V(*)(*) D(*) BES(*)UR(*) - 76


Desde 1985, aviões fazem parte da minha vida. Gosto de ver as nuvens de cima e as cidades lá embaixo, mas não sou daqueles que acham voar uma experiência transcendental (se eu tivesse asas, acharia - ou talvez, assim como os pássaros,  nem me desse conta).

Tampouco sou dos que sentem medo. No voo da semana passada, só me dei conta de que estava assistindo uma matéria sobre desastre aéreo na TV a bordo quando o cara da poltrona ao lado deu sinais de que não era o programa certo para assistir a 11.000 metros do chão.

Faço minha prece e tento, pelo tempo que dura o voo, não pensar nas coisas que não estão sob meu controle. Para mim, é só um meio de transporte. Sem o qual minha carreira não teria decolado (com o perdão do trocadilho)...

... e, pelo que lembro de mim antes de decolar, eu não gostava de viajar! Por isso creio num Deus com senso de humor. Quer contar uma piada para ele? Faça um plano.



Uma questão estética me tranquiliza em relação aos aviões: poucos objetos tiveram seu design tão pouco alterado quanto eles através dos anos. Afinal, não há frescura fashion week que resista a 800 km/h numa altitude de 36.000 pés.


Minha companhia aérea favorita é a menor entre as maiores. Seus jatos são um pouco menores por fora e um pouco maiores por dentro. Seu pecado, a meu ver, é macaquear uma informalidade marqueteira. Tipo: já ouvi pilotos fazendo discursos engraçadinhos sobre a cidade onde pousaríamos, até indicando onde se tomava a melhor caipirinha. Confesso que prefiro os tradicionais “horário e temperatura locais” ditos com voz impessoal.


Nos vídeos, essa companhia se orgulha de algumas “ações de marketing”, tipo: rave em pleno voo! Sim, aeromoças e aeromoços com óculos coloridos, plumas e colares luminosos. Espero que não façam em voos regulares; eu seria obrigado a abrir a saída de emergência e saltar.


São frequentes os vídeos sobre surfe e praias paradisíacas nos voos. Para desestressar executivos, imagino. Desconfio que sejam só uma desculpa para filmarem meninas bonitas de costas, da cintura para baixo.

Quando rola algum comunicado da cabine, a exibição dos vídeos para - a imagem congela -  para que todos prestem atenção. Numa ponte aérea, na hora do rush, num voo cheio de ternos e gravatas e laptops com planilhas descritivas  (um clima frenético de negócios no ar) congelou a imagem do vídeo numa linda menina, de biquíni, de costas, da cintura para baixo. Isso mesmo, uma bunda nos mais de 100 monitores de vídeo. E todos mantivemos aquela cara blasé...

Dos males, o menor.


Creditam muitas frases ao poeta Mário Quintana. Não sei se ele falou mesmo que “o problema de voar não é o avião, é o buraco que fica embaixo o tempo inteiro”.



Sempre achei que pessoas em férias e a trabalho não deveriam compartilhar o mesmo voo. Um desses grupos é muito mais estressado do que o outro. Me refiro às pessoas em férias, é claro. Na ânsia de aproveitar tudo do primeiro minuto à última gota, são capazes de enfartar se não sentarem na janela, se o refrigerante não estiver na temperatura exata, se a aeromoça não for a Scarlet Johansson e se o avião não parar no finger.


Barcos são mais usados nas metáforas do que aviões, né? São mais familiares. Nossa melancólica raça  cruza os mares há mais tempo do que os ares. Do bote salva-vidas ao Titanic, passando pela Arca de Noé, imagens marítimas são frequentemente utilizadas para simbolizar a trajetória ou o estado de um ser humano ou de toda uma civilização. Estamos no mesmo barco... remem na galés... nau à deriva... foi a pique...

Mas há algo que a experiência aeronáutica deixa mais claro do que a náutica: a convivência, dentro de cada um de nós, das ideias mais modernas e do primitivismo das cavernas. Nós, que inventamos a maravilha que pesa toneladas mas voa, somos os mesmos que mesquinhamente furamos a fila do check in, colamos o chiclete mascado sob o acento (que em caso de pouso na água será usado como uma boia fedendo a tutti-fruti) e reclamamos grosseiramente das aeromoças porque achamos que, ao comprar uma passagem, também compramos um time de escravos.

Gosto de ver como o grande pássaro de metal humaniza os seres mesquinhos e arrogantes que somos, sentados em seu interior, entediados, com um copo de suco numa mão e um relógio que parece parado na outra. É só balançar um pouco, passando por uma zona de turbulência, para nos vermos frágeis como realmente somos, colocarmos o rabo entre as pernas e suavizarmos o olhar. 

O efeito às vezes é duradouro: até somos capazes de ajudar alguma pessoa idosa a retirar as bagagens da esteira. Num mundo ideal, esta humanização seria permanente. Até resistiria à batalha pelo táxi do aeroporto. 




um abraço fróide-flinstoniano
20nov2012

110 comentários:

  1. fala 1berto e o twitcam de novembto???

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ops.........novembro!! é a pressa de ser o primeiro.

