CHIMARRÃ(*) C(*)M F(*)NES - 60


-  Porra, cara, quase 5 da manhã! Eu não devia estar tomando chimarrão. Aí é que o sono não vem!
-  …
-  Ah, foda-se, preciso tirar da boca o gosto amargo da noite. Nem que seja com um mate amargo.
-  …
- Esse lance da “razão”, cara, é só uma das cartas na mão. Pode até ser o ás de espadas; mas o coringa certamente ela não é! Ah, não é mesmo! Mesmo que fosse, ainda assim seria só mais uma carta no baralho.
-  …
- Em qualquer papo, o último a abandonar a racionalidade sai por cima. Mesmo que esteja blefando. E tô pra te dizer que é o que sempre acontece. Blefe. O último a abandonar a razão também abandona a razão. Dããã! 
-  …
- Todos abandonam. Cedo ou tarde a racionalidade nos deixa na mão. Poker. É tudo um jogo. O rei, a dama,  o coringa, é só papel. Origami. Tigres de papel.
-  ...
-  Né?
- ...
-  Pô, tú tá quieto, não diz nada. Tá me ouvindo? Ô!
-  Hein?
-  Tá me ouvindo, cara?
-  Pô, foi mal: eu tava de fone.
-  PQP! (rsrsrsrsrs)
-  Que é?
-  Ah, nada não.
-  Falaí!
- Tava dizendo que a razão é uma estrada. Ela começa toda bacana, asfalto lisinho, uma Autobahn. Aí vão pintando buracos e quando a gente se dá conta, tá atolado no barro. E se seguir, vai acabar abrindo picada com facão na selva fechada. Mais pra frente, até o facão dança, só sobra a selva. Fechada. A estrada foi pro saco. Tudo acaba em dogma. A razão só vai até ali. Quer dizer, para uns tudo já começa em dogma. Já não sei quem tem razão, quem começa ou quem acaba no dogma. Eu falei “tem razão”?  Bah! (rsrsrsrsrsrsrsrsrs)
- Hein?
- Tá de fone de novo, mané?
- Nah, agora cochilei. Foi mal.
- (rsrsrsrsrs)
- Já notou que, quando a gente tira um dos fones o som baixa muito mais do que 50%.
- O quê?
- Quando a gente tira o fone de um só ouvido, o som fica mais baixo do que a metade, já sacou?
- Grande merda, e daí?
- Seguinte: o som de cada fone (left e right) é o lance objetivo, a realidade. Quando a gente coloca os dois, o cérebro entra no jogo e cria um troço maior do que a realidade, uma soma maior do que as partes – e isto é subjetivo.
- ...
- Rá! Te deixei quieto! (rsrsrsrsrs)
- Sem comentários.
- ...
- O que tú tava ouvindo aí?
- Hein?

(*)

Não lembro como chamávamos o instrumento de percussão que, nos tempos de colégio, fazíamos colando,  com esparadrapo, duas latas de cerveja recheadas de arroz. Talvez fosse “chocalho”. Certamente ainda não era “shaker”. É este o nome usado hoje. Existem em vários formatos. O mais comum é o formato de ”ovo”, que se encaixa muito bem na mão.


Dia desses comprei um desses ovinhos. Enquanto voltava, a pé, pra casa com o novo instrumento, me emocionei com o início de uma canção que tocava no iPod. Peguei o shaker e ataquei alucinado no refrão. Uma senhora que andava na minha frente, sem ouvir o som que explodia nos meus fones, se assustou e saiu correndo. Alguns metros à frente, ela se deu conta do que havia acontecido, ficou sem graça. E eu, com menos graça ainda.

Para quem tava de fone, a entrada da percussão era muito razoável. Para outra pessoa, distraída, que  andava pela rua, o início abrupto daquele som era absurdo. O choque entre dois mundos. Cada um deles perfeitamente normal (normal eu me empolgar com a música e detonar o chocalho no refrão – normal ela se assustar com uma cascavel rompendo o silêncio). Juntos, estes dois mundos não funcionavam. Um fazia o outro parecer ridículo. 


não tenha medo
nem tudo tem explicação
há mistério em quase tudo
nem todo veludo é azul
o coração sempre arrasa a a razão
o que não tem explicação
ninguém precisa explicar

abraços

31!
foi-se julho de 2012!
bem vindo agosto!
até a próxima terça!

