desejos colecionáveis (140)

Além de talentoso, Augusto Licks sempre foi um cara muito zeloso do seu ofício de guitarrista. Em tempos ainda não globalizados, de economia fechada com inúmeras dificuldades burocráticas, ele era um dos raros caras que assinavam a revista Guitar Player

A publicação americana era a única especializada em instrumentos e instrumentistas (depois chegaram Guitar WorldKeyboard, Bass Player... ). Num dos primeiros ensaios que fizemos, Augustinho disse que queria se desfazer das edições antigas, que só estavam acumulando pó e ocupando espaço no seu apartamento. Pedi para ficar com elas. Guardo-as até hoje. 


(*)

Qualquer coleção fala muito do tempo que abrange. Seja qual for o assunto: pesca, política, futebol, carros, fofoca... por mais específico que seja, sempre fala do ambiente geral. Méritos jornalísticos à parte, minhas revistas dão uma inestimável testemunha das décadas de 80, 90 e 2000. 

Mantive o hábito de comprá-las até que a www prevaleceu de modo inquestionável. Ainda hoje me incomoda o fato de que esqueci a edição de julho de 95 da Bass Player no estúdio de Los Angeles onde gravamos o Simples de Coração. Um buraco na coleção? Ok, acontece. Causado por distração? Imperdoável!

Depois que nos acostumamos ao jornalismo online, com suas atualizações à toda e qualquer hora, é difícil dimensionar quanta seleção uma revista física mensal era obrigada a fazer a cada número. Como consequência desse filtro, basta passar os olhos pelas lombadas na estante, folhear alguns exemplares aleatoriamente, para sacar a sucessão de mudanças e modismos na arte de tocar guitarra, na programação gráfica, no tipo de papel, na proporção entre texto e foto, entre informação e propaganda, nas roupas, cabelos, discursos...


entrevistas profundas,
discos encartados.
Ávido por informação, nos tempos em que ela era escassa, até a sessão de cartas eu lia. Foi ali que tive um primeiro contato com a cultura do politicamente correto tão em voga nos EUA naquele momento: Um pequeno anúncio dos instrumentos Dean trazia a foto de uma mulher em pose sensual segurando uma guitarra. A imagem - leve mesmo para a época - hoje parece ingênua, mas suscitou várias cartas reclamando de sexismo, da utilização da mulher como objeto. Sex sells everything! O anúncio pegou mal. Se não me falha a memória, foi alterado na edição seguinte. 

As coisas foram mudando e, ironicamente, algum tempo depois, atrizes pornô tomaram as capas dos guias de consumidor lançados anualmente pela revista. Um avanço?


Nos torneios de tênis, a função de apanhador de bola era tradicionalmente executada por gente vinculada ao esporte. Era comum jogadores juvenis atuarem como gandulas. Há fotos de John McEnroe e Federer, garotos, trabalhando como boleiros em torneios. São muitos os casos de jogadores top que, quando jovens, alcançaram bolas, toalhas e garrafas d'água para tenistas contra os quais viriam a jogar no circuito profissional. Bacana, né? Como se fosse uma linhagem se renovando. Mestre e discípulo, aprendizado e sucessão. O ciclo da vida.

Talvez por isso o mundo desse esporte tenha estranhado quando, alguns anos atrás, um importante torneio espanhol adotou lindas modelos como apanhadoras de bola. Com saias curtas e camisetas generosamente decotadas ostentando o logo da Hugo Boss, elas pareciam deslocadas, sem entender muito bem as regras do jogo, correndo atrás das bolinhas sem saber exatamente pra quem, quando e como entregá-las. A prática foi adotada por outros torneios, deixou de causar estranhamento. O pessoal se acostumou. Um avanço?


Não me animo nem desanimo com os avanços e retrocessos na caminhada por um  mundo melhor. Junte três pessoas e já é grande a chance de que não se tenha consenso sobre o que, afinal, seria um mundo melhor. Lindas mulheres seminuas ou grandes músicos nas capas de revistas de música? Lindas mulheres seminuas ou jovens interessados no esporte trabalhando nos jogos de tênis? 

Mas não desanimo. Nem me animo com as polêmicas que não resistem a um toque na barra de rolagem das timelines. Não me animo nem desanimo com manifestações exageradas e superficiais de quem grita muito e cansa rápido.


