu levava na mochila. Ele acha que era Wilson. Abraço.
    Wendel.

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    1. Vocês compunham um quadro muito bonito na rua arborizada. Pai e filho, camisetas iguais (a branca, né? menos óbvia e mais interessante). Um resumo das coisas boas que a paixão clubística pode trazer. Ah, avisa o Guguinha que tô jogando de Dunlop. abs, HG

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    2. Oi Wendel, passando só pra oferecer um polegar inicando o céu pra ti - curti; pra mancomunar contigo. É sempre essa a sensação, no encontro que for, e provavelmente por ele (e "as" bandas) ter estado em boa parte da minha vida - que há de ser vivida, em maioria, no século atual. "Que ótimo encontro com meu amigo, que papo gostoso ( ele não sabe meu nome e me direciona palavra alguma), hoje ele estava mais assim, mais assado...". E desde o final do ano passado, os encontros acontecem por aqui também. A maior parte, senão pelo blogessinger, foram no RJ ( onde morei por treze anos) e essa amizade parecia ter uma cumplicidade à mais - gaúchos no Rio. Sempre balançava ou vestia minha camisa colorada em terras fluminenses nesses encontros. E sei que, apesar da rubrosa pentelhação, ele mancomunava comigo nosso estado.
      Outra: Assim como tu Psiquiatra o usa em seu trabalho, eu, Designer de Interiores e contratado como Visual Merchandiser de uma das maiores grifes de vestuário, coloco HG em minhas vitrinas e na programação visual das lojas. Não gosto do comércio desenfreado, covarde e sem emoção, então preciso que haja poesia nas produções de moda e de ambiente. Não trabalho pra vender aquelas roupas master caras, mas pra vender sonhos. É comum, junto aos meus assaltos a geladeira na madrugada - sou magro como um fiapo, mas com um espirito de gordinho e tendo como maior pecado a gula -, esticar até o amanhecer lendo ou ouvindo o "nosso" amigo, antes de um trabalho mais significativo. Vende-se muito mais roupas quando a roupa é só um complemento de uma experiência de compra.
      Por último uma invejinha saudável: Como eu queria - e eu também não conseguiria muito mais que um "e ai Humberto", se muito - encontrar o amigo junto com meu filho carioca e botafoguense, o qual ama as ruas arborizadas de Poa. O meu guri não joga tênis, mas diria "pai, é aquele lorão, que como todo bom gaúcho no Rio, é fogão e que "você" ama. Se peguntar meu filho dirá que sua banda preferida é o Muse, tem dificuldade pra guardar o nome Humberto e Engenheiros, mas não tem musica do nosso muso que eu esteja ouvindo que o garoto/guri não cante. Ele recebe as informações desde tempos uterinos, rsrs...
      Wendel, perdão se me estendi, mas gosto tanto dessa troca com outros fãs e da leitura destes, como dos textos principais, do Humberto.
      Abraço,
      Neto Silveira/NPoa.

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  35. Humberto, te mandei uma mensagem no facebook, para uma causa nobre. Dá uma olhada?

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  36. é mais facil voce consertar o mundo ,nos livrando desse sistema mediocre com suas ideologias do que consertar seus moveis.....rj..

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  37. DA ENGRENAGEM A MANDALA , UMA ARTE ZEN CONSERTAR MOVEIS.LIBERTAR A MENTE DO MUNDO DOENTE.NOVOS HORIZONTES HG , PRA NAO DIZER QUE NAO FALEI DOS CONSERTOS DOS MOVEIS ,O MUNDO FICA PRA OUTRO DIA.......RJ.

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  38. Mostra a foto da obra de arte kkkk!

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  39. Artista de verdade reflete sobre tudo que faz...

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  40. Eba ! HG novamente na Cervejaria do Gordo em Lorena ... 3º ano seguido com PV, HG sólo e agora com Isular ... bora chegou !

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  42. Lembrei...

    "é um segundo corpo, o corpo que a gente habita, o corpo que se experimenta afetivamente, o corpo que também está engajado na relação com o outro: gestual, mímica, de sedução, de agressividade, muitas teclas e um repertório de técnicas do corpo colocadas a serviço da expressão do sentido e da vontade de agir sobre a sensibilidade do outro." (DEJOURS)

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    1. Subjetividade, trabalho e ação... quando li, veio seu ofício à mente. E, agora, o retorno.

      Abraço apertado

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    2. Kelly, sempre sintética e acertiva. Interessante a intertextualidade que você apresentou. Um grande abraço.

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  43. Para dizer bem a verdade...também sou péssima para coisas assim. No meu caso ainda existe a possível desculpa "mas você é mulher". Sim, eu sou mulher, mas não sou casada e moro sozinha o que acaba chegando dois tipos de cobrança: "e por que não se casa?" (como se isto em algum momento resolveria meu problema considerando que nem todo homem é um marido de aluguel - empresa em sp q faz este tipo de serviço) ou "ué se quer ser independente tem que aprender a se virar sozinha".
    Ok, deixo a casa inteira para estas pessoas virem limpar, a cozinha pra preparar as minhas refeições e depois quero ver quem precisar fazer o que...rsrsrsrs pronto falei
    Gde beijo HG! ^^

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  44. Humberto... como já diz o ditado " ninguém é perfeito", a tua arte, para mim já é o bastante.Beijo, até breve.

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  45. Muuuito bom o texto! Somos dois nessa de tentar realizar alguma montagem, e não ter as ferramentas certas para o tal afazer. A gente vai deixando da melhor maneira possível, a nosso modo.

    Abraço!

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  46. grande Umberto!!!
    rapaz, aqui vos fala um marceneiro, de longa linhagem, pai e avo. minha arte oficio, inclui mate, churrasco e canha! também sou violeiro e fazedor de viola. muito bom seu texto, dar vida a sonhos, as vezes, quase materializar o impossível...

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  47. Me lembrou o meu Pai.. o rei da gambiarra.. meu Pai participou da especificação do método que definiu "como fazer uma boa gambiarra"..

    "outra característica de quem não é do ramo: não ter as ferramentas certas". rsrsrsrsrs

    Eu também nunca tenho as ferramentas certas.. o alicate que eu uso (emprestado) é sempre minha melhor chave de boca.

    []´s

    Leo

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