P(*)EMA C(*)M N(*)TA DE R(*)DAPÉ - 59


Ao contrário do que possa parecer, são raros os comediantes que imitam bêbados, gays, o Papa JP II, Lula e Sílvio Santos. A imensa maioria dos comediantes imita comediantes que imitam bêbados, gays, o Papa, Lula e Sílvio Santos. A diferença é sutil mas fundamental. São vários os degraus dessa escada que desce até chegarmos em comediantes que imitam comediantes que imitam comediantes que imitam comediantes que imitam comediantes que... já nem sabem o que estão imitando.

O mesmo pode ser dito de... quase tudo. Guitarristas de blues, por exemplo. Alguns poucos dão voz ao sentimento; a maioria evoca o som de outros guitarristas que, estes sim, sentem o blues. Outros exemplos: cantores de reggae, bateristas de heavy metal, amantes, políticos, pastores, rabinos, centroavantes, compositores... ops, compositores? Não deveriam criar? Sim, deveriam. Num mundo perfeito, criariam.

Não vai aqui nenhuma censura. O cantor de reggae desespiritualizado pode soar bem. O centroavante sem instinto pode fazer gol. O comediante que imita imitações pode até ser mais engraçado do que o imitador original: cada elo que se soma à corrente vai exagerando a caricatura, aproximando a   performance do nonsense. E o absurdo pode divertir. Às vezes só se quer isso: que entretenha.

Mas este ex-tocador de contrabaixo que vos escreve deve admitir que, cada vez mais, está interessado na origem e nos originais: o centroavante que sabe antes dos outros aonde a bola vai, o humorista que uniu inspiração e transpiração para sacar os tiques e o ritmo  do personagem que imita, o guitarrista que toca cada nota na primeira pessoa do singular, o compositor que... compõe. Por mais imperfeito que seja o produto final, é essa fagulha primeira que me interessa.

Essa faísca fugidia é a estrela guia que procuro nas noites que, com frequência, me confundem. Na minha arte e no meu ofício, fardado e à paisana, na vida pessoal e profissional, busco relações claras e verdadeiras ou relação nenhuma. As poucas que consegui compensam os vários fracassos de ruas sem saída, paz de cemitério e inimigos na trincheira.

Um prazer que compensa toda mão de obra de embarcar em novas parcerias, novos desafios, é buscar o centro de originalidade do novo momento, o núcleo duro do novo ambiente. Sem comparar com o que passou nem prever o que virá (quando ouço comparações sobre as várias fases da minha carreira me sinto como se estivesse ouvindo um grego gago e grogue falar - nunca usei um momento como regra para outro - cada instante tem sua magia, mesmo que seja a magia de esperar).

Não é tão fácil quanto parece buscar e manter a conexão com o que há de mais forte dentro de nós. Há que escutar o que não é dito. E toma tempo! Um tempo que, às vezes, não queremos ter. Um tempo que não podemos parar nem fazer andar mais rápido. A única coisa que podemos fazer com o tempo é escolher o que fazer com ele. Mostre-me alguém que reclama não ter tempo pra nada e te mostrarei alguém que pensa ter tempo pra tudo. Querer agarrar o mundo com as mãos é a melhor receita para ficar de mãos vazias.

Se a  resposta, meu amigo, is blowing in the wind, uma hora a gente respira este ar e, então, the answer, my friend, está dentro de nós.