Ah, se ao menos estivéssemos gerando massa crítica na mesma proporção que geramos boatos, julgamentos apressados,  fãfocas... mas... tudo bem, vamos em frente, colecionando sonhos.

(*)

Ainda que quantificadas pela economia e formatadas pela política, as verdadeiras mudanças são culturais. E cultura não deve ter dono, fazemos juntos.


É bom estar na trincheira da arte, por mais precária que seja. Lutando com persistência e discrição. Silenciosamente com música. Com ceticismo esperançoso (se tais duplas forem possíveis). Atentos pra não cair no modismo de combater modismos. Nem na passividade de segui-los.

abraços
11mar2014


bah: sou péssimo para lembrar datas e rostos! Quando cito datas de shows passados podem crer que acabei de checar nos arquivos. Mas, se não me engano, hoje é aniversário da www.stereophonica.com.br (ah, os dias 11!). Então, aqui vai minha saudação. Parabéns pela dedicação! Pela permanente e renovada (se tal dupla é possível) fé no sonho!

85 comentários:

  1. LICKSSSSSSSSSSSSSS Lindoooooooooooo texto Gessinger. Me emociono toda vez que você cita o nome de quem tocou e ainda toca meu coração com a Guitarra, Augusto Licks...

    Grande GML...

    Vlw meu velho, abçs... até dia 01/05 no VIVO RIO.

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  2. Sensacional, como quase sempre. Abraços, HG. De um de fé cega com o pé atrás, se que é que essa dupla é possível... 😉

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  3. Assino trocentos jornais e revistas, e quase sempre só folheio por falta de tempo. Ás vezes, a patroa comenta sobre algum fato e respondo: "É, vi o assunto, mas não cliquei no link." Saudações.

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  4. Ah os dias 11, pra alguns assim como pra mim era melhor que o dia do salario hahah

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    1. Rsr... cara, eu ri muito com esse comentário... principalmente por concordar, em gen. num e grau... bons tempos... Abraços. ..

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  5. Humbertão, sempre meu herói!

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  6. O texto começou me suscitando sentimentos e lembranças acerca de coleções... e quando menos esperava me peguei refletindo sobre a lógica do consumo que consome... produtores de cultura, produzidos por ela... Ouroboros! E cerco está se fechando...

    Acho que viajei demais... kkkkkkkk

    Abraços, Gessinger!!!
    AMO

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  7. Texto lindo e claro! Ando nessa trincheira também, de ânimo e desânimo pelas "mudanças"

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  8. Começar com Augusto Licks... vai ter gente tendo orgasmos por aqui...rs

    Mudando de saco pra mala.
    Evito esse tipo de comentário, muitas vezes me cocei para não fazê-los. Manter minhas esquisitices no campo da coincidência. Quantas vezes ri horrores ao chegar aqui e ver minhas inquietações sobre outro prisma.
    Mas hoje vou dizer... as vezes parece que debatemos durante os sonhos (pra citar a postagem antes da anterior).
    Apesar de diferenças incalculáveis em vários aspectos, temos muitas dessas coincidências (e já notei por aqui que não sou a única com essa sensação). "Pra entender..." só vendo, ao menos os títulos de minhas duas últimas postagens em meu blog/página.
    http://mtondello.wordpress.com/cronicas/ (ela pode parecer egocêntrica, talvez seja, mas na verdade relutei muito em fazer essa página. Alguém insistiu muito, por muito tempo. E me convenceu de que um link onde encontrar as amostras reunidas e organizadas poderia ser mais eficiente que anexar um curriculum quando preciso fazê-lo. Tá vendo? Ainda me incomoda...enfim...)

    Só porque mais uma vez passeamos pelos mesmos caminhos. Seu texto passa pelos meus dois últimos, pelo menos. Claro, com a sua sutileza e genialidade.

    Abraço.

    Boa semana.

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  9. Épocas semelhantes, interesses diferentes,
    variações sobre um mesmo tema.

    Também não me lembro precisamente de datas.
    Colecionei a revista "Medicina e Saúde",
    fascículos semanais, foleados com cuidado e depois
    encadernados...
    "Guitar Player" só chegou por aqui quando meu filho
    se interessou pela Banda Engenheiros do Hawaii.
    Parece que por influência do Fernando Aranha,
    em 2005, não sei.
    É que somos os chamados "fãs do Acústico"...

    Saudades de tudo isso!

