em seu lar (116)

Consagrou-se o uso do anglicismo single para o que as gravadoras chamavam "música de trabalho": pinçar uma canção do álbum para divulgar. Nunca deixei que essa mentalidade me desviasse do rumo. Mesmo quando não sabia muito bem qual era o rumo. 

Entendo e respeito a lógica da indústria - foco e massificação - mas não é algo que eu saiba ou queira fazer. Como compositor, fico com a impressão de que não se escolhe uma música para ser single: escolhe-se as outras para não ser. Por isso nunca me meti na escolha. Apenas torço para que o pessoal goste da canção (seja qual for), esperando que ela funcione como porta de entrada para o álbum inteiro.

Não quero ter uma relação muito objetiva com minha arte-ofício. Com nada que amo quero uma relação muito objetiva. Tenho muito interesse pela poesia da matemática; mas pela matemática da poesia, nenhum. Faço meus discos (responsabilizo-me por eles) e os entrego ao mundo na esperança de que encontrem seus caminhos.

O mesmo vale para shows. Monto o espetáculo com a mesma paixão do disco, mas não me meto muito amiúde na escolha dos lugares onde toco - respeitados alguns limites de profissionalismo e logística. Há uma lógica nos caminhos que a vida traça. Mesmo que por vezes nos fuja a compreensão.

Em Porto Alegre, há vários lugares legais para show, mas confesso que fiquei especialmente feliz quando soube que o lançamento do INSULAR será no Auditório Araújo Vianna. 

Tenho muito orgulho de, por três anos, ter lançado discos no maior espaço da cidade, o Gigantinho. Não sei se jamais algum artista (gaúcho ao menos) repetirá o feito. Eram outros tempos, outro ambiente, um mundo mais simples e menos congestionado. Mas se eu tivesse que transformar um dado numa medalha a prender no peito que representasse minha relação afetivo-profissional com a cidade, não seria a chegada ao topo. 

A medalha no peito, a lembrança que traz um sorriso invisível de satisfação, seria o fato de eu ter passado por todo tipo de espaço para shows da minha cidade. Entre o terraço da faculdade e o maior ginásio, passei por garagens, bares e danceterias; parques e praças; teatrinhos, teatros e teatrões; galpões... É este percurso, mais do que sua conclusão (a caminhada mais do que o ponto de chegada) que guardo no coração e na mente. É o que mantém o motor girando.

Um desses lugares é o Araújo Vianna. Transborda de significados, para mim. Não só por estar voltando, também e principalmente por ter construído, ali, boa parte da minha formação como ouvinte. No Araújo assisti a inúmeros shows, a maior parte deles coletivos, de bandas que, pela precariedade da cena da época na "leal e valerosa" província do meu coração, ralavam muito para fazer a coisa acontecer.  

Originalmente era um espaço aberto, o que fazia da lua mais um dos espectadores de incríveis noites musicais ao ar livre. Um público fiel acompanhava todos os eventos. Éramos sempre os mesmos na plateia; nos conhecíamos sem trocar palavras naquele lusco-fusco entre os últimos hippies e os primeiros punks.

Só uma rádio tocava músicas daqueles artistas que, hoje, glamorosamente, seriam chamados de alternativos. E não tocava muito. Mas a generosidade e parceria do público transformava migalhas em hits.

Volto ao Araújo Vianna  (na quinta, 03out) acompanhado de artistas que vi tocar ali. Não por saudosismo: cheio de vontades, esperanças e a certeza de que há muito a fazer. A vida deu voltas e nossos caminhos cruzaram-se na hora certa, no local preciso. Que ela siga volteando!