(*)

Bah: Escrevi os versos abaixo para uma música que Bebeto Alves me mandou. Não sei se eles seguram a onda na folha fria (na tela frenética), sem o suporte da melodia. Ler não é fácil para quem escreveu. Mas...

prenda minha
são tantas e tão diferentes
essas vidas da gente
centenas sem igual    

prenda minha
são tantas e insuficientes
essas vidas da gente
centelhas pelo ar

não há quem segure
a fagulha se espalha
que seja eterno
este fogo de palha

sem pressa e pra sempre
bocas e braços
distantes diamantes
beijos e abraços
joia rara
foi bom te encontrar

prenda minha
são tantas e tão diferentes
essas vidas da gente
centelhas pelo ar

não há quem segure
a fagulha se espalha
que seja eterno
este fogo de palha

sem pressa e pra sempre
bocas e braços
distantes diamantes
beijos e abraços
prenda minha
foi bom te encontrar
com a originalidade sempre 
repetida e renovada
um abraço
24jul2012 

P(*)EMA C(*)M N(*)TA DE R(*)DAPÉ - 58


é um standard da indústria
segue a lógica do sistema
simboliza nossa classe
nosso impasse
é um emblema

(*) Num desses camarins da vida, Renato Borghetti me mostrou, cheio de orgulho, a capinha que havia comprado para seu iPhone: um encaixe metálico do qual deslizava um abridor de garrafas. O grande gaiteiro não poupou elogios ao artefato, expondo qualidades que, até então, eu ignorava que um abridor pudesse e devesse ter (firmeza, empunhadura, resistência...). Eu pensava que um abridor de garrafas simplesmente funcionava ou não.

Numa dessas salas de embarque da vida, meu amigo Romoliv me mostrou, cheio de orgulho, a capinha  que havia comprado para seu iPhone: um encaixe metálico que, na verdade, é uma segunda bateria. O dinâmico empresário não poupou elogios ao artefato que o libertou da neura de ficar sempre de olho na tomada mais próxima.

O smartphone da maçã mordida transformou-se rapidamente de símbolo de status em standard da indústria.  O padrão, um best-seller. É o preferido de quem tem (ou acha que tem) grana. Conquistou esta moral por méritos próprios; objetivos e subjetivos. Fisicamente e espiritualmente se assemelha muito ao monolito do filme 2001 - Uma Odisseia no Espaço . Uma negra folha em branco.

(*) Mas não é sobre o mercado de eletrônicos nem sobre o clássico de Stanley Kubrick que quero falar. Estou interessado na capinha - a periferia que, por vezes, está no centro; o acessório que passa a ser o principal.

Quanto mais a grande indústria avança para homogenização (o mesmo produto para todos), mais espaço se abre para a customização (um produto diferente para cada um). Ok, geralmente é ilusória esta personalização... mas a vontade de atingi-la é sempre muito real. 

Pertencimento e individualização são duas pernas que nos fazem andar, dois trilhos do trem seguindo paralelos, juntos mas separados.  Queremos fazer parte de um grupo e queremos nos diferenciar dentro deste grupo. Precisamos que a nossa janela (igual a tantas janelas da mesma fachada) seja única.

Questão simples quando se trata de coisas prosaicas como colocar uma roda diferente no carro, pintar uma casa pré-fabricada (dessa e não daquela cor), cortar o cabelo (dessa e não daquela forma), usar uma camisa de uma (e não de outra) banda...

A questão é mais complexa quando se trata de criar, pois criar não é só escolher. Eu pensava nisso enquanto colava mais um adesivo no meu violão (para que, dentre inúmeros outros violões da mesma marca e modelo, aquele seja só meu).

Não se iluda achando que foi um texto curto... os trilhos do trem seguem por muitos anos, quilos e quilômetros depois da curva. Inconsciente coletivo e individuação, conversa pra vida inteira.


(*)


bah : http://www.youtube.com/watch?v=GIbX9jXvxNw&feature=related  Sobre o filme do Kubrick, muito já foi dito sobre a clássica cena em que um-osso-vira-uma-ferramenta-vira-uma-arma ao som do Zarathustra de Strauss (2001 era futuro há pouco tempo atrás). Não tenho nada de original a acrescentar. Pra quem desconhece e gosta de um papo cabeça, vale um google aí... e se o prezado leitor gosta meeeesmo de um papo cabeça, talvez se interesse pelo conceito de "individuação" do Jung... vale um google aí também.

um abraço a la carte
feito sob medida
só pra você(s)
que cada um faça o melhor
dos ossos-pedras 
que encontrar pelo caminho
17jul2012

P(*)EMA C(*)M N(*)TA DE R(*)DAPÉ - 57

pode ser pra sempre
pode não ser mais
pode ter certeza e voltar atrás
pode ser perfeito
fruto da imaginação
pode ter defeito de fabricação

tá faltando peça no quebra-cabeça
eu não tenho pressa, o meu tempo é todo teu

(*) Há uma profusão de programas reconstruindo eras passadas na TV a cabo. Legal, para variar um pouco, ver arqueólogos no lugar de novelas, jogadores de futebol, televangelistas e reality shows.