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  10. Antes de começar a ler o texto, bati o olho na foto das revistas e me chamou a atenção justamente isso... Avanço seria, se as mulheres na capa fossem grandes musicistas, reconhecidas pelo seu talento, e não pelo apelo sexual... O mesmo pra todo o resto.
    Esse teu olhar é único, cara. Meu grande ídolo! Você nem sabe que existo, mas devo muito da minha sensibilidade e senso crítico a você! Obrigada! (:

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    1. Imagina a sociedade criada ao som de Engenheiros? Deveríamos fundar nosso próprio País... A gente finge que se esquece, mas todo mundo é uma Ilha! *-*

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    2. que comentário lindo, velho

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    3. E pensar que a primeira vez que ouvi Engenheiros foi na novela Hipertensão da Globo, Toda Forma de Poder!!!! Nunca pensei que que com apenas 6 anos uma banda e em especial um cara chamado Humberto Gessinger, me acompanharia (mesmo sem me conhecer) e me influenciaria tanto com sua música passados pouco mais de 28 anos, lembro que também eu não tinha dinheiro pra comprar a Revista Bizz, então eu ia na Biblioteca Municipal da minha cidade Natal Jundiaí - SP e tirava Xerox das matérias com os Engenheiros do Hawaii, tenho tudo guardado de 1987 até 1993!!! Obrigado Humberto!!!!!!!

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    4. Se "fica pra outra outra hora ser um cara importante", imagina quando essa hora chegar? rs. Esse "rascunho procurando um caminho" já deu norte pra tanta gente... Gênio que arrasta gerações! E tudo isso sem propaganda de refrigerantes... rsrs. O seu exemplo abre nossas mentes e caminhos... "Tchau, radar! Vamos adiante!" o/

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  11. Podemos acrescentar o nosso esporte bretão como suas gandulas universitárias e as bandeirinhas como suas pernas torneadas. Um abraço!

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  12. Sempre viajo por essas entrelinhas!
    Obrigado HG!
    \,,/

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  13. As perguntas do dia? Venderam mais revistas as garotas com decotes? Foi uma boa maneira de divulgar o mundo das guitarras? Mudou público? Isso é bom ou ruim?
    "Sem dúvida a dúvida é um fato
    Sem fatos não sai um jornal
    Sem saída ficamos todos presos
    (Aqui dentro já não faz muito calor)—> outono pra que te quero!
    Adorei o texto. Sempre uma grata surpresa!

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  14. Ótimo texto.. Já compartilhando...

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  15. Du caralho o post de hj, não mudou muito as bass players de hj, mas garanto que a graça de ver as novidades de cada instrumentos ,cordas e relíquias São um tesão em velas em cada folha parte a parte.

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  16. Fala, Gessinger. Parece que cuidou melhor desse texto que dos últimos. Ficou excelente! E diz muito sobre você, apesar de você não se revelar propositalmente.

    Um abraço de Nova Iguaçu - RJ (Põe a Baixada Fluminense na sua rota!!!)

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    1. Terá uma apresentação em maio no Vivo Rio

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    2. Terá uma apresentação em maio no Vivo Rio

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  17. Eu também tenho o hábito de colecionar revistas, pôster, revista de música cifrada. ...faz tempo e tenho algumas. Nunca as perdi mas as coisas que imprimo da www vivo perdendo, acho que minha geração não foi criada para www, já a dos meus filhos, !!!! Texto muito bom daria pra fazer uma viagem mas já escrevi o importante.
    Valeu Humberto ate dia 21/3 HSBC em SP.

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  18. Obrigada por dividir suas reflexões conosco. Temos muito para aprender com você! Faço parte da geração que ainda se alimentava de leite materno enquanto vc ingressava na faculdade. Você com seu conhecimento de mundo e literário, tem muito o que ensinar. Um grande beijo de quem muito te admira

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  19. Só pra falar que o show em Campo Grande/ MS foi sensacional! Fora de série. O MS te espera mais vezes.