17 agosto 1986
Primeira vez no Araújo Vianna.
Da última vez em que me
olhei no espelho, minha cara
 não estava parecida com a desse alemão
de óculos escuros.
Mas o amor pela música continuava o mesmo.
Show coletivo com participação de Nei Lisboa.
Auditório Araújo Vianna.
17 agosto 1986
25 março 1988
Segunda vez no Araújo Vianna
Tour d'A Revolta dos Dândis...
... legal tocar com Augusto no palco
onde várias vezes o tinha visto
acompanhando Nei Lisboa, Bebeto Alves,
Kleiton & Kledir...
Auditório Araújo Vianna.
25 março 1988
05 agosto 2000
Terceira vez no Araújo Vianna
Depois dele ter ficado inativo por anos
entre querelas admnistrativas
e tentativas de cobertura.
Sim, a lua ficou de fora. Faz falta,
mas a gente sempre espera/imagina
que ela esteja ouvindo lá fora.
Já tomei chuva em noites de inverno
assistindo a shows ali,
não posso reclamar do teto.
=)
Recebendo o Disco de Ouro
do 10.000 Destinos.
Auditório Araújo Vianna
05 agosto 2000

Num mundo onde só a mudança é permanente, num país que resolveu crescer em uma dúzia de anos o que não cresceu em séculos, em meio à especulação imobiliária que transformou tradicionais locais de show em estacionamentos, franquias religiosas, farmácias... é bom reconhecer um espaço, um rosto, um olhar.


INSULAR: em POA ou qualquer lugar, todos convidados!

abraços
17set2013

83 comentários:

  1. Ele chegou! Enfim chegou! Parabéns pelo disco!

    No player, sem pensar, o aleatório já ligado, não havia nada esperado - nada era programado. Nem o autógrafo, que no livro era formal e me desejava "Boa Leitura, Jorge Augusto", manteve suas formalidades... As cordas não vibraram do jeito esperado. O convite irresistível do autógrafo no encarte, quase coercitivo de tão imperativo ("Bora ouvir, Jorge Augusto!" - sinceramente, me fez abrir o velho e bom Whisky que aguardava por uma ocasião especial. Um brinde aos meus desatinos, aos meus desafios!), só me fizeram agir mecanicamente, sem ver... A música não devia se chamar "Essas vidas da gente" e sim "Prenda minha" - foi a primeira, de surpresa, definitivamente uma prenda. O disco parece ter sido esculpido, polido e lapidado. Confesso que marejei.

    Não conheço o Humberto Dinossauro, mas o Humberto Gessinger Insular me faz pensar quão interessante é como parece que há uns 30 anos você estava mais próximo das suas crenças e hoje, sem abandonar suas crenças (poucas vezes nessa vida vi pessoas tão consistentes e coerentes!), parece estar mais próximo dos seus "de fé", muito mais maduro musicalmente, simples mas plenamente saciante, sem chanfros ou arestas: completo!

    Desculpe-me a liberdade, mas queria muito pontuar as sensações despertadas, lembrando que foram todas muito positivas:

    "Milonga do Xeque-Mate" e "Ponte Para o Dia" parecem ter algo em comum: "Pampa no Walkman: elas chamam, clamam por "Pampa", mas quando vão ser respondidas, a própria "Milonga do Xeque-Mate" e a "Ponte" viram a esquina e simplesmente ignoram a pampa e o walkman... Será que é porque a música digital não roda mais lentamente, quando a bateria vai acabando?

    "Essas Vidas da Gente", ao meu ver a melhor faixa do álbum, repito: é doce, aveludada, e ouso equipará-la a "Parabólica": uma obra-prima, esculpida, lapidada e polida. Consegue ser mórbida e confortante, irradiante ao mesmo tempo. Choro quando ouço e ouço sem parar. Ou seja...

    "Segura a Onda, DG" me faz tomar a liberdade de dizer que foi feita contigo olhando para mim, e comigo olhando para o espelho - quase um retrato!

    "Plano B" tem a levada que me transportou até 2003, em "Dançando No Campo Minado", um dos melhores álbuns dos EngHaw (difícil dizer o que é melhor, pois não há ponto fora da curva!), mais precisamente a faixa 09, "Fusão a Frio", mas uma não é complemento da outra - só me causou um frenesi, um contentamento de saudade.

    "Bora" tem o mesmo efeito de "Time", me cobrando o "não parar", o "seguir em frente", "Seguir Viagem" no concreto e no asfalto...