      Excluir
    2. Gessinger és um grande guri de visão pangéica. Alles blaw!!! (Anderson Überkönnenstein)

      Excluir
    3. Humberto, quando vai vir em Goiás cara?
      Quando fizer o livestream de novembro toca um Pink Floyd?
      Abraços Pensacionalistas... \m/

      Excluir
  2. vo ler, vo ler, vo ler..rsrs

    ResponderExcluir
  3. nunca andei de avião ):

    e suponho que a primeira vez será para Porto Alegre, mas como você disse, "quer contar uma piada para Ele? Faça um plano..."

    Boa noite ^^

    ResponderExcluir
  4. Fotos lindas!!!!!!
    Boa terça Procê!
    Cheiros!

    ResponderExcluir
  5. Tente enxergar o meu olhar pela janela do avião...

    abraços Berto

    ResponderExcluir
  6. Ah! Amooo voar! Ainda mais quando vejo aquelas nuvens que parecem algodão doce! E quando está chegando na cidade!

    ResponderExcluir
  7. Sonho: estar com o 1berto no mesmo avião!

    ResponderExcluir
  8. Muito bom o texto de hoje, gostei da perspectiva com que tu vê toda essa magia que envolve as viagens aéreas...anos viajando de avião, deve ter muitas histórias interessantes pra contar =)

    ResponderExcluir
  9. Báh, como tú podes ser tão genial 1berto!

    ResponderExcluir
  10. Adorei! Aliás, ainda to pra ver algo q vc escreva que eu não tenha gostado... Com certeza um dia vai acontecer! rsrs Bjo Bjo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Errei! "algo que vc escreva que eu NÃO GOSTE"

      Excluir
  11. O ônibus também é uma grande exemplo, da falta de humanidade!

    ResponderExcluir
  12. Cheio de essência... Essencial. Proletariado de todo o mundo: Humanizei-vos!

    ResponderExcluir
  13. Vou ter minha primeira experiência de voo em breve... o texto serviu um pouco como caminho das pedras...

    ResponderExcluir
  14. Errei! "... algo que vc escreva que eu NÃO GOSTE"

    ResponderExcluir
  15. Você que tem idéias tão modernas é o mesmo homem que vivia nas cavernas...


    Texto de hj gostei mt, gosto de voar sempre!
    e achei engraçado tb! kk

    Boa terça a tds!

    ResponderExcluir
  16. Qdo viajei para Porto Alegre pela primeira vez, foi a trabalho; E de mudança de SP para PoA. Chegando, a janela mostrava o Guaiba e o trecho da música "Por Acaso" veio direto enquanto "da janela do avião eu via Porto Alegre".

    Após isso, a cada pouso em Porto Alegre a música foi lembrada. Durante seis meses, após voltar a morar em SP continuei trabalhando em PoA, por isso voava muito este trecho. Sempre "Por Acaso" me acompanhava nos pousos em PoA.

    Anos mais tarde, e - algumas dezenas de pousos depois - tenho a honra de ter no mesmo vôo de chegada em PoA o compositor de tal obra em praticamente todo vôo. E a música continua tocando em meu ipod mental a cada pouso :)
    E vejo o futuro em flash back...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Owwww! Que lindo!!!! Deve ser muito massa trab. com um cara q vc admira! owww quero tambem!! srrs
      Diz pra Mel q mandei cheiros!

      Excluir
    2. Imagino a honra e o prazer que teu trabalho te traz. Mas se está onde está foi por merecer, por ser especial. (Plagiando a Luziara).Diz pra Mel que mandei upa, que n comprei nada no show em Campo Mourão pq tenho tudo...stereophonica..., hehehe.
      Monaliza- São Miguel do Oeste - SC

      Excluir
  17. É pena que a falta de humanidade não ocorra somente durante um voo. No ônibus, no próprio tráfego com os motoristas loucos pra descontar suas frustrações no resto do mundo...

    É pena que não há turbulência nas estradas e ruas.

    Boa HG!

    P.S. Vi sua foto na campanha LIVRO DE CABECEIRA e embora tenha sido muito criativa, não acho que a música que você escolheu tenha marcado a sua vida, não como os demais..

    ResponderExcluir
  18. Como se pode confiar em um bicho inventado por um brasileiro, mais pesado que o ar e com motor a explosão?

    ResponderExcluir
  19. "Quero explodir as grades e voar, eu não tenho pra onde ir mas não quero ficar"
    Cara teu texto sempre vem numa boa hora, e novamente um ótimo texto, agora vou dormir bem! Bom, tudo que desejaria agora era um abraço teu ou um da minha mãe mas ela tá dormindo não quis acordá-la já que o sono é raro pra ela... Enfim! Valeu, lindo lindo lindo texto :) ♥'

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tu e o Carlos Maltz sempre dizem oque quero ouvir cara! É incrível, surpreendente! ultimamente repito isso toda hora...^^ rsrs
      será que eu mereço tanta graça assim? agradeço a Deus todos os dias por disfrutar detudo isso que vocês passam pra mim, pra mim e pra todos nós! =)

      Excluir
    2. Impressionante como tenho gostado de ler Gessinger e Maltz. Impressiona o fato de escreverem de forma tão diferente, conteúdos diferentes e ambos despertarem tamanha admiração. E inspiração... São os maiores inspiradores do blog que escrevo: http://bloghugoalencar.blogspot.com.br/2012/11/15-desperdicio-de-energia-e-maturidade.html?m=1

      Excluir
  20. Ótimo texto. de um comentário sobre uma rotina trivial no mundo moderno a uma reflexão sobre as contradições de sermos humanos. que aliás permanecem no mundo moderno, "pós-moderno" e nos que vieram antes deles.

    abraço, Humberto.

