do que se trata (131)

Tive sorte com meus ídolos de adolescência. Não precisei jogar nenhum ao mar para seguir viagem. Seguimos juntos. Ao contrário de amigos contemporâneos que se desfizeram dos LPs de classic rock quando chegou o punk, que esqueceram os CDs de grunge quando começaram a daunloudear rap e que pararam de acompanhar música quando descobriram que falar de vinhos e restaurantes é mais... é mais... ah, sei lá o que tem de mais falar sobre vinhos e restaurantes!

A constância da nossa relação não significa que os caras que admiro tenham feito sempre o que eu esperava que fizessem, o que mais facilmente me agradaria. Mas, pô, isso não só faz parte como é elemento fundamental da admiração que nutro por eles. E, apesar do som estranho da conjugação do verbo nutrir, é bem disso que se trata: regar a planta da paixão.

Mesmo quando tomaram caminhos que não entendi ou dos quais discordei, meus heróis (palavra exagerada? nah, é bem disso que se trata) nunca me deixaram na mão. Sempre ofereceram possibilidades ricas e enriquecedoras de leitura e releitura de seus gestos e da maneira como se relacionam com seu dom. Ah, o dom! É bom ter sempre em mente que é bem disso que se trata!

Não sou daqueles racionalistas cartesianos para os quais ser fã é um apequenamento, é abdicar da personalidade. Os excessos, que existem, são isso mesmo: excessos. E só isso. Como tal devem ser tratados. Sem dramas metafísicos, o que seria outro excesso.

Também não me enquadro no tipo novidadeiro, daqueles que trocam de preferência a cada mudança de vento - como biruta de aeroporto - que, sendo fãs de tudo, não são fãs de nada.

Prezo muito os formadores da minha mitologia pessoal, vamos resumir assim. Todos temos uma, reconheçamos ou não.

(*)

Peraí! Acho que usei equivocadamente a palavra "sorte" no início do texto. Sem falsa modéstia, acho que faço por merecer os ídolos que tenho. Sim, pois o ouvinte (o leitor, o torcedor) é tão responsável pela magia quanto o músico (o escritor, o jogador). E, para mim, é bem disso que se trata: encanto, diálogo mágico...

... que a gente nutre. Generosamente. Com coração de mãe, onde sempre cabe mais um, sem comparações entre filhos. Não preciso deixar de ser fã de um cara para ser fã de outro. Mesmo que, entre eles, sejam antagônicos.

(*)

Tínhamos pouquíssima informação a respeito dos nossos ídolos em tempos pré-www. Não sei se isso é bom, se é ruim ou se apenas é. Como uma revanche retrospectiva, frequentemente me perco por horas na www obtendo de graça informação que nem todo o dinheiro do mundo compraria algum tempo atrás.

Numa das minhas imersões mais recentes, dei uma geral na vida e obra do Ritchie Blackmore, guitarrista do Deep Purple (e do Rainbow). Refiz suas idas e vindas. Adoro artistas com carreiras longas como estradas cheias de curvas (Highway Star - ah, que solo!), que às vezes avançam em círculos.

Cheguei ao momento atual do bom e velho Blackmore: casado com uma mulher bem mais jovem e bonita, com a qual divide uma banda que faz pastiche de música renascentista, usando roupas e instrumentos na onda medieval. Até o nome da banda é dividido com a patroa: Blackmore's Night. A noite de Blackmore, na verdade, é o sobrenome da moça, Candice Night.

Dá pra sacar todo meu preconceito e nariz torcido em relação ao projeto nas linhas acima, né? Mas quer saber? Coloquei um video deles pra tocar e não consegui condenar. Tá tudo lá. Ainda. Toda a dignidade que nenhum modismo pode dar ou tirar.

Segui ao sabor dos links relacionados... um leva a outro... e cheguei a uma entrevista em que Ritchie Blackmore narra com humilde pompa e circunstância (se tal é possível) um encontro com Dylan. No tal encontro, Bob teria perguntado "Quem é você?". A entrevistadora, surpresa, questiona o que ele respondeu e Blackmore diz que simplesmente baixou a cabeça e saiu. E que foi um encontro fundamental para ele, uma encruzilhada na sua vida.