    Parece um álbum de caminhada, de concatenação de experiências, de vivência, que já começa com "Terei Vivido" e "Sua Graça", músicas de estrada, para serem ouvidas "no trecho", num conversível e vento no rosto, junto a Wish You Were Here! Vontade de pregar minha identidade no encarte! Parabéns pelo excelente trabalho!

    "Tchau Radar a Canção" vem trazer paz à correria e a vontade de s(t)ermos alguma coisa no meio desse caos, quando diz pra gente deixar pra outro dia ser uma obra-prima, um cara importante - HUMILDADE! A gente fica velho e se acostuma com a vida, que não fica pronta nunca, não tem final feliz, nem roteiro certo e nem nos mostra razões para desespero, pois não devemos esperar o "gran finale".

    Pode me xingar, me chamar de "palpiteiro", Humberto, mas uma coisa é certa: o disco está maravilhoso!

    Abraços.

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    1. Excelente comentário. Insular não é um álbum de entrada; é pra quem já curte, porque daí a gente vê todos os sentidos, todas as conexões. É realmente um excelente álbum!

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    2. Compartilho do mesmo.

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    3. É isso! É para quem é versado. Para quem reconhece e aprecia a densidade das canções e é capaz de perceber que letras e músicas carregam um significado tão, mas tão, grandioso que só quem faz com maestria é capaz de exprimir.

      "Essas vidas da gente" deixa isso claro e, para mim, é a melhor. Pode-se ouvi-la e interpretá-la sob diversas óticas, todas muito cuidadosas. Deleite é a única palavra que me ocorre.

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    4. Jorge... pontuou mto bem.

      As faixas também me remetem aos álbuns anteriores... e diversos.
      Parece que, ao qse comemorar meio século, Humberto enxerga muito bem o que já esteve em sua vivência e que faz/fez sua arte.

      Celebração para nós, então..

      "Um brinde aos meus desatinos"!
      Tim-tim!!!

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    5. Caraca velho!!! Depois ler, só tenho agradecer por ter vivido esse passado tão presente.

      Gostei Muito! Valeu abraço a todos.

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  2. Humbeeeeeeeeeeeeeeeerto!!! Vem pra São Luís?!?! :) Abraços!

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  3. é sempre bom recordar.abraço!ipatinga te aguarda.

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  4. é sempre bom recordar.abraço!ipatinga te aguarda.

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  5. so de saber q vc vem para foz no mes q vem estou numa alegria idescretivedel.nao vejo a hora de ver meu idolo de perto valew mestre humberto, foz do iguaçu te aguarda de braços abertos!!!!!!

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  6. No aguardo do dia 3/10!
    Primeiro show do ídolo. Araújo com certeza vai transbordar significado pra mim também.

    Te vejo lá, 1berto!

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  7. Quero um show do INSULAR aqui em Teresina, Humberto! E com a presença da galera do Acústico MTV! Aliás, bem que poderia sair um DVD ao vivo com todas as participações do disco, né? Abraço!

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    1. Iria ser um espetáculo a parte...
      Sempre de olho atrás de um hiper show

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  8. "Volto ao Araújo Vianna (na quinta, 03out) acompanhado de artistas que vi tocar ali. "

    Por um instante achei que o Augusto fosse tocar...

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  9. Foi bom ter te conhecido em Ponta Grossa quarta homem. Mas fazer o que se no momento eu sou mais um anonimo no meio dos mais de 200 fãs que tu conheceu lá. Apenas espero que aprecie(valorize) o livro que tu ganhou naquele dia. Fiz um esforço desgraçado pra te entregar.

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  10. Cara eu vou fazer de tudo pra ir nesse show!!!!
    Vlw Humberto \oo/

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  11. Fotos e recordações... Belíssimo texto, dá pra sentir nas suas palavras, o tamanho da sua expectativa pra esse show.

    Que ótimo é ver você falar do Licks =)Parceria ótima que durou o tempo necessário pra se tornar inesquecível!

    "Há uma lógica nos caminhos que a vida traça. Mesmo que por vezes nos fuja a compreensão."