    PS¹ adorei o novo visual do blog.
    PS² estive no show em cascavel-pr. foi maravilhoso.

    ResponderExcluir
  21. Nossa! Entendo muito. Acabo de viver uma experiência com"turistas" exigentes...me perguntava o tempo todo: "Precisa?" Eu estava pouco me lixando para os promenores, queria chegar logo pra equilibrar os níveis de nicotina e curtir as "férias".
    E você sempre ligado no que há (ou falta) de humano nas situações. Graças ao bem ainda há pessoas assim.
    Boa noite, boa semana.
    Abraço, direto do Rio, temperatura em 21 °...

    ResponderExcluir
  22. Em primeiro lugar obrigado,hoje tuas músicas me ajudaram bastante e me fizeram companhia.Sinceramente não vou ler seu texto agora e talvez não leia ou lei depois,mas se quiser ler meu texto da noite...
    "Foi difícil estar aqui mais uma vez,foi difícil esperar mais uma vez,a chuva caiu,a chuva parou,tudo esta fora do lugar,nada esta onde costumava ficar,a chuva n traz mais alivio imediato,só me faz lembrar desta parte da canção,q lembra vc,q lembra o q n da de esquecer,a dias q n posso contar,a dias q n posso esperar,chegar,passar,se tudo passasse,se a vontade parasse de passar por aqui,mas nada para,nada sessa,nada passa,tudo deveria ter seu lugar,eu tentei,colocar,inutilmente,ingenuamente talvez,eu tentei surrupiar paz onde não há,achar águas calmas em tempestade,resposta onde é preciso tempo,bonança vc me traz,e na balança um sobrepeso,uma discrepância,pratos viram,direção se perde,queda ou colisão,fim ou mais um começo,acharemos tudo,quando n precisamos encontrar mais nada."Is*
    Tão ta flw

    ResponderExcluir
  23. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  24. Caraca! Por coincidência escrevi sobre aviões hoje no meu blog... Só que do ponto de vista da praça na cabeçeira do aeroporto:
    http://tragicamentefalando.blogspot.com.br/2012/11/alegria-aviao-e-infancia.html
    Valeu HG!
    Inclusive por ter participado do "Projeto Livro de Cabeceira" daqui de Londrina no sábado!!!

    ResponderExcluir
  25. AGORA É SÉRIO 2

    Como diria o sábio Sr Miagi: Conseguir uma palheta do Humberto não é algo pra quem "apenas" quer...
    É preciso merecer (...) ou algo como o discípulo que tem que recusar a espada do mestre como prova de humildade, para ai sim estar pronto para recebê-la.

    Por isso não foi dessa vez que consegui, mesmo estando na beira do palco com a camiseta vermelha da Twitcam do Ouça o que eu digo... e gritando humildemente como um louco.

    Acho que até por isso não rolou o bis...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que se tem alguém que merece ganhar essa palheta, é você, Dala Rosa. Sei lá, talvez já tenha acabado. Faça o bis, tente de novo.
      "Gritando humildemente como um louco": so sweet... Realmente, pra ficar louco neste mundo de egos "inflamados" (inflados), ao menos por um instante, precisa ter muita humildade. A contracultura beatnik questiona a abordagem da loucura. O guru reconhece o desprendimento do discípulo, tipo "desejar sem desejo".
      Agora que o "Grau da Palheta" foi alcançado, cuidado pra não chover palhetas em cima de você. É a mística da coisa. Assim espero e torço muito!

      Excluir
    2. Obrigado pela força Sr (ou Sra?) Anônimo, mas acho que ainda não atingi esse tal "Grau da Palheta". Li em algum lugar (acho que em um dos livros do HG) que se ele (o HG) tivesse chance de estar perto do seu ídolo, ele seria aquele cara no fim da fila, de cabeça baixa... Acho que isso sim é atingir o Grau da Palheta, e eu ainda não tenho todo esse "desprendimento". Ta vendo, a gente aprende com ele até fora das músicas.
      Bola pra frente, simples de coração!

      Excluir
  26. Detesto avião. Já dei vários vexames indo viajar e na volta comprar passagem de onibus rs mas... ok seu texto amenizou um pouquinho tudo isso. O medo.

    Beijos...

    ResponderExcluir
  27. Muito legais as fotos, e mais uma vez um ótimo texto. Passando pra deixar meu parabéns semanal ;)
    Beijo

    ResponderExcluir
  28. Moro entre Campinas e SP e bem em cima da minha casa tem uma rota de aviões. É onde eles acendem os faróis, para pousarem em SP, acredito eu. Acho que sua volta pra casa geralmente faz escala em Campinas. De qualquer forma, acho que as vezes tu deve passar bem em cima da minha casa. Tudo isso só pra dizer que já imaginei essa insanidade, mas agora sabendo que tu cogita a idéia de "abrir a saída de emergência e saltar", Humberto, pega o pára-quedas e cai aqui no meu quintal.