O controle remoto, pequena liberdade alimentada por duas pilhas, é uma extensão da minha mão. Ligação tátil, na ponta dos dedos, sem tirar os olhos da ação. Mas eu estava num hotel... o controle era diferente... meus olhos tiveram que sair da tela para encontrar o botão do volume. O que encontrei foi, incrustrado no dedo médio da minha mão esquerda, um pedaço de grafite. É uma surpresa que se renova periodicamente. Como um alarme de rádio-relógio que a gente esquece de desligar e volta tocar a cada meia hora. Eu sei que há um pequeno de pedaço de grafite ali, mas esqueço. Não sei por que nunca o tirei. Sei: pela dor, pelo sangue e por preguiça.

Arqueólogo de mim mesmo, situei na segunda metade da década de 1980 o acidente. O estudante de arquitetura, tão atarefado com a entrega de seu projeto, mal sentiu o incômodo do dedo um pouco inchado, vermelho, latejando. Na escala de maciez (H, B, HB), suponho que o grafite seja um B. A espessura? Apostaria em 0,5. 0,7, mais espesso, teria mais dificuldade de se encaixar ali, perto da unha. 0,3 era muito caro e eu, muito tosco para usar grafite tão delicado.

Que tal este Crime Scene Investigation de mim mesmo? Assim vamos, quebrando a cabeça com peças que faltam. Se meu corpo se acostumou a este corpo estranho, vou deixá-lo ali, em paz. Como rugas, calos e cicatrizes, para lembrar o que vivi.



(*) Quarta-feira, 22h, na twitcam de julho, tocarei as músicas que foram gravadas pela primeira vez nos discos 10.000 Destinos, Acústico MTV e Novos Horizontes.

Discos ao vivo tradicionalmente são percebidos como um olhar retrospectivo: hora de fazer um balanço da carreira, mapear o acaso. Sempre fiz questão de semear, nestes discos, canções inéditas (2 no Alívio Imediato, 4 no Filmes de Guerra Canções de Amor, 2 no 10.000 Destinos, 2 no Acústico MTV, 9 no Novos Horizontes, 8 no Pouca Vogal). Mesmo sabendo que as músicas novas, ao lado dos clássicos, corriam risco de passar despercebidas pelo ouvinte médio.

Estas músicas estarão muito felizes e à vontade na twitcam, como se estivessem num disco só de inéditas. Um álbum que estaria entre meus favoritos.

E assim vamos montando o quebra-cabeça. Arqueólogos e videntes, olhares retrospectivos e prospectivos, duas pernas que nos fazem seguir.



pode estar no ponto
ponto de interrogação
pode ser encontro ou separação
pode correr risco
arriscado sempre é
só não pode o medo te paralisar

tá faltando peça no quebra-cabeça
eu não tenho pressa, o meu tempo é todo teu



10.000 DestinosAcústico MTV
Novos Horizontes, twitcam
2.000, 2004, 2007, 2012
pra quem foi e pra quem vem
um aperto de mãos


10jul2012

P(*)EMA C(*)M N(*)TA DE R(*)DAPÉ - 56

qual é a tua meu chapa

qual é a tua missão

velho malandro da Lapa

dono de um mundo em extinção

qual é a tua ruína
teu coliseu, tuas Missões

lá onde tudo termina

um sonho jogado aos leões

sete vidas, qual é a tua
tantos futuros na mão

uma lança, índio charrua

quem sabe a paz de um chimarrão

a imagem que ficou

quando a luz se apagou
pra sempre
sete povos onde estão
sete dias passarão
pra sempre   

tchê, qual é a tua
qual é a tua merrmão


“Fulano é do ramo”, “Beltrano não é do ramo” -  gosto da expressão. A analogia vegetal (como se as possibilidades que a vida oferece formassem um arbusto ou uma árvore) suaviza a noção de que nosso destino já esteja escrito.