    Aguardando Insular no Ceará de novo, se puder, venha ao Cariri! Abraços

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    1. "Que ótimo é ver você falar do Licks =)Parceria ótima que durou o tempo necessário pra se tornar inesquecível!"

      Posso assinar embaixo? rs

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    2. Opa... pode ficar a vontade.
      Vou até traçar uma linha pra você assinar, nome bonito por sinal :p

      ______________________________

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    3. hsuahsuahs

      Assinei!

      Mas ficou invisível.

      ;)

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  12. Emocionante! Seu texto apertou meu coração e me fez lembrar dos anos em que fui mais feliz em toda minha vida. E isso está longe de ser nostalgia. É saudade que dói, mesmo.

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  13. Estarei ouvindo de fora... abraçada à lua!

    Abraços Gessinger!!!

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  14. Quanta coisa...

    Queria estar em POA... ando pesquisando promoções de vôos...

    Não sei se acompanhar o nascimento de Insular por aqui tem algo com isso, mas esse CD vai furar por aqui...rs...Tá qualquer coisa.

    Cada música fala comigo de um lugar diferente, mas todas tem alguma ideia pra trocar comigo. Segura a onda DG me faz sorrir sempre que ouço as primeiras frases. É um espelho. rs

    Outras me puxam as orelhas, me dão tapinhas pra acordar...
    Outras, ainda, mexem num lugarzinho mais fundo... xáprálá

    Provavelmente não estarei no Araújo Viana, então... ficarei torcendo para que ventos o tragam pra cá, pra cidade marabichosa...ops...

    Boa semana!

    Abraço.

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    1. Boa definição, Márcia: o disco "ataca" de vários lados ao mesmo tempo! Humberto, você fez mágica!

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    2. Ah, sim...a coda...que CODA!!!! Estou adorando.

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    3. O mesmo nome. Você foi muito mais preciso. Excelente "análise" ;-)

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    4. Coisa de "palpiteiro" leigo, mas apaixonado. Faltam muito mais "análises" e, consequentemente, mais elogios. Com todo o perdão do baixo calão da palavra no espaço de um comentário que é seu, mas preciso transformá-la num adjetivo interjetivo: o Humberto é FODA!

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  15. "Como compositor, fico com a impressão de que não se escolhe uma música para ser single: escolhe-se as outras para não ser. Por isso nunca me meti na escolha. Apenas torço para que o pessoal goste da música (seja ela qual for), esperando que ela funcione como porta de entrada para o álbum inteiro."
    Esse trecho resume tudo o que a música do Humberto representa para os fãs, acredito que todos nós não possuímos uma música favorita, mas que todas tem um lugar especial para cada um.
    Parabéns Humberto pelo texto e pelo seu novo trabalho!

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    1. Verdade! Acho que dividimos (ou multiplicamos?) seu carinho por cada uma ;-)

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    2. Talvez eu esteja errado na classificação (por leiguice musical), mas o Humberto chega a ser progressivo, emendado, não tem single; eu desconheço alguma música ruim assinada por ele nos últimos (mais ou menos) trinta anos!

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  16. Sou portoalegrense, 26 anos, desde que comecei a ir a shows o Araújo Viana estava fechado, só reabriu agora. Já estou com ingressos comprados pra ver o show do INSULAR.

    Agora o auditório Araújo Viana reabriu "sequestrado" por empresas que cobram preços absurdos como 900 reais pelo show solo(solo mesmo) do Chris Cornell. Até o nome mudou, agora é "Oi Araújo Viana".
    Eu já havia decidido boicotar os shows nesse lugar, vou ver Humberto Gessinger porque é da minha banda favorita, espero que seja o primeiro e ÚLTIMO show no Araújo Viana.
    ;]

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  17. Dar um tempinho em um artigo chatinho sobre método quanti e qualitativo, pra vir até aqui prestigiar o texto da semana... não tem preço! =)

    Bah Humberto, admiro muito essa tua devoção na hora de compor, fazer os discos, preparar os shows! Tento praticar no meu dia-a-dia.