    ResponderExcluir
  29. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  30. Sempre que a segunda vira terça venho me deliciar com suas palavras, você se tornou umas das minhas referências literárias! Todo escritor reflete em suas obras um pouco de sua bagagem teórica, sempre tive vontade de lhe perguntar se você lê Rubem Alves, em alguns momentos consigo enxergá-lo em seus textos! Abraços fróide-flinstoniano pra você também!

    ResponderExcluir
  31. Andei de avião uma vez quando era criança. Guardava poucas lembranças até voar novamente esse ano, coincidentemente, para POA... Confesso que sentir aquele friozinho na barriga na hora da decolagem foi perfeito! E mais perfeito ainda foi ver a Terra lá de cima!! Para quem é sensível o bastante para perceber o quão rica é a experiência de voar, acredito que reflexões, metáforas, e anedotas são caminhos certos do pensamento durante um voo. Eu mesmo, enquanto contemplava do alto os problemas da humanidade, por uma janelinha de nada, divaguei bastante sobre a capacidade do ser humano de criar uma máquina tão maravilhosa, aprender a pilotá-la, realizar quase que integralmente o milenar sonho de voar da espécie hominídea, e ainda assim não ser capaz de viver bem em sociedade! Não ser capaz de respeitar simples leis de trânsito e se matar e/ou matar outros, sobre 4 rodas... Mistérios neuro-sociais? rs Parabéns pelo texto!

    ResponderExcluir
  32. Pô cara, quem me conhece sabe que a minha segunda paixão depois dos enghaw são os aviões. Moro ao lado do aeroporto e ouço a frequência da torre de Fortaleza não por acaso. Muito bacana ler as experiências do HG nas suas "infinitas highwais" dos céus. Vlw!!!

    ResponderExcluir
  33. ...não sei ao certo ainda se gostei ou não do texto, mas está cheio de verdades singulares... um altruísmo de auto-ajuda (!?;.)-sei la. o lance do comportamento humano perante o risco, a aflição...sempre vem a tona!
    Incrivel ! (!!!)

    ResponderExcluir
  34. Pensando pelo lado da estatística, avião é um dos meios de transporte mais seguro hoje. Que irônico, há mais segurança por cima das nuvens, dentro de uma estrutura pesada de metal, do que por cima de algumas rodas, estático, sobre chão firme.

    Há aqueles que não viajam de avião de jeito nenhum, cada um com suas medos, afinal, como o colega ali em cima disse: “Como se pode confiar em um bicho inventado por um brasileiro, mais pesado que o ar e com motor a explosão?”

    Levando pra outro sentido, sempre há o risco de cair quando não estamos com os pés no chão e mesmo com os pés no chão, somos capazes de levantar altos voos. Afinal, quem disse que não é possível estar acima das nuvens permanecer com os pés no chão? http://instagram.com/p/SPHCWxlTsZ/

    O céu é o limite, acredite.

    Aquele Abraço Humberto,
    até semana que vem :)

    ResponderExcluir
  35. Nao gosto de avião por conta de uma labirintite... Prefiro estrada...mas é um mal necessário qnd se tem um curto espaço de tempo p realizar os compromissos c trabalho p exemplo...as vezes q eu viajei feliz foi p ver meu marido e p assistir um show seu...esqueço ate a tontura...melhor calmante é o amor....abraço

    ResponderExcluir
  36. Nunca houve uma segunda-feira, com um blogessinger tão conveniente pra mim, como esse!

    Usei o avião por 4 vezes na minha vida.
    Na primeira arrependi, de verdade, de todos os meus pecados.
    Ao contrário do Humberto, que pensava em não pensar nas coisas que fugiam do controle... eu só pensei em desgraça. rsrs

    Eu morro de medo! Mas ao mesmo tempo acho o máximo.
    Se eu pudesse comprar a certeza de decolar e aterrissar... um voo seria um dos melhores momentos pra mim!!!

    Mas... "Quer contar uma piada pra Deus..." ;)

    OBS: Sempre quis ler sobre o Gessinger falando de aviões e tatoos. Só falta 1!!!

    OBS 2: Até sábado, em Cachoeiro!

    ResponderExcluir
  37. Avião se tornou pra mim felicidade e desespero. Felicidade na saída de Porto Alegre em direção à BH, para visitar o mineiro amado. Desespero nessa mesma ida, porque o tempo não passa, especialmente se há uma escala no meio do caminho. O pássaro de metal não é rápido o suficiente, mesmo a 800km/h. Bom, a volta de BH é só desespero. É assustar a pessoa que senta ao meu lado, pois não tem jeito, em um ano de idas e vindas o choro corre solto na volta. O desespero tem ganho mais pontos nos últimos dias, o motivo: passagens caras. Porém, se não fosse o tal do avião, o amor estaria impossibilitado de ser cuidado e mantido.
    Enfim, na caça de um milagre da madrugada pra achar um voo baratinho pra BH achei o texto. Abrass!

    ResponderExcluir
  38. Os textos têm melhorado a cada segunda. Sério! Parabéns! Os últimos 3 textos foram bastante especiais. Abraço

    ResponderExcluir
  39. A primeira e única vez que andei de avião, foi pela Azul, que acho que é a empresa que tu se referiu. Um avião que parece um ônibus com asas, pelo tamanho.

