The sun is the same (in a relative way) - 67



Perguntada sobre quais teriam sido os melhores anos de sua vida, uma grande dama do Ballet Bolshoi respondeu “De 1935 a 1940”. Confrontada com o fato de que estes foram justamente os anos mais violentos dos expurgos stalinistas, a veterana bailarina suspirou: “Ah, mas eu era jovem e bonita!”.

Descompasso entre a vida pessoal e o ambiente social é mais do que frequente. Sincronizar os relógios externo e interno é a finalidade de 98,7654321% dos livros de autoajuda, das dicas de gurus esotéricos, e dos aforismos kibados no twitter.

(*)

Entrei nos anos 90 viajando muito, movido por minha arte/ofício. Nos rádios das vans e táxis que me levavam de hotéis a aeroportos, era onipresente uma canção que me irritava pela melodia melosa e pela letra medíocre (e por ser trilha sonora de um blockbuster meloso e medíocre estrelado por Tom Cruise). A azeitona no pastel da minha irritação era o fato de a música ser carregada por uma linha de baixo fretless sintetizado. Dóóin do dóóin do dóóin...

Hoje, minha agenda é um pouco mais tranquila. Nem tanto pela diminuição do número de viagens, que se mantém alto, mais pelas facilidades que foram pintando com o tempo. Há mais opções de voo, há um monte de canais na TV do hotel, um monte de traquitanas digitais para desviar meus olhos e coração do imóvel painel eletrônico que avisa quão atrasado meu voo está.

Recentemente, num táxi para algum aeroporto, depois de muito tempo fui alvejado novamente pela melodia do baixo synth: dóóóin do dóóóin do dóóóin... take my breath awaaaaaaaay. Surpreendentemente, a música causou em mim efeitos geralmente reservados aos meus artistas favoritos. Eu sabia que não gostava dela, mas estava adorando ouvi-la.

Quem teria mudado, eu ou a música? Ou aquilo já não era mais uma música, transformara-se em um portal para outro tempo? É provável. A sensação era parecida com a vertigem de uma decolagem muito rápida em que estímulos físicos (súbita mudança de altitude) se misturam com estímulos psicológicos (partir, chegar - súbita mudança de atitude). 

(*)

Quando alguém fala comigo sobre minha arte/ofício, o que ouço são informações sobre meu interlocutor...

{ putz, que merda de frase pra começar um parágrafo – dificuldade de me concentrar no texto nesta manhã insone no aeroporto de Guarulhos – a mistura do som de um monte de gente falando e anúncios de embarque não ajuda – vou colocar os fones – música! sobe um muro de silêncio à minha volta – agora vai – refazendo a frase: } ...

... quando falamos de arte, estamos falando de nós mesmos. Você acha Bach muito metódico e a voz do Neil Young muito chorosa? Isso revela muito de você, pouco do alemão e do canadense. Quando alguém me diz que este ou aquele é meu melhor disco/livro/música/banda está dizendo tanta coisa...

(*)

Alexandre Master é o melhor técnico de som do mundo e um dos 15 melhores do Rio Grande. Talvez por conta disso, sua mãe colecionava seus cartões de embarque (quando eram feitos de um papel digno de ser guardado). Nah... Pensando bem, acho que Dona Cecy guardaria os cartões mesmo que ele fosse apenas um profissional razoável. Mãe é mãe.

Guardar fatias da vida de outras pessoas (do pai, da filha, Dylan, Justin Bieber...) é mais fácil do que guardar porções da própria que, ao serem vividas, somem para sempre.

(*)

Malandragem porca: descobri que alguns sites têm mau funcionamento proposital (são projetados com links lentos e caminhos mais longos do que poderiam ser) para que as pessoas passem mais tempo ali. Por que? Porque eles faturam vendendo aos anunciantes momentos da nossa atenção, segundos da nossa vida. Se criam uma areia movediça, uma teia de aranha gosmenta, faturam mais. É o que, hoje, chamamos de "gratuito", falando a língua mundial: free (palavra que, originalmente, significava "livre"). 