    Aquela coisa de que tu não pensa no fã na hora de fazer tudo isso, é muito nítida! O Insular me representa isso... uma música com segundos, outra com quase 7 minutos. Rock, chamamé, milonga... o que é isso?
    Sei lá... esse ecleticismo me deixou fascinada! :D

    Infelizmente não poderei estar presente no Araújo Viana. Torço pra que a lua fique bem atenta e possa ouvir o show do lado de fora!

    Já eu... estou com o ingresso na mão e contanto os dias para o show em Uruguaiana! =))) Meeeega ansiosa!!

    Ótima semana a todos...

    Beijos

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    1. Quanta pertinência ao abordar o ecletismo do disco, Dani! E foi usado (e abusado) com maestria, pois não causa "quebras" nas músicas - não assusta a quem ouve: é suavemente reproduzido, da primeira à última ou até mesmo aleatoriamente. O Humberto caprichou MESMO!

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    2. Valeu :)
      É verdade, o Humberto soube explorar muitíssimo bem essa questão.
      A cada música que eu ia ouvindo minha cara era a mesma: =O

      hahahaha

      "Tchau, radar" ficou foda demais de ouvir... bah!
      "Recarga" dá vontade de sair dançando;
      "Milonga do Xeque-Mate eu coreografei e "Segura a onda, DG"... noooossa, essa sim! Saí dançando de primeira! hahaha muito muito bom!

      Humberto mais uma vez me surpreendendo e superando minhas expectativas!

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    3. Aqui em terras capixabas, uma pomerana também não resistiu e dançou.

      ;)

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  18. Texto belíssimo, como sempre. É impressionante a habilidade que o Humberto tem com as palavras. Ele disse muito bem, o que vale não é a chegada, mas a viagem em si. O Humberto não é menos famoso hoje do que foi no passado; ele apenas é mais seletivo com seu público. Faz arte para quem realmente aprecia a boa música. E como é boa...Insular é um álbum maravilhoso, feito para quem já acompanha o trabalho dele há algum tempo. Destaque para a música A ponte para o dia, a declaração de amor mais singela que já vi na vida. A escuridão da noite só termina depois que ele sente o cheiro dela no travesseiro e encontra um bilhetinho qualquer em cima da mesa...Ouçam com atenção redobrada... Parabéns Humberto, álbum perfeito!

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  19. Insular, em seu lar, já está. Comprei o "disco" na versão digital, o que torna impossível uma dedicatória. Pera um pouco, eu aceito uma decatória no iPod.
    Valeu, mestre, pelo grande disco. Sem dúvida, a minha preferida é "Essas Vidas Da Gente". Já dediquei pra prenda minha e tudo.
    Já está marcado na minha agenda: Maceió, 23 de outubro. Vamos ver se dá pra conseguir uma dedicatória ao menos no livro.
    Um grande abraço.

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  20. Humberto Gessinger, as canções de Insular são incríveis! Mas, o que me emociona mais ainda são seus textos. Toda terça feira fico pensando por algumas horas em como é bom(e bom em todos as nove definições do Aurélio) ser capaz de compreendê-los, de entender, mais do que o que é literal, o que eles abrangem, relacionam e os valores que assumem. Sei que no final, texto e canção são da mesma matriz, mas essa retroalimentação semanal me interessa e me faz muito mais feliz.

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    1. Vibro com as figuras de que se utiliza para premiar o leitor mais atento. Como nesse texto: IN-SU-LAR : EM-SEU-LAR. Cheio de significado e genial! Ah..........

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  21. Sr HG,

    Quem dera a industria não estivesse por trás de quase tudo. Quem dera o mercado não estivesse no comando. Quem dera que o amor viesse antes do "valor"...
    O consolo que fica, é de que mesmo tendo que escolher uma música de trabalho, as que não tiveram a honra de receber esse título encontrarão o carinho e a afinidade de pelo menos um fã, que sabe-se lá por que se identificou com ela e para ele ela vai ser o hit, o single, sempre.