A história ficou na minha cabeça pois acompanho tudo que se escreve sobre Dylan e nunca vi nenhuma menção a Purple. Fiquei encasquetado, achei estranho. Enquanto pensava nisso, um novo link já me levara a outra entrevista do Blackmore. Lá pelas tantas, ele começa a contar a mesma história, o tal encontro revelador. Com uma diferença: para minha surpresa, no lugar de Dylan era Frank Sinatra o personagem que perguntava "quem é você". Caraca! Enorme diferença, né?

Será que todo gigante que cruzava com Ritchie Blackmore perguntava a mesma coisa? Qual seria o próximo? Elvis, Hendrix? Vivos ou numa sessão espírita? Ele se enganou na narrativa? Qual deles foi engano, Dylan ou Sinatra? Os dois? Putz, então não houve o encontro! Era uma mentira? Será? Consequência dos muitos anos de estrada, de muito álcool e sei lá mais o quê? Ironia? Uma maneira de lidar com o tédio de décadas respondendo as mesmas perguntas? Seria uma metáfora cambiante? Proposital?

Dá pra sacar meu nariz torcido nas dúvidas acima? Nah, que nada! Coração de fã é foda! Até gostei do vacilo do cara. Saquei que o encontro vivido ou sonhado pelo mestre da guitarra fora consigo mesmo. O "quem você é" embaralhou-se na minha mente com o título do primeiro disco do Purple que comprei: Who do we think we are. Prontamente coloquei-o para tocar e, como sempre, me deu muito prazer. No fim das contas não é mesmo disso que se trata?



07jan2013

81 comentários:

  1. como: "uma cicatriz antes do corte". K estou. Valeu Gessinger!

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  2. Você é meu herói. Simplesmente. Obrigada pelas palavras, sempre. te amo. Abraços.

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  3. chegou o que eu estava esperando!!!!!!!!!!!!!

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  4. Sensacional ! Sou fã do Purple, como vc!

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  5. Coração de fã é foda!

    bah, foda é apelido

    se cuida <3

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  6. Gessinger é O cara...impossível não ser fã

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  7. Raramente acordado esta hora numa segunda-feira, aproveitei para fazer a leitura do seu texto. É bom saber que os artistas que admiramos pelo conjunto da obra também têm seus referentes, embora sejamos sabedores disso, mas ler o que ele mesmo escreveu sobre isso faz toda diferença.

    Um grande abraço.

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  8. No meu encontro com a minha Família Trapo, meu PAIdrinho estava condenando quem paga caro por shows e/ou compra cds originais, e eu respondi:

    "Pelo menos eu aprendo alguma coisa."
    Ele perguntou (bravo): "Aprende o quê, sô?!"

    Me calei, e fingi que não havia uma resposta pra pergunta dele.

    Se um dia ele ler esse texto, talvez ele entenda o que eu aprendi/aprendo com você, e descubra como sou feliz por ter você e a ele como meus heróis!

    Obrigada, Humberto!

    Principalmente, por ser meu herói! (ou heroi? rsrs)

    Abraços, querido ídolo!

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  9. Humberto, vc ainda adora tomar café com leite, torrada e mel?

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  10. Deep purple é simplesmente sensacional. "Burn" me faz arrepiar ate hoje.

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  11. Obrigado pelo texto Gessinger.

    "...A constância da nossa relação não significa que os caras que admiro tenham feito sempre o que eu esperava que fizessem, o que mais facilmente me agradaria..."

    Frase fenomenal... Assim é você estilo próprio, faz o que gosta do jeito que gosta, é por isso que sou seu fã cara!
    Tremendo abraço.

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  12. Negócio de fã... é... sei lá...
    Eu curto Blackmore's Night (qual meu problema com essa palavra? Voltei lá em cima pra conferir). Confesso que já usei trechos em trilhas de peças.
    Verdades, mentiras... vai saber em que ponto nos perdemos em nossas próprias histórias (ou estórias, que apesar do desuso eu ainda considero como divisor de).
    Em quatro dias, Insular em novo lar, se o bem quiser.
    Inté.

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  13. Como voce mesmo.disse em um texto passado, nao ha palavras para todos os sentimentos, é bem isso que acontece quando leio seus textos.