    Fui para outro estado conhecer pessoalmente minha futura namorada, que eu, depois de 6 meses conversando por telefone e webcam, estava completamente apaixonado. Conheci ela por redes sociais.

    Era um céu de brigadeiro. Quando o avião estava no alto, parecia q estava parado de tão perfeito que estava o tempo.

    Passei um fim de semana inesquecível.

    No último dia, queria confirmar o namoro, e marcar a próxima visita, mas ela achou q era arriscado demais continuarmos daquele jeito à distância, e pela razão, era melhor aquilo nem partir para algo mais sério, para evitarmos um sofrimento a cada despedida...enfim, terminamos antes mesmo de começarmos.

    Na volta o tempo estava ruim, com muita chuva forte, raios, várias turbulências que davam a impressão que o pequeno avião iria desmontar. Tudo sacudia. Ouvi algumas pessoas chorando, outras rezando. Aeromoças com as caras assustadas tentando manter todos calmos.

    Naquela situação aparentemente pavorosa, talvez eu era o único com a cara blasé.

    O avião pousou, e todos se acalmaram.

    Mas algo bem pior que aquela turbulência continuou em mim durante algumas semanas.

    Mas sobrevivi. E não vejo a hora de voar novamente.

    ResponderExcluir
  40. Texto perfeito!!! (Téo - Teresina/PI)

    ResponderExcluir
  41. umas fotos "céu de brigadeiro" outras não... belo texto humberto, você têm uma grande facilidade de juntar palavras q fazem sentido coisa q eu não consigo muito fácil... deixo meu abraço e até segunda que virá!

    att henrique nissola

    ResponderExcluir
  42. Nunca andei de avião.
    Talvez porque o aeroporto mais próximo da minha cidade esteja sempre próximo demais dos destinos aos quais pretendo chegar; talvez por conta do preço; mas, mais porque devorar concreto e asfalto parece afinar mais o sabor da partida e a sensação de ter a chegada como o prêmio num grid de chegada.

    Quero explodir as grades e voar, dia desses, e espero não imaginar uma bunda estática na telina da poltrona nem uma aeromoça travestida de simpatia programada. Quero encontrar esse mesmo céu que aparece na fotografia. E, esse céu, Humberto, espero que não seja só uma promessa...

    ResponderExcluir
  43. Ainda citando Mário Quintana: "Só o sofrimento humaniza as pessoas."

    Belo texto!

    ResponderExcluir
  44. No último show que fui, em Caxias do Sul, o vôo RJxPOA não teve autorização imediata para descer. Então, o piloto teve que ficar dando voltas por cima da cidade. Engraçado como o Olímpico e o Beira-Rio são tão próximos e tão distantes.

    Por mais turbulência que eu pegue num vôo, nunca fico com medo. Na verdade, não sei porque, sempre lembro do filme "Apertem os cintos, o piloto sumiu". rsrsrss...

    Saudações RN.

    ResponderExcluir
  45. Me diverti imaginando o piloto indicar as melhores caipirinhas, uma falsidade explícita pra deixar a gente mais tranquilo. Tudo o que eu pensaria é de que ele, entre uma escala e outra, tomasse uma só pra relaxar (risos).

    Compartilho sua visão um tanto "conservadora", prefiro a autenticidade formal do que um falso intimista. A formalidade me transmite uma falsa confiança.... Sem bundas, capirinhas ou raves, me leve apenas ao meu destino ok?! rs..
    Parabéns pelo texto.

    Grande Abraço!

    ResponderExcluir
  46. Pelo menos creditam à Mário Quintana, deixaram um pouco de lado Caio Fernando Abreu, inovaram. :P

    Nunca voei, muito menos naveguei, e creio que os navios, barcos e cia só sejam bonitos mesmo vistos de fora, e descritos em folhas de papel, entre uma metáfora e outra. Pobre de mim se fosse necessário estar dentro daquele chacoalhar. :/

    Pensando na turbulência, sempre lembro do filme "Quase famosos", aquela cena é hilária. hehe
    Mas o engraçado mesmo, e triste, é perceber que o bicho homem só se humaniza em situações extremas, se pensarmos por um lado positivo, vai que aconteça alguma catástrofe que ... ops, né tão positivo assim, não. Deixa.

    Boa semana, Humberto. Cheiro!

    ResponderExcluir
  47. O MELHOR VOO - Não se programe, não faça planos...meu último "voo" foi de carro rumo ao Paraná. Sabendo através dos livros, blog, entrevistas...sua forma de pensar, ver o mundo, ideias...me planejei de que não falaria futilidades, de que não agiria como uma "otária". Caiu por terra, não o avião, mas meus planos. Na sua presença HG a emoção deixou a razão nas alturas, atrás das nuvens. Você é real, mesmo assim fiquei incrédula. Deu pane no meu voo. Turbulência na pulsação. Não tens noção de como um minuto de sua atenção nos deixa "nas alturas". Pra ti soa estranho, para nós fãs, temos a impressão de que somos velhos conhecidos e ao mesmo tempo não sabemos como agir na sua presença. Momentos raros que nos energizam por um bom tempo. Agradeço o carinho, a atenção.
    Plagiando HG:
    Bah 1: Percebi a transferência no teu local de janta, mas não tivemos a intenção.
    Bah 2: As fotos não mostram a beleza que pessoalmente a gente vê em você.
    Bah 3: Esqueci de te dar um mimo(chocolates), pura atrapalhação minha.
    Upa carinhoso da Monaliza
    César Augusto, Edson Paulo, Francielle e Laura.
    São Miguel do Oeste - SC

    ResponderExcluir
  48. 1berto,

    Seu texto, sua crônica, está fantástico por sua leveza ao falar de algo dentro de nós que está no ar.