    Obs. Que alívio eu acabei de sentir por saber que as músicas do Insular serão lançadas (se for isso mesmo) nesse show do dia 3/10. Estava mordendo os cotovelos por não ter ido aos shows de Umuarama e Cascavel (perto de casa) no ultimo Fds.

    Show de texto

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  22. Pq o show de BH não tá na agenda?????

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  23. Essa sua foto de óculos escuros com a telecaster sempre me chamou atenção. Faz tempo que está no site do engºs. E hoje ela foi desmistificada. Vantagem ou desvantagem? Não sei.

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  24. Um show coletivo em 86, um disco de ouro em 2000 e uma ponte para o horizonte em 2013. A vida é mágica, por isso.
    Saudações.

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  25. Dia 3 de outubro eu queria ser a Lua...mesmo de fora só ouvindo...um show maravilhoso pra vcs!!!!

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  26. Parabéns Beto, você merece todo sucesso, pois é talentoso,eu já fui a Curitiba pra assistir seu show, mas 3/10 meio de semana infelizmente não posso ir, compromisso de trabalho, mas pra quem for com certeza um privilegio, em breve estarei em outras apresentações, abs

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  27. SEM DUVIDA NENHUMA UM HG MUSICALMENTE PERFEITO, OUVINDO AS MUSICAS COM VOZ E VIOLÃO, AINDA CRUA E DEPOIS OUVI-LAS TODAS PRONTAS NO CD INSULAR ME SURPREENDE A CADA ESCUTA...

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  28. Dia 3. Meu aniversário.
    Pena que o dever chama, parece errado não estar presente. Mas me sinto honrada mesmo assim.

    Ah... Estou tornando teu álbum meu aos poucos e me encantando com uma vibe de "sem pressa e pre sempre" que vais desde Terei Vivido até Plano B.
    Sempre bom poder "ouvir" teus devaneios mesmo não sendo uma chaleira/galinha.

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  29. Humberto

    Cada dia mais me surpreendo com seu trabalho! Sempre encontro mais significados nas entrelinhas, tanto as escritas quanto as tocadas! Obrigada por passar isso pra frente, por fazer com que, de alguma maneira, isso chegue até nossos ouvidos, bocas e corações.

    Bom, devorei "6 segundos" assim que comprei. Estou relendo!! A maneira como vc trata das coisa do dia a dia é incrível.

    Insular é incrivelmente bem bolado! Ainda estou descobrindo as musicas, apesar de ja saber todas de cor!

    Obrigada pela presença aqui em Curitiba semana passada! Se eu pudesse, certamente iria ao lançamento do Insular aí no Araújo Viana!

    Ótima semana pra vc! Até qq hora dessas! =)

    Renata

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  30. Lançamento do Insular... Outra praia mesmo mar. Parabéns HG !!!!

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  31. Viagem... imagens, acordes e afetos.
    E, realmente, a lógica dessa é imprevisível... Tchau, pragmatismo: isso é um fascínio.

    Em Insular senti esse caminho: o menino gaúcho; o filho da D. Cacilda; o alemão de óculos de sol; o marido de Adriane e pai da Clara; o músico consagrado; o HG do EngHaw, dos Trios, do PV... Alguns daqueles que já estiveram em vc parecem visitar Insular, que, por isso, é tão particular e plural.

    Parabéns pelo disco... Parabéns por escolher estar solo e bem acompanhado... Parabéns por respeitar seus passos quando uma multidão diz pra fazer o retorno.

    E obrigada.

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  32. Humberto,

    Sempre achei estranho trabalhar uma ou duas músicas de um álbum, como se as demais não tivessem a mesma qualidade, mas entendo a questão comercial envolvida no processo de divulgação, como uma entrada de um prato saboroso.

    Finalmente, recebi o livro e o CD e, assim como expresso no primeiro comentário, feito pelo Jorge Augusto, com a dedicatória padrão. Também entendo que se trata de uma tarefa árdua escrever dedicatórias em tantos livros e CDs, por isso, agradeço o carinho e a disposição.

    Um grande abraço.