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  14. Bacana ver o teu lado fã! Ainda carrego comigo meus ídolos da adolescência! Mesmo sem conhecimento técnico da música, sempre deixei - me levar pelo arranjo, letra e sonoridade, "bom gosto", talvez. O importante é que mesmo na época pós www, tenho muito prazer de colocar meus discos e escutar com meus filhos, que ainda são crianças... E eles adorarem! Por que no final, é disso que se trata, não?

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  15. Humberto Gessinger&Bruno Gouveia, " nao preciso deixar de ser fã de um cara pra ser fã de outro. " Disse tudo. Meus dois cantores favoritos.

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  16. Faz por merecer os fãs que te seguem também! Boa semana!

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  17. Pois é. ...tu falou em tempos pré www e me lembrei que na época do papa é pop e do várias, aqui em Fortaleza, enghaw só aparecia no programa livre no sbt, uma ou duas vezes por ano e também na rádio cidade via satélite pra todo Brasil com engenheiros do hawaii (he he)...e tocava pra caralho na rádio também. E era pra ser feliz...rsrs...hoje tu toca ao vivo quase todo mês direto da tua sala de som....putz....voltei no tempo e vi o quanto é bom tanto hoje como antigamente. Grande abraço Humba!!

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  18. Pois é. ...tu falou em tempos pré www e me lembrei que na época do papa é pop e do várias, aqui em Fortaleza, enghaw só aparecia no programa livre no sbt, uma ou duas vezes por ano e também na rádio cidade via satélite pra todo Brasil com engenheiros do hawaii (he he)...e tocava pra caralho na rádio também. E era pra ser feliz...rsrs...hoje tu toca ao vivo quase todo mês direto da tua sala de som....putz....voltei no tempo e vi o quanto é bom tanto hoje como antigamente. Grande abraço Humba!!

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  19. Meu Ídolo maior no Rock Nacional é você Humberto Gessinger e olha que eu cresci ouvindo Rock Nacional

    VOCE É O CARA

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  20. Por falar em ídolos...( heróis será?) Tenho dois grandes, que eé com sinceridade .: você o próprio Humberto Guessinger e o Renato Russo. Claro que admiro e gosto de outros grandes músicos e personalidades..Bono Vox a Dilan..David Guilmor.. até o Che Guevara entra na lista. Mas os que mais mais me intriga são HG e RR. Abraços...

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    1. Che guevara!!! foi um fanfarrão coloca lo nessa lista e coisa de idiota

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    2. Che Guevara era o cara, acho que vc anônimo tem que rever seus conceitos de idiotice...

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  21. Texto sensacional, Humberto.

    Dia desses, durante as festas de final de ano, meu pai me perguntou sobre uma de suas músicas e ficamos horas discutindo sobre algumas letras. Cada um contava sua interpretação e ficávamos surpresos pela diferença entre elas... No fim, acabei ganhando dele o Pra Ser Sincero. Mas pra ser sincera, acho que no fundo ele não estava botado muita fé no que eu dizia e me deu o livro para aproveitar e ler também. :p

    É incrível quando um artista consegue alcançar um público tão diversificado. Pai e filha, fãs do mesmo ídolo. Ambos viram o mesmo cara, tocando as mesmas músicas, com anos de diferença e com o mesmo potencial.

    Tive sorte com meus ídolos, sempre me deram atenção, na medida do possível. Mas o frio na barriga e a sensação indescritível de saber que estará cara a cara com O Cara é demais!

    Coração de fã é foda!

    Abç, HG.
    até semana que vem :)

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  22. Tive sorte com meu idolo...
    ele continua lá ...( até na WEB )

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  23. Também tenho orgulho dos meus ídolos! Você é um deles!!! E continua aí, produzindo, compondo, escrevendo... Amo muito!

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  24. Que legal saber que meu ídolo idolatra os mesmos heróis que eu! :-) Você, agora mais do que nunca, é meu eterno ídolo e herói. Bjim 1berto!

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  25. Quem é vc? Difícil neh? talvez não aja como responder. De qualquer modo é estranho fazer essa pergunta a outra pessoa ainda mais no exemplo acima. como sempre ótimo texto, o modo de sua escrita sempre me agrada e traz uma proximidade entre fã e ídolo muito grande. vlw

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  26. Comprei o primeiro do blackmore s night em 2000,hj tenho dois deles um dei para minha mulher,ela adorou,não sei se foi pela voz da esposa dele,mas eu garanto que comprei por ele e seu duo meio enigmático que fez

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  27. "Tive sorte com meus ídolos de adolescência. Não precisei jogar nenhum ao mar para seguir viagem. Seguimos juntos."