    Um grande abraço.

    ResponderExcluir
  49. "você que tem idéias tão modernas
    é o mesmo homem que vivia nas cavernas"

    ResponderExcluir
  50. Vanilce Nascimento - BH20 de novembro de 2012 11:39

    Olá, querido Humberto! Puxa, mais um texto tão bacana... Não viajo muito de avião mas sempre que viajei pensei em como seria encontrar alguém como vc dentro dele. Acho que não teria coragem de te abordar, por medo de me decepcionar, sei lá... Esse sentimento esteve mais do que presente quando fui pra Porto Alegre conhecer a sua cidade, fui em companhia do meu marido, visitamos o Espaço Mário Quintana entre outros lugares e foi muito bom.
    Ai que "inveja" de quem tem a sorte de sentar ao seu lado... Só ficar quietinha, sem dizer nada, pra nao te incomodar... ia ser bom demais uai. bjo

    ResponderExcluir
  51. Sidnei Rodrigues - São Caetano do Sul - SP20 de novembro de 2012 14:09

    Humberto !
    Ótimo texto,gostei muito,e se eu tiver sorte nos encontramos em algum aeroporto desse Brasil a fora.

    ResponderExcluir
  52. Gessinger...

    Como é a sensação de ver o rival vermelho atolado em uma crise, com um vestiário mais confuso que a América Central, e ainda assim tu teres que evitar não fazer comentários irônicos publicamente para não ofender os seus fãs "moranguetes"?

    Felipe Guerra

    ResponderExcluir
  53. Tão grandes e tão pequenos...voando,mergulhando, nos achando Deuses, mas se Deus tira o tapete voador...acaba tudo!

    Curti o texto!

    ResponderExcluir
  54. Voar, o sonho impossível que virou cotidiano... Será o céu realmente o limite? Será que existe um limite? A vez que cheguei mais perto do céu usei como instrumento de voo os olhos dela...
    Por falar nela diga que a amo... E obrigado por mais um texto Gessinger.

    ResponderExcluir
  55. Guessing her mind is HARD WORK!
    Gessinger mind is very nice, folks!

    ... Like it, like it, toooo much!

    Obrigado Gessinger, por seres o cara que és!

    Long Live H.G.!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ... "sonho e precisão, seja breve"
      SEJA BREVE E VOLTA EM FLORIANÓPOLIS/SC!
      Estamos à tua espera!

      Abraaços! Andrei e Aline

      Excluir
  56. As chances estão contra nós,
    Mas nós estamos por aí...

    ResponderExcluir
  57. Viva Santos Dumont.
    Tani Kronbauer
    Joinville SC

    ResponderExcluir
  58. Alguém sabe me informar, por favor, se existirá uma agenda do HG 2013?

    Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se não me engano o próprio HG falou que não,mas tenho que confirmar a informação.

      Excluir
    2. Aaaaa, não! :(

      Se tu conseguires confirmar pra mim, por favor, serei grata!

      Senão vou comprar a de 2012 mesmo (ainda não tenho)...

      Obrigada, Davi!

      Excluir
  59. Ah! O texto tá muito bom!
    Parabéns!

    ResponderExcluir
  60. Não dá pra não rir desse negócio de rave em pleno voo e da situação do filme congelado.
    Minha última viagem foi de horror. Descuidados avisos-relâmpago no aeroporto, falta de orientação no painel eletrônico, mudança repentina de portão (é a regra). Fui a última a entrar no avião, quase me mandaram para o próximo voo. Realmente precisa ter fleuma e ser blasé, se vai viajar. Rave pode até ser uma proposta saudável. Já realizo os colares piscantes em néon, plumas de pavão, óculos espelhados. Tudo dançando na trilha do B-52. Acho que vou embarcar.
    E tem hora do recreio? Sinto saudade do tempo (nem tão distante) de glamour do cafezinho. Num kit farináceo vem escrito "HORA DO LANCHE" (para colegiais conformados).
    Bom, tudo isso é o de menos se eu e minha bagagem nos reencontramos no destino. Contrariando os vilões do mau Karma, que querem separar os predestinados que pertencem um ao outro.
    Há anos atrás eu tive um sonho enigmático. Uma grande arca voadora passava vagarosamente em frente à janela de meu apartamento, como um zepelim de madeira. Talvez quisesse me recolher. Fiquei com a respiração suspensa, olhando aquele nume.Foi embora. Jung explica tudo. Mas cadê Jung? ou Froid-Flintstones. abs.

    ResponderExcluir
  61. Perdão, não consegui ler até o final.

    ResponderExcluir
  62. Sir Gessinger...