    Carlos

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  33. Sidnei Rodrigues - SP17 de setembro de 2013 13:38

    Humberto muito bom lembrar de lugares, momentos e Licks.
    Livro estou acabando de ler , ótimo!
    Insular....MARAVILHOSO!Milonga, DG e Ponte para o dia....fantasticas.
    São Paulo na espera de Insular!!!
    Dia 28/09 estarei lá com seis segundos na mão.

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  34. Enquanto essa lógica dos caminhos que a vida traça não encontra Salvador, nós esperamos, esperamos, esperamos...

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  35. Depois de muito esperar, eis que chegou meu CD e para minha surpresa inicial ele não estava autografado!

    "BORA OUVIR FABIO". Só.

    Sem o clássico 1berto hehe

    Mas o que era surpresa se transformou em diversão ao pensar (e tomara seja mesmo) o meu CD se tornando único-insular por não conter o autógrafo!

    Sei lá, me deu uma sensação de espontaneidade de ter passado batido!

    Enfim, BORA OUVIR FABIO! OUVI e gostei demais!

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  36. Humberto,

    Sou mineiro de BH e meu ingresso já está comprado!!! Estarei de férias e escolhi voltar à Porto Alegre principalmente para ter a oportunidade de ver seu show em solo gaúcho.
    Sempre quis ouvir e respirar os ares da sua música em terra natal, onde tudo começou. Aposto que será uma experiência única.

    Tomara que eu consiga um autógrafo no vinil do FGCA que comprei nas banquinhas de vinil do mercado municipal ano passado.

    aguardo ansiosamente.

    Abraço,
    Everaldo Vilela [de fé].

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  37. Desde que fui ao segundo Show dos Engenheiros aqui em Belo Horizonte, no Ginástico Esporte Clube(Esse comentário serve para um post de 2011 que fala sobre os shows dos EH em BH) assisti a sequência de praticamente quase todos os shows que foram feitos aqui: EH,HG3,PV...E, em lançamento de discos e os outros shows. A maioria das casas noturnas onde tocaram no passado também virou templos religiosos...Uma pena, ainda tem um cenário muito bom de casas (pubs) noturnas muito boas que rola shows de rock com bandas covers...Mas, os grandes espaços com boas estruturas estão cada vez mais raros, e ainda tem os bons teatros para shows mais acústicos. Quando você Humberto comentou sobre o Auditório Araújo Viana, me fez pensar nesse lance...Aconteceu aí em POA algo muito parecido com BH nesses termos. E, nesses tempos como você disse: Só a mudança é permanente...E não tem mais volta, só nos resta sempre torcer para que os shows aconteçam em algumas boas casas com uma estrutura bem legal,que aliás nem sei mais quais são. No, mais...muito bom o texto, gostei demais de lembrar e entender algumas coisas. Grande Abraço e parabéns mais uma vez pelo belo disco e livro.

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  38. De fés conheçam meu blog!
    E Humberto Gessinger, se puder leia-o também!
    Abraços

    http://magisdiligit.blogspot.com.br/

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  39. Hey 1berto, ainda no aguardo de uma jam session... Ah, o meu doutorado vem com tudo!

    []´s
    Leonardo Lima/RS
    www.ufrgs.br

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  40. O MICRO LUGAR E O MACRO ,NAO IMPORTA O LUGAR ,MAS SIM A MENSAGEM . O RESTO É RESTO E PAIXAO PELA ARTE É FOGO E LUZ E FAZ GIRAR O MOTOR..... SUCESSO HG PARABENS.........RJ.

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    1. EU CONCORDO.....O AMOR É FOGO E NOS FAZ SAIR DA INERCIA DESSA VIDA SOCIAL E MECANICA ROTINEIRA MEDIOCRE SISTEMA....

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  41. O MICRO LUGAR E O MACRO ,NAO IMPORTA O LUGAR ,MAS SIM A MENSAGEM . O RESTO É RESTO E PAIXAO PELA ARTE É FOGO E LUZ E FAZ GIRAR O MOTOR..... SUCESSO HG PARABENS.........RJ.