(*)

Pela dificuldade de classificação, o ornitorrinco (animal considerado a prova de que Deus tem senso de humor) é uma metáfora tão gasta quanto eficiente para misturas mal-ajambradas; mix de alhos com bugalhos.

Na idealização do passado, os saudosistas criam desengonçados ornitorrincos: o cara é a favor de um mundo sem fronteiras mas sente saudade do tempo em que as nações eram mais fechadas; é a favor de um mundo menos desigual mas sente saudade de um tempo com menor mobilidade social; é fã do vinil desde que a bolachona preta possa se materializar em sua casa vindo pelo cabo da www.


(*)

Belchior cantou que o passado é uma roupa que não nos serve mais. Pode ser. Também pode ser um tecido cortado, costurado, recortado, recosturado, infinitamente... Em permanente construção. Tão incerto quanto o futuro.

Ops, chamou meu voo. Fui.
abraço
18set2012

134 comentários:

  1. Fui o primeiro? Cara, vc é foda, obrigado por existir (se voce não existisse iamos ter que te inventar)!

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    1. O texto foi postado a meia noite, e às 00:01 já tinham lido. Isso que é fanatismo!

      "(...)é a favor de um mundo menos desigual mas sente saudade de um tempo com menor mobilidade social; é fã do vinil desde que a bolachona preta possa se materializar em sua casa vindo pelo cabo da www."

      Somos "De Fé" pelas tuas palavras, mas comentamos o texto antes de ler".

      Bah 1: Talvez O ÍDOLO esteja mais em nós do que no HG, vendo a nossa busca pelo reconhecimento de observador e não o do objeto em questão.

      Bah 2: Se fosse possível o tempo de um minuto pra ler textos, as pessoas comprariam muito mais livros do que televisões. ;]

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    2. Você não entendeu. O sujeito em questão, primeiro comentador do texto, tem uma máquina do tempo. Por isso o espanto dele ao falar "Fui o primeiro?". é como você fazer uma experiência e falar "será que deu certo".
      A continuação do texto confirma isso: "(se voce não existisse iamos ter que te inventar)!", obviamente, ele vem de um futuro distante onde já se pode inventar pessoas da maneira que se quiser, saca?

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    3. Isso que chamo de leitura dinâmica: um minuto.
      Acho que gastei uns cinco lendo, mas uns quinze digerindo, e parte da madrugada matutando. Apenas pela manhã, quando reli, resolvi comentar, mesmo sem saber o quê. Talvez "no presente a mente, o corpo, é diferente", daí um hit oitentista do Berlin ter batido forte na alma, tanto quanto a melodia do baixo synth. Brincadeiras que o tempo nos prega.

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    4. Olá!
      Também li o texto, reli o texto... pra tentar compreender da melhor maneira as palavras do mestre HG. E se eu tentasse apenas "ler" por "ler", não faria sentido pra mim. Gosto de sentir, pensar no texto, refletir...
      Valeu HG!

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    5. kkkkkkkkkkkkk' Ta ok, o cara que comentou 00:01 ??? legal, ele leu e entendeu o texto inteiro em um minuto! sauhsaush beleza então sou burra mesmo. Eu não acompanho o Blog desde que o Beto criou, mas isso não por que não quis, aliás, no momento que comecei a ouvir Engenheiros do Hawaii e me aprofundar mais no trabalho do cara, eu não possuia internet e nenhum outro tipo de recurso que me ligasse a Humberto, apenas as músicas... Então posso até ter chegado tarde demais, (não nunca é tarde demais) mas é muito complexo os textos de humberto, ou pelo menos pra mim, é difícil de entender, e pra que eu possa entender leio e releio várias vezes... preciso disso e é um prazer, sempre me trás algo de bom!!! O 1berto é sempre verdadeiro em tudo que diz!! As palavras dele me faz evoluir, mesmo que eu chegue um pouquinho atrasada... rsrsr

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  3. "Guardar fatias da vida de outras pessoas é mais fácil do que guardar porções da própria que, ao serem vividas, somem para sempre."