    Seguimos juntos há 24 anos, Humberto. Com mais força, há 09 anos. Com mais força que digo é com mais frequência mesmo. Força, força mesmo é o que eu encontro quando não tem mais nada que eu aguente ouvir e, num clique, busco suas letras, suas melodias, enfim. Em qualquer lugar.
    Meus alunos (sou professora de Filosofia), quando me veem chegando com o som, já deduzem que é você que cantará/tocará. Como não querer te ouvir na estrada? Como não querer te ouvir após ficar triste por ouvir um garoto de 16 anos defendendo um discurso fascista? Como não querer te ouvir depois de sentir aquelas dores que ninguém nunca sentiu? Como não querer ouvir você depois de algumas horas lendo Dom Quixote? Como não querer ouvir você estando num estágio da universidade de um mês em Porto Alegre? (Aliás, que saudades de Porto Alegre!) Se leio Mês de cães danados, lembro de você. Se leio A revolução dos bichos, lembro de você.
    Sigamos juntos, então, simples de coração.
    Está chovendo agora aqui em Fortaleza. Olho pro meu painel e vejo uma imagem com uma frase que diz: Que a chuva traga alívio imediato.
    Obrigada por isso. Por estar aqui sempre que eu preciso.

    E, concordando com a Jéssica, realmente, coração de fã é foda.
    (percebi isso quando li meu comentário!)

    Grande abraço!

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  28. Pô,quando li "...meus ídolos da adolescência",jurava que você fosse falar de Roger Waters,e lógico,Pink Floyd.O Dylan até me veio em mente,mas falar sobre Ritchie Blackmore (guitarrista do Deep Purple) foi uma surpresa pra mim.Mas enfim,como seu fã,alegro-me em descobrir algo novo de seu gosto antigo.
    Realmente coração de fã é foda!
    Ainda possuo os vinis dos Engenheiros.Até o "Filmes de guerra & Canções de amor".Procuro (e nunca pretendo) me desfazer deles,apesar de ter todos os cds".Foda ser fã!!
    "Tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim (com exceção dos LP's do Pink Floyd,que tinham dois lados bons)"HG.Assim são os dois lados dos LP's dos Engenheiros do Hawaii.
    "Long Live Rock'n Roll".

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  29. eu sou uma fã incondicional...sem excessos...e com muito orgulho! =)

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  30. Incrível como você descreve quase que perfeitamente bem o universo paralelo em que todo mundo vive! (eu pelo menos, sim...)

    =]

    Obrigada por repartir tudo isso com a gente! Esse carinho que vc divide com os fãs, sinto daqui, de milhas e milhas e milhas e milhas....

    Boa semana!

    Renata Chinda

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  31. Muito bom o texto! Também tenho ídolos que me acompanham desde a adolescência...quer dizer, eu os acompanho. Acompanho? O melhor nessa caminhada é justamente ver que eles nem sempre fazem o que esperávamos que fizessem. Humberto, você é campeão nesse quesito! Em trio, duo, solo (mas não sozinho), baixista, guitarrista, etc, etc, etc, músico, escritor...desse jeito vai faltar tempo/espaço para nossos outros ídolos! (brincadeirinha).

    Essa "amizade" entre nós, fãs e ídolos, sempre oportuniza boas surpresas. Minha formação é em ciências sociais e jurídicas. E não é que, por essas coincidências do destino, estávamos lendo o mesmo livro dia desses?! Gosto muito de Bauman...e líamos Vida Líquida quase ao mesmo tempo (pela postagem no Instagram). Legal saber que essas paralelas se cruzaram em algum momento da vida...sempre vi muito de Bauman em suas letras (ou seria "sempre vi muito de Humberto nos livros de Bauman"!?). Não sei, mestre...mas o fato é que: excelente texto! Boa semana, Gessinger e friends

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  32. Maneiro sou muito fã do Deep Purple tambem e tenho essa coleção tudo em LP agora sei da onde vem essas suas ótimas músicas! ótima influencia!!