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  20. Leio várias revistas todo mês, mas não sou assinante de nenhuma. Prefiro comprá-las na banca, gosto da expectativa, da surpresa, de perguntar ao jornaleiro se já chegou, de conferir as novidades juntamente com as manchetes da manhã. A única vez que assinei uma revista, a finada SET, cancelei a assinatura com menos de um ano, não havia prazer nenhum naquela “praticidade”. Penso de maneira parecida em relação à compra pela internet. Cultivo, ainda, o hábito de frequentar lojas físicas, mas nesse caso a concorrência é desleal: o mercado virtual tem melhores preços, produtos, variedades, raridades. Fui obrigado a me render. No entanto, quando minha compra chega, antes mesmo de conferir se tudo está em perfeito estado e conforme solicitei, passo a estourar o plástico bolha que envolve a mercadoria. Muitos se irritam com aqueles estalos, mas para mim eles têm uma função tranquilizante. São quase melódicos. Faço isso desde criança, depois que chegou a velha geladeira.

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  21. muito bom cara, sem dúvida o lance das mulheres não faz sentido!
    te admiro

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  22. Belo texto. E hj fazem 4 anos do show que a 9 de espadas fez as honras da casa no FMH, antes do show do PV, e eu realizei um grande sonho naquela noite. Grato por todo carinho e generosidade que vc teve comigo e a 9 de espadas. Forte abraço e tudo de bom.

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  23. Saudações ao velho e bom Algustinho
    seria muito bom vêlo no DVD.

    Vlw

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  24. Humberto,

    É sempre muito bom ler algo escrito por quem tem o que dizer, e faz isso com a simplicidade que a comunicação exige para falar de temas aparentemente simples e inesgotáveis.

    É por esse motivo que visito este blog.

    Um grande abraço.

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  25. Caras que treinam jiujitsu e ta ligado no blog., a esperança não morre!

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  26. Caralhoooooo, esse foi um dos meus textos preferidos de todos os 140! Obrigado por fazer arte, obrigado por compartilhar um pouco de se para minha pessoa. Felicidades gênio!

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  27. a fé em seus sonhos é multiplicação...

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  28. Humberto,

    O texto me provocou o questionamento do quanto nos dessensibilizamos perante às mudanças (avanços ou retrocessos, ou nenhum dos dois). Só as percebemos (se a percebemos) quando conflitamos edições/caras/roupas/costumes de anos ou décadas ou, ainda, séculos diferentes. Muitas vezes, entramos sem querer nessa roda, dançamos, cantamos... e até naturalizamos e reeditamos violências.

    Obrigada por mais uma vez, de maneira leve e interessante, colocar-me em desequilíbrio.

    Um carinho, um abraço apertado.

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    1. Kelly,

      Achei muito interessante o seu comentário. Desequilíbrio, distúrbio, provocação. Palavras que remetem a ideia de sair da condição de passageiro passivo para a de observador e analista do curso e do destino.

      Um grande abraço.

      Carlos

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    2. Gosto quando chego aqui e tem resposta sua. :)

      Abraço forte!

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  29. Àh os dias 11. Não só meu número da sorte, mas também o dia e mês que nasci! :D

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  30. Muito! Bom!

    Que bacana saber essas histórias particulares, de quem a gente admira!
    Até me identifiquei com muitas coisas aí... ( Também guardo uma coleção de revistas Bizz e outras de gêneros musicais e instrumentos. Acho que tenho todas as Bizz com matérias sobre os Engenheiros, Legião, RPM etc...( Essas bandas quando estavam nas capas corria lá e comprava. ) Agora, já faz alguns muitos anos que não pego nas revistas nem para folheá-las, e as vezes penso...Por que motivo ainda, continuo a guarda-las ?, parece que não faz mais sentido e ao mesmo tempo faz muito sentido saber que elas estão ali em alguma caixa... ( Duas duplas em conflito : Fazer sentido e não fazer mais sentido...Em relação ao que gosto e minha necessidade de fã e conhecimentos...) Espero um dia descobrir qual o melhor caminho...Por enquanto, vou me agrada muito saber que a qualquer momento vou querer relembrar alguns momentos...

    Identifico também com : "Não me animo nem desanimo com manifestações exageradas e superficiais de quem grita muito e cansa rápido".

    Enrolei para ler o post de hoje o dia todo...Quis aprecia-lo com grande satisfação somente no fim do dia... Valeu apena!

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  31. É a primeira vez que comento por aqui, apesar de sempre estar lendo, Humberto é como de fosse um irmão para mim, tipo um confidente imaginário, Augusto Licks me fez perceber que o Rock me guiaria para todos os rumos que a vida me levasse.
    Engenheiros é a minha vida.

    Humberto Gessinger, contando nos dedos de quantas mãos for possível para mais uma vez(nunca me canso) a assisti-lo aqui em Goiânia.