    Voo do besouro...
    Fez-me recordar do barulho que aquelas pequenas asas desproporcionais ao tamanho do bichito, fazem...
    Tão diferentes da graciosidade e harmonia e beleza e cores de uma borboleta...
    E por ironia, a Teoria do Caos é conhecida justamente pela leveza bailarina da borboleta. Mas o barulho das pequenas asas de besouro em pleno voo soa-me tão muito mais caótico... E das baratas boeing então? Caos absoluto :)

    Voar ou navegar?
    É tão curioso como céu e mar são extremamente semelhantes.
    Pássaros e peixes tem qualquer coisa de irmandade...
    Do voar e nadar, há um mundo de similaridades que acabam por igualar-se. Como dois lados de uma mesmíssima moeda.
    Lembrei-me de um questionamento de não estarmos todos de cabeça para baixo no planeta terra, já que a gravidade só existe por aqui... algo que nos prendesse como um imã ao chão, do mergulho, do voo, fatal...
    Fatalidade não como algo ruim, mas de definição, de destino: voar.
    Como se o homem, (no sentido de ser humano), tivesse desaprendido a voar.
    E só precise desaprender a não voar...

    http://www.youtube.com/watch?v=iunyvDgvm5M

    "Marte é verde e Mercúrio brilha entre Vénus e
    Centauro.
    Plutão é branco e ponto de paragem na viagem pelo Céu"

    É, voemos então...
    Em fuga para o espaço.
    Sem limites.

    Meu Olá
    ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O mar vos deu em corola...
      O céu vos imantou...
      E a luz refez o equilíbrio.

      Do Pegasus ao Cavalo-Marinho...

      Outro Olá
      :)

      Excluir
  63. Olá cidadão germânico!

    Quando comecei a ler o texto fiquei muito surpreso. Sou de Maringá, e no seu último livro tem uma história de um voo de tortura!

    Pois então a trágica experiência deve ser comum, pq eu passei exatamente a mesma coisa...

    Hélices...

    Nunca mais...

    Quando li (o livro), fiquei curioso por saber mais da sua aterrorizante viagem...

    E eis que, aqui está o que eu senti falta no livro.

    Vc tbm lê pensamentos?


    :)



    Um abraço!

    ResponderExcluir
  64. Imagina ir pra Maringá de helicoptero?

    Sem chance...

    ResponderExcluir
  65. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  66. ...Planos de vôo
    Tava tudo em cima: céu de brigadeiro sobre nós...Gosto de ver aviões levantando vôo arremeçados pra cima como uma pedra numa funda sem o menor problema com a gravidade que insiste em cumprir seu maior objetivo (puxar pra baixo). Tenho vergonha de dizer, sempre procuro omitir isso mas em pleno mil novescentos e dois mil e doze... nunca voei, já tive chances mas nunca obtive tal evidência empírica em meus quaze trinta e poucos anos, medo, sei lá eu, star à alguns milmetros do chão mesmo dentro de uma estatistica segura não me agrada, mas devo admitir que me fascina; tenho mais medo de voar 1000km de avião do que de motocicleta em uma BR por exemplo. Quando penso em uma profissão que eu gostaria de ter sido, piloto de aviõs sempre aparece nas deis mais..he he, será que eu estaria vivo.



    um abraço de pes no chão

    du herreira

    ResponderExcluir
  67. eu do site rastreamentodecelular.net Estou aqui denovo comentando,por que adoro esse blog,bom demais,muito bom msm!!!!!!me recomendaram e até hj acompanho,mais ai queria tirar uma duvida sera que esse site é bom http://detetive-particular.com ? se alguem souber me falar,e continue com mais post!! fuuuuuuuuui

    ResponderExcluir
  68. MUITO MASSA......BEM BOLADO O TEXTO..!
    HUMBERTO SE GARANTE MUITO....!!
    ATT. JONAS PINHEIRO

    ResponderExcluir
  69. De quê adianta pensarmos em coisas fora do nosso controle? Sofrimento por antecipação!

    Independentemente do motivo da viagem, meu lugar é ao lado da janela, 'há paisagens melhores?'

    É verdade os barcos são mencionados desde do passado, como já comentado 'Arca de Noé'.

    Tenho certeza se pudesse fazer um pedido este seria: Ser um pássaro para pairar em um lindo céu azul, voar livremente e em paz.
    Afinal, o desenho ou formato do avião nada mais é do que um pássaro, será que existe alguém que não desejaria voar em algum momento de sua vida??

    beijos e vida longa...

    ResponderExcluir
  70. Muito legal este seu post Humberto.

    Mais legal ainda é lembrar que lhe conheci ao sentar do seu lado num vôo. (Não sei se foi a sua companhia favorita). BH -> POA.

    Você na janela, a mesma fechada. E o laptop aberto. Acredito que estava redigindo algum post pro blogessinger.

    (Muito legal poder ver isso).

    Conhecia apenas o Pouca Vogal, mas a partir de nosso simples diálogo, me interessei e varri os discos do Engenheiros do Hawaii. Logo fiquei muito satisfeito com o belo conteúdo deles.

    Espero ver sempre o Pouca Vogal por ai, em muitas outras turnês. Espero material inédito de vocês.
    E espero que nos encontremos novamente entre alguma atmosfera. Um forte abraço e sucesso sempre.