    Abração para vc! Sucesso sempre e mto Rock

    Deivid Mariano

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  33. ... Eu ficaria decepcionada... não olharia com os mesmos olhos que os seus.
    Por exemplo, uma vez você disse que Ana era um nome criado pra fazer a rima com sacana... e assistindo uma entrevista sua de mil novecentos e bolinhas... você diz que Ana era uma garota de Porto Alegre.. e agora? Já não sei mais, (embora pra mim pouco importa hehehe sou fã com Ana sem Ana ).

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  34. Sidnei Rodrigues- SP7 de janeiro de 2014 13:31

    Fãs de Fé!
    Isso Humberto!
    São Paulo na espera pelo Insular.

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  35. Bom, eu cresci escutando EngHaw lá 1986, primeiro disco que comprei. ...Longe demais das capitais. Depois conheci Nenhum de Nós, hoje curto os dois + Cidadão Quem, mas voce 1berto,é minha maior admiração e referência. São Várias Variáveis e Variações sobre um mesmo Tema. Abs

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  36. Rindo mesmo as tampas do Ritchie Blackmore...
    Pode ter certeza absoluta que se ele cruzar com o Hendrix, o Presley, o Ozzy, o diabo, e até com a própria Candice com quem é casado, vai ouvir a mesma perturbadora questão mais do que filosófica que acompanha o homem desde há muito tempo...

    Sir Gessinger
    Sir Gessinger

    Do que se trata... pois bem... de lembrar que, o que é a orgulhosa pequena publicidade de um, é o gigantesco segredo de outro...

    E...
    Meu Olá
    =)



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    1. "Do que se trata... pois bem... de lembrar que, o que é a orgulhosa pequena publicidade de um, é o gigantesco segredo de outro... "

      Cila...

      Você voltou com "Seu Olá" e com suas colocações incríveis.

      Um abraço apertado pra vc!

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  37. Que alegria ver o Humberto falando do Blackmore! Eu costumo usar o termo 'amigos' ao invés de 'idolos'..e tanto Gessinger como Blackmore eu considero como grandes amigos por suas obras...assim como Jeff Waters, Tony Iommi, Lenine, Raul, Paulo Coelho, Chespirito...a lista é longa! :)

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  38. O HG É UM (PSEUDO INTELECTUAL DE MIOLO MOLE), POIS NÃO INVENTA NADA, SUA COMPOSIÇÃO TEM MUITAS FRASES FEITAS DE OUTROS AUTORES.... É COMO PEGAR VÁRIOS QUEBRA-CABEÇA E MISTURA-LO E FORMAR UM DESENHO QUALQUER... ESSA FRASE DISSERAM AO CAETANO VELOSO, MAS VIRIA A CUNHAR A VC HG. ABÇS!

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  39. Este comentário foi removido pelo autor.

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  40. Gessinger,

    Que graça esta condição humana de projetar e, assim, admirar a si em notáveis. Que fantástico, quando nessa posição, conseguimos idolatrar o que já não nos reflete.

    Nesta estima por vc, Humberto, descobri que nasci Narciso e que agora sigo Vitória-Régia.

    Forte abraço!

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  41. Pois é, Humberto, acompanho o Blackmore's Night há anos. É um estilo bem diferente do Deep Purple, mas o Ritchie toca muito - e tem algumas músicas antigas com roupagem nova (ou nem tanto) nessa nova banda, como "Child in Time".
    Vale a pena conferir.

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  42. Informação funcional: mais eficaz e palpável agora ou na era pré-www? Questão difícil. Em geral, o que vem fácil, vai fácil... O fato é que o trabalho de caçar vinis, K7's, revistas especializadas (com as informações menos precisas possíveis, mas eram as que existiam...) me dá a impressão de ter criado raízes mais profundas, independente do ramo artístico. Ou as informações que existem agora podem expandir essas raízes no ar? Tudo não é nuvem, hoje?

    Mire veja: o único lugar onde não há tijolos no muro é quando se olha para o céu.

    E basta de superficialidade ;)

    Que texto!

    []s

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  43. Não tem como falar em herói/ídolo sem falar do Dylan.Essa do "Quem é você" é a cara dele.Se algum dos exemplos foi verdade,com certeza foi com o velho fanho.

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  44. Vou copiar e colar o que acabei de postar no meu facebook: "As palavras dele são música para meus ouvidos...sejam elas escritas, faladas ou cantadas... pra mim Humberto Gessinger é "O CARA" .