    Fica em paz meu nobre desconhecido irmão.

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  32. Hoje em dia há muita informação, mas excesso de informação é desinformação, também. Com tanta coisa pra ler, pra olhar, a gente acaba não vendo e nem lendo nada. Tantas abas abertas no computador, e nenhuma informação absorvida realmente... talvez até porque sejam informações de má qualidade. O que importa nesses tempos é quem dá mais informação, e não quem dá melhor a informação. E com isso ficamos todos perdidos em um amontoado de lixo, onde ninguém consegue garimpar nada que preste.

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    1. Certeiro. E ainda tem mais molho nesse angu. Fato. Ops...Quase nada é fato...rs

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  33. Humberto ,sou grata a vc q me fez ver o mundo de outa forma atravez de suas musicas q sempre me dão a resposta certo qdo eu preciso.
    Obrugada por fazer parte do meu mundo mesmo sem saber

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  34. Vc é o cara...adorei a parte: "Ah, se ao menos estivéssemos gerando massa crítica na mesma proporção que geramos boatos, julgamentos apressados, fãfocas... mas... tudo bem, vamos em frente, colecionando sonhos.

    (*)

    Ainda que quantificadas pela economia e formatadas pela política, as verdadeiras mudanças são culturais. E cultura não deve ter dono, fazemos juntos. "...

    Acredito que o mundo melhor que desejo seja parecido com o seu :)

    Grande abraço!

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  35. HG PASSA CULTURA DE ELITE PRA TODAS AS CLASSES SOCIAIS .SÓ NAO MUDA DE ATITUDE QUEM NAO QUER. A VERDADE LIBERTERÁ SUA MENTE DA OPRESSAO DO PODER SEM PUDOR.....RJ.

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  36. Fiquei animado e desanimado...! Salve Augusto Licks!

    Obrigado Humberto Gessinger!

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  37. Texto de quem enxerga a vida de uma janela de (um arranha céu)

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  38. Texto de quem enxerga a vida de uma janela de (um arranha céu)

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  39. opas boa noite Humberto, texto fantástico, aprecio muito seu trampo como escritor também !!! Como músico nem se fala. No seu recente show em Campo Grande/MS, foi a minha banda quem abriu o seu show, momento único! Como sei que é um estudioso da cultura sulista, levei para lhe presentear, um exemplar de um livro onde a sua cultura se liga a minha. O livro é Juvenal Fróes e Aral Moreira - Os caminhos da erva mate na fronteira, e foi escrito pelo meu saudoso professor de economia Milton Fróes, sendo que infelizmente quando terminamos nosso show, você já subiu ao palco, gostaria de saber se poderia encaminha-lo, tenho certeza que vai gostar do livro. meu e-mail é surfdetrem@yahoo.com.br , um forte abraço

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  40. Às vezes me perco em animações e desanimações, achando ser impossível ficar indiferente à (ou ser paciente com a) dialética da vida. Seguir um pensamento lúcido como o seu, que é animador para mim, talvez ajude a manter a fé irracional na gente e, assim, ter mais paciência com a roda da vida.

    Ao mesmo tempo, ver esse espaço de comentários aproveitado antiética e infantilmente por José Mabson, um pouco mais acima, para divulgar seu blog já me traz uma leve impaciência e me enche de desanimação no rumo para onde essa dialética vai nos levar.

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  41. Humberto, boa noite, sou um grande fã de seu trabalho e gostaria muito de lhe enviar um e-mail, poderia me escrever, se um dia encontrar algum tempo? abs adriano.villa@yahoo.com.br

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  42. Vim fazer uma visita como qualquer fã que gosta de ler e ouvir você Humberto. E, dessa vez, li algo que penso merece minha contribuição: quando se trata de objetificação da mulher as consequênicias são mais que meras opiniões do que seria ou não um mundo melhor, são dados cada vez maiores de mulheres violentadas e que se auto-violentam. Sem falar da pressão extra colocada em cima dos homens (também vítimas dessa cultura) que não têm mais folga e são diariamente bombardeados por imagens de corpos de mulheres nuas ou semi-nuas. Recomendo o artigo desse link (http://www.apa.org/education/ce/sexual-objectification.pdf) para quem quiser entender melhor sobre esta questão que é tão grave quanto os resultados da razão entre beber e dirigir. Espero que gostem. Valeu! ;)

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