    ResponderExcluir
  71. Eita...


    Voar com o senhor Gessinger.

    Ganhou na loteria amigo engrenagem Henrique!

    Se fosse comigo nem me importaria do avião ir ao chão!


    Morreria feliz e bem acompanhado!


    Alguns anos atrás sonhei que estava em um bar com o Humberto jogando sinuca... E o papo foi demais.

    Meu sonho é esse... ir pra um bar com ele e bater papo enquanto tento ganhar do alemão e ser "a bola da vez" por 1 segundo! hahahhahaa!

    Claro que com muuuuuuuuuuuita cerveja

    Eu sou alemão tbm...

    Imagina?


    Um abraço Henrique, e se puder, conte mais sobre esse encontro com nosso querido cavaleiro medieval.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Anônimo!

      Falando mais sobre está história. Lembro que fiquei bem nervoso por estar ao lado do Humberto. Depois de alguns minutos criei coragem para cumprimentá-lo e tirar uma foto. Mas.... eu tremia tanto que a foto ficou horrível. O próprio Humberto viu meu nervosismo e assim tirou a foto nossa.

      Mas... como sou tímido, não divulgarei essa imagem.
      Um abraço.

      Excluir
    2. Duca Leindecker e toda turma também estavam no voo, mas também por timidez e receio de incomodá-los me mantive "na linha". hehe. É isso.

      Excluir
  72. belo ensaio. sempre um ponto de vista interessante. acho que a morte não iguala a todos, mas talvez o medo em sua iminência... um baita quebra.

    ResponderExcluir
  73. http://alexandrebsatler.wix.com/motoclubeinfinitahighway

    ResponderExcluir
  74. Boa noite,Humberto!
    Da janela do avião você vê Porta Alegre e o futuro em flash back???Rs...rs...rs....
    O legal pra gente é poder voar nas asas da sua imaginação,através de sua arte-ofício e sobrevoar nas entrelinhas do horizonte,alimentando a mente,o corpo e o coração.
    Seus fãs de Minas,
    Cammy e família.

    ResponderExcluir
  75. Só hoje tomei conhecimento de seu ótimo blog. Você foi um ídolo de minha adolescência, você e sua banda são ótimos. Não compartilho o seu gosto por naves, em verdade, jamais saí do chão. Não sei se seria capaz. Deixo sempre para uma ocasião que eu tenha que ir a Londres ou ao Paraguai... Prazer lhe encontrar, Humberto! Um grande abraço! Bah, a propósito, por acaso, quer ver onde a coisa está russa?>>> O http://jefhcardoso.blogspot.com anseia por um comentário de sua parte.

    ResponderExcluir
  76. Mais que Froid-Flinstoniano.... muito mais.....

    ResponderExcluir
  77. pô já é quase terça de novo e só consegui ler o texto hoje, parabéns, é um dos melhores q ja li!

    ResponderExcluir
  78. Só posso concordar com a parte do pessoal em férias rsrsrs Mas eu amo viajar de avião, eu fico como uma criança num brinquedo de parque de diversões. Aliás, tivemos uma experiência parecida: quando fui voar pela primeira vez, horas antes por coincidência assisti um documentário todo sobre desastres aéreos, e quando entrei na aeronave, estava exatamente na asa, sabendo que seria a primeira a morrer se houvesse alguma coisa sendo que lá é o tanque de combustível.... e aliás, qual seria a diferença de ser a primeira ou a última, considerando que em acidentes aéreos se sobrevive alguém é um milagre??? Enfim, de qualquer forma eu não me traumatizei, e prefiro me divertir... e me divertiria tanto se houvesse alguém com óculos de rave, comissários animados... seria bem interessante esta experiência meio surreal, tipo a Família Buscapé tocando Duelo dos Banjos e até o avião balança rsrsrs
    Menino, eu te leio, e pagaria milhões para sentar e conversar...
    Beijuss
    (obs, não me julgue pelo meu blog ele está abandonado, sou mais leitora hj do que blogueira)

    ResponderExcluir
  79. A primeira vez que viajei de avião foi em março desse ano pra ir ao show do Roger Waters,no RJ e fazer umas macumbas pra turista por lá.

    Quando já tinha decolado e eu tentava ver algum resquício de paisagem lá de cima,me veio essa letra na cabeça:

    "Não tenha medo: nem tudo tem explicação
    há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul
    o coração sempre arrasa a razão
    o que é preciso ninguém precisa explicar
    o mundo é muito grande p'ra quem anda de avião
    p'ra quem anda sem destino ele cabe na palma da mão
    o coração sempre arrasa a razão."

    Falou tudo que eu senti num voo,é coisa de louco pouco humanizado...mas,na primeira turbulência,voltamos ao mundo real.

    ResponderExcluir
  80. "Tipo: já ouvi pilotos fazendo discursos engraçadinhos sobre a cidade onde pousaríamos, até indicando onde se tomava a melhor caipirinha."

    Seria essa companhia a mesma em que numa viagem a sua terra natal ouvi o piloto anunciar: "Bem-vindos à nossa Manhattan brasileira, à direita vocês podem ver a estátua do Laçador"


    abraço!

    ResponderExcluir