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  42. Gostaria que o Araújo Viana voltasse a ter a importância que teve até o início dos anos 2000.

    http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2013/09/ministerio-publico-aponta-irregularidades-no-uso-do-auditorio-araujo-vianna-4274769.html

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  43. Sobre o quiz, eu não eu entendi muito bem... como assim qual música deveria tocar noshow? vc faz show aqui em Foz do Iguaçu mês que vem e vou ficar mto chateada se não tocar todas as do cd novo! :P

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  44. nao importa oque importa é ser feliz, sem roteiro certo ,mas com a missao de passar a luz da reflexao. hg . é ,foi e sempre será uma grande historia musical e literaria .rj....

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  45. putz... muito bom o disco, de cabo a rabo hehehehe, tenho orgulho de ter uma filha de 16 anos, que tbem curte ,Insular como todos os outros discos tanto faz, ENGHAWII, HG3, PV, TODOS são farinha do mesmo saco, como diz Carlos Maltz, todos são geniais.No aguardo do próximo disco..... quem sabe em 2014 hehehehe até lá

    Abraços

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  46. POA, 03 de out.

    Não imagina como eu gostaria de estar em "seu lar".........

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  47. VEM PRA JUIZ DE FORA!!! <3

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  48. Ahhh se eu pudesse... já estaria lá esperando para te ouvir tocar!!!

    Obrigada, Humberto por me ajudar a encontrar o meu caminho, sem sua inspiração eu não encontraria o meu cantinho!

    Oxe 1: Apareça em Vitória-ES, eu já não moro mais tão longe das capitais, embora essa capital esteja tão longe em comparação com as demais...

    Oxe 2: Desculpe a ousadia, mas se puder, apareça também no meu blog: http://drikahg.blogspot.com.br/

    Oxe 3: Ah! "drikahg" não é porque eu seja fã do elemento químico mercúrio, só sou sua fã mesmo! ;)



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  49. Apenas elogios!
    Obrigado pelos presentes contidos no novo disco!
    Abraço

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  50. Como eu queria ter nascido antes,so tenho 14 anos,mas desde pequena meu pai escutava muito engenheiros do Hawaii,Cara te admiro muito!

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  51. Meu primeiro show foi o Engenheiros no Teatro Presidente, 1987. Tinha 14 anos. Lançamento do "A Revolta dos Dândis". A lembrança mais forte foi bem no princípio do show. Havia uma cortina branca na frente do palco, iluminada por uma luz forte que vinha do fundo. Os instrumentos já estava no palco, mas víamos apenas sua sombra projetada na cortina. As luzes da platéia se apagam, realçando ainda mais o efeito. Entra o Carlos Maltz (ainda vemos só a sombra dele - facilmente reconhecível pela imensa cabeleira), se posiciona na bateria e começa o solo de quase 3 minutos, "Quem tem pressa não se interessa". Entra tu e depois o Augusto, e finalmente cai a cortina. Um momento que guardo até hoje na memória.
    Curiosamente, outra lembrança foi no fim do show, quando o Julio Reny volta para tocar "Segurança" e erra um dos versos. Estava valendo tudo. Una noite inesquecível.
    Tenho outra curiosidade... eu morava na Onze de Agosto e um domingo minha mãe vem nos avisar que "aquele cara do Engenheiros do Hawai" tinha ido visitar a tia que morava em frente. Saímos eu e meu irmão com Cds, poster, revista de letras cifradas, e tu autografaste tudo. Guardado até hoje... Um abraço Humberto e até quinta. Roberto Angeli rangeli73@hotmail.com

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  52. Cara, Ana Carolina é o eu nome. Fui nas tuas três últimas vindas à São Paulo e nessa última, no programa Agora é Tarde, até atrás do seu carro eu corri HAHAHAHAHA; Obrigada por me despertar o sentimento de admiração e fazer jus a ele. Você é INCRÍVEL!

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  53. Aiiii como queria ter nascido em outra época.
    1986 só tinha um ano!!
    Eu posso dizer que nasci junto com EngHaw.

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