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  45. E você com certeza faz parte da minha mitologia pessoal! <3

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  46. Pra mim ser fã sem modismos, é uma questão de identificação projetiva... rs
    Freud explica?! talvez Klein! Ahh esqueçe... sejamos simplesmente fãs!

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  47. Peça excelente. Elegantly written. Simples. Uma olhada nos pensamentos de um grande artista. Um artista humilde e de grande coração, aberto as pequenhas coisas da vida. HG você nos ensina a olhar com outros olhos. Sua fã boliviana!

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  48. Na minha pré adolescencia e adolescência fui muito fã de Engenheiros do Hawaii, morava em Caxias do Sul, pra quem não sabe aproximadamente 120 KM de Porto Alegre, comecei a curtir depois que ganhei o LP A Revolta dos Dândis, este LP abriu as portas para a cena do rock RS, e também comecei ouvir as bandas clássicas, Led, Purple, Stones, Beatles, AC/DC e tantos outros...vi os shows das tours Ouça o que eu digo, Alivio Imediato, O Papa é Pop e Várias Variáveis na minha cidade, sonhava em morar em Poa pois era onde tudo acontecia, TNT, Cascaveletes, Replicantes...Engenheiros foi a banda que se destacou no cenário nacional na época, tinha sonho de um dia poder encontrar e até tocar bateria com os caras. Enfim, fui crescendo ouvindo mais rock n roll, pois bem, agora com 38 anos moro em Porto Alegre e um dia desses encontrei o HG num shopping daqui, mas não tive coragem de chegar e pedir uma foto ou bater um papo porque travei, mas fiquei feliz de encontrá-lo e hoje com a tecnologia poder acompanhar a carreira dele e do Maltz, sigo o Maltz no twitter e um dia até trocamos ums idéias mas tb não consegui tocar no assunto EnGHaw, Maltz foi um cara que me influenciou tocar bateria, assim como os primeiros mestres que ouvi na mesma época Bonham, Neil Peart, Keith Moon e Charlie Watts. Meu sonho era aprender tocar guitarra, baixo...mas nunca consegui aprender. Bom, como disse, cresci, meus ídolos continuam os mesmos com menos intensidade é claro, e como moro em apto e não possuo mais bateria nem banda, meu sonho agora é poder jogar algumas partidas de tênis com o mestre HG.

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  49. Excelente texto. Me fez lembrar da dificuldade que era ler algo sobre os Engenheiros nos anos 80.

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  50. Fãs de verdade não são iguais musicas de funk que cada dia é uma diferente, fãs de verdade ficam com seus ídolos todo o tempo, nunca abandonam. HG sempre. Desde quando? Até quando? A resposta é... sempre.

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  51. Li um comentário parecido, considero-te um amigo, na real.
    Amizade platônica, o termo correto não é ?
    É meio como se vivesse essas palavras, daquelas pessoas que se encaixa o papo no boteco.

    "Sonhos que podemos ter ... "

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  52. Vida Longa Humberto!

    André G.

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  53. Humberto Gessinger é você mesmo? Eu e meu namorado esperamos ansiosamente você em nossa cidade!
    #BelémPA

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  54. Ow, o Blackmore tbm tem um lance meio contrario com o malmsteen se nao me engano. O malmsteen e fan do cara e ele nao acha o malmsteen lá o puta monstro que alguns acham. Salvo engano tem algo assim.
    Abracos 1berto.

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  55. Interessante 1Berto! Hj eu estava assistindo vc no hangout com meu filho de 12 anos. Ele montou tudo na sala, passou a imagem do pc para a TV grande e ficamos lá felizes da vida. Na minha adolescência eu ficava aguardando passar no rádio "terra de gigantes" e ali colava o ouvido e sonhava... A era www não existia. Sou fã! Sempre fui e sempre serei!!! Obrigada por existir!!! DVD em Brasília viu??? Por favor...

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  56. Iron, purple ... que mais ? Que mais?
    Give us more!!!!