“No ramo desde ****” - assinatura que antigas empresas ostentam para expor sua permanência no mercado, sempre me lembra um bichinho agarrado a um galho que balança ao sabor do vento e pelo próprio peso do animal.


Conheço músicos talentosíssimos que não são do ramo.  Apesar da habilidade, não dialogam de forma criativa com a tradição, o momento e o futuro. Fazem bem mas não avançam um milímetro além do que já foi feito. Há músicos limitados, mas do ramo, cujas limitações até ajudaram-nos a transcender e levar à frente, por um milímetro que seja, a história da música. Há também, é claro, os extremos: músicos habilidosíssimos que são do ramo e os sem talento que não são.  Sobre eles, por óbvio, nada precisa ser dito.


Nem sempre é fácil saber qual é nosso ramo. E há várias maneiras de se posicionar num mesmo ramo; várias formas de ser médico, poeta, engenheiro, político... também há várias formas de não ser nada. Não nos deixemos cabrestear pelos estereótipos!

A questão não se esgota em ser ou não do ramo. Talvez o tal ramo nem exista em determinados meio social e período histórico. Quantos extraordinários artistas, cientistas, atletas ou filósofos morreram antes de nascer pois estavam na hora errada no lugar errado (cedo demais, tarde demais, longe demais)? Os zigue-e-zagues da vida podem nos afastar do nosso ramo. Até que algo ou alguém (para ficar no reino vegetal) quebre nosso galho.


Esta sociedade do entretenimento que nos pariu e embala gosta-que-se-enrosca de inventar moda. Para atingir nossos sentidos já enfarados de tanto lero-lero, a novidade e o grotesco têm prioridade. O que um artista tem a dizer sobre política, o que um político tem a dizer sobre esporte, o que um atleta tem a dizer sobre religião, o que um teólogo tem a dizer sobre arte parece interessar mais do que o que cada um tem a dizer sobre seu próprio ramo. Pelo menos é o que acha quem tá de olho na audiência. E com i$$o a $ociedade que no$ pariu e embala não brinca: $ão $empre cara$ do ramo que contam o$ ponto$ e fazem a$ conta$.


bah 1: Num belo dia, a bela tenista Anna Kournikova descobriu que ganhava mais grana fazendo fotos para propagandas de perfume e relógio do que vencendo torneios. Seguindo a lógica custo/benefício,  ela gradualmente foi se afastando do esporte e se dedicando à publicidade. Quando já não era tenista, o mercado da propaganda perdeu o interesse por ela.

bah 2: Randy Jackson era um baixista top da cena americana nas décadas de 80/90. Do jazz ao pop. A partir do momento em que começou a fazer parte do júri no programa American Idol, o fato de ter sido um exímio e bem sucedido baixista passou a ser uma pálida nota de rodapé em sua biografia.

bah 3: o piloto brasileiro Hélio Castroneves, entre outras conquistas automobilísticas, venceu 3 vezes as 500 Milhas de Indianápolis, mais importante prova dos EUA. Dia desses ouvi ele comentar que, depois que participou do programa Dancing With The Stars, nos EUA ele é mais visto como um dançarino que corre do que como um piloto que dança.

bah 4: Hey, companheiro de arbusto, qual é teu ramo?

bah 5: Nosso destino está escrito? Existe livre arbítrio? Em que proporções devemos misturar estes dois ingredientes: o determinado e o aleatório? Espero que não esperes respostas minhas. Não as tenho, sou só um fazedor de canções – quase um compositor. Mas tenho uma pergunta: um texto que não pode ser lido existe?

escrito há 10.000 anos
em para-choques de caminhão
atalhos perigosos
feito frases feitas
um abraço
como se braços fossem galhos
e árvores se abraçassem
03jul2012