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  57. Muito bom (como sempre o texto) nos faz relembra como nossas vidas eram antes do www, antes de tanta tecnologia, aqui no nordeste então vixe, nem se fala, esperávamos mais que todo mundo (seria apenas uma impressão ou realidade?), o que mais me chama atenção no texto é que me remete as distorções musicais que vemos na atualidade, são de nos fazer chorar (ou rir, ou os dois)...dá uma olhadinha nessa (caso ainda não tenha visto) http://cafehitech.com.br/indiotas/bizamusica/luan-santana-destroi-musica-pink-floyd/

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  58. Olá Gessinger,
    Que texto mais "fã-tástico"!!!!
    "Prezo muito os formadores da minha mitologia pessoal, vamos resumir assim. " Eu também, e você é o meu ídolo formador da minha mitologia pessoal há mais de 15 anos.
    Me lembro de quando a net não era tão acessível como atualmente, qualquer assunto, foto ou algo sobre Engenheiros do Hawaii eu enlouquecia. Minhas amigas faziam de tudo quando encontravam algo sobre, só para me dar! Uma vez uma tirou um cartaz de festa de todo tamanho de um mural só porque tinha sua foto lá e me deu! Uma outra foi ao dentista e na sala de espera estava folheando uma revista, aí tinha umas fotos suas no salão quando fez os dreads... ela arrancou a folha e levou pra mim! kkkkk as tenho guardadas até hoje!
    Eu sei que posso buscar na net, mas são recordações que me fazem lembrar da época, da ansiedade e fantasia de fã. Eu só não conto as loucuras que já fiz porque acho que não caberia aqui. =)

    Adorei seu texto e também de saber mais sobre seu gosto musical!!!
    Abraçãozão!

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  59. O solo de guitarra de highway star está na minha lista de coisas que preciso tocar corretamente antes de desencarnar. Nesta lista também está a introdução de Piano Bar, que por enquanto sai muito improvisada.

    Ótimo texto!

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  60. Alemão,

    Nas suas andanças internéticas, procure uma entrevista do Lifeson onde ele conta do dia que encontrou o Jimmy Page.

    Abaços

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  61. Bem verídica esta concepção de coração de mãe que o fã tem e como nossos heróis podem ser até antagônicos. HG foi meu primeiro herói na música. Com 11 pra 12 anos (96/ 97), ainda formando o gosto musical, foi quando me achei com Engenheiros e até hoje ainda é o q mais ouço, graças a 2 fitas K7 (veja só) gravadas por um grande amigo só com EngHaw.
    Lembro q esta ainda era uma época de início de compartilhamento de músicas e de conexões de internet lentas e sofríveis e mesmo assim desde pequeno eu gostava de ter o CD original, com o encarte e curtir tb a obra "física" em mãos e não sosseguei até achar e comprar todos os CDs do EngHaw lançados até a época, inclusive do HG Trio.
    Depois meu gosto enveredou majoritariamente, mas não exclusivamente, pra heavy metal mas sempre com EngHaw/ HG sendo oq mais ouço, juntamente com meus outros heróis: Edu Ardanuy, Tobias Sammet, Kai Hansen, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.
    Abraços.

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  62. Texto maravilhoso... e ser fã para mim é isso... admirar o trabalho, vibrar com a obra, experimentar as mudanças do seus ídolos e aprová-las ou não... sou saudosista confessa e não abro mão de tudo aquilo que me fez bem, aberta para conhecer novos talentos, talvez, muito crítica, com certeza, mas sem deixar de ouvir aqueles que marcaram meu caminho...

    Quanto aos talvez fantasiosos encontros de Blackmore, eu o entendo, tanto no questionamento que acaba recorrentemente ecoando na mente “quem é você?” quanto no encontro com pessoas que marcam nossa vida... Vivo viajando à uma tal Porto Alegre e conhecendo um cara que eu super admiro há anos, por acaso, numa livraria, num parque, em qualquer lugar... sonhos... “coração de fã é foda”...

    Um abraço,

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  63. É um erro de qqr fã esperar que a arte do artista, ídolo ou herói, como preferir, seja assim ou assado. As pessoas mudam e a arte muda com o artista durante sua vida, seja ele cantor, escritor, pintor, etc. Tu és um grande artista Humberto porque sabe se renovar, sabe seguir em frente no caminho da vida e da arte... continua compondo, experimentando a tua música. Os fãs, bom, alguns vão gostar mais do trabalho anterior outros mais do novo, mas se vc perde um fã aqui surge outro acolá, já dizia a mosca na sopa de Raul: porque cê mata uma e vem outra em meu lugar... grande abraço Humberto!

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