    Perfeito!

    Saudades das MINHAS fatias!

    Beijão HG!

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    1. Perfeito! fui me olhar no espelho na hora... hehehehe

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  4. 1berto, filosofia pura e da melhor qualidade. Um grande abraço. Carlos

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  5. Caramba... que turbilhão de ideias...
    sempre me levando a outros mundos!!

    Ser de fé diz muito sobre mim, mas será que também
    ocorre um caminho inverso? Aquilo que afeta algo também
    é afetado, talvez em menor escala? Como a pedra...
    quando cai no lago vemos a onda, mas a água também
    oferece resistência à pedra... Devaneios... rsrsrs

    Obrigada!!!
    ABRAÇOS!

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  6. Bah! Não tem "bah" hoje! É como as tirinhas de três quadros que lemos no final dos gibis!

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  7. "... quando falamos de arte, estamos falando de nós mesmos."

    Criamos a ilusão de que o mundo é como vemos, que todos o veem como a gnt. Achamos tb que o mundo é que mudou quando, muitas vezes, fomos nós que mudamos! Apercepção projeção subjetivação: processos em continuum.

    Adorei o texto! :D

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  8. Mas o passado também pode ser aquela roupa velha, reutilizada a ponto de fazer o tecido tomar a forma do nosso corpo. O passado pode ser confortável. Mas até que ponto suas costuras aguentarão?

    Dá medo de saber que às vezes é fácil confundir datas e nomes, mas, por via das dúvidas, a gente digere certas coisas com o vínculo eterno que é a "moda retrô". Senão "dóóóin do dóóóin do dóóóin...", "tchêtchêrerê tchê tchê".
    E aí vira rota de colisão.

    Genial.
    Obrigada pelo texto. Faz a saúde mental melhor...

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  9. Uau. A Dani é muito linda. No próximo post irei direto para os comentários...

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  10. E quando sentimos falta daquela roupa velha e surrada que não cabe mais, mas que nos recusamos a tirar do armário?

    Saudades...!

    Beijo,

    LuFram

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  11. Mais um excelente início de terça lendo teus textos!!
    Muito bom =))

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  12. Quando falamos qualquer coisa sobre algo ou alguém sempre desvendamos mais sobre nós mesmos, basta o interlocutor saber observar...

    guardar fatias dos outros muitas vezes representas sentimentos que vivemos num dado momento, é sempre bom reviver sentimentos através de fatias alheias, significa muito, faz parte da história...

    Observar, guardar, desvendar sempre, sempre esse pode ser o limite ou o impulso vai saber o que se passa dentro de cada coração!

    Grande abraço!

    Ligia CN

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  13. Bom texto... 'tú' sabe brincar com as palavras. É uma leitura leve e prazerosa. Não é densa, mas é carregada. Fuizzz.

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  14. Mais um ótimo texto cara...essa parte:
    Guardar fatias da vida...
    ...somem para sempre.
    Foi a melhor sem sombra de duvidas e as outras no final que falam do passado, que é uma coisa sempre meio complicada...
    tipo eu, sou preso aos vicios e virtudes dos anos 80 e nem viví essa época, quer diver, nasci em (89)...não vi escrever sobre mim. kkk
    vim só falar ´que o texto de hoje está completo!!!

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  15. Também é o primeiro texto sem os (*) ?

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  16. "Hoje, minha agenda é um pouco mais tranquila. Nem tanto pela diminuição do número de viagens, que se mantém alto, mais pelas facilidades que foram pintando com o tempo."

    Temos um "i" a mais nesse parágrago heim?

    Enfim, você falou muito bem mais uma vez sobre o mesmo tema.

    parabéns.

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    1. Na verdade, temos um "é" a menos

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    2. Ela se refere o "MAIS [Mas] pelas facilidades". Erros de digitação acontecem, como "parágrago"...

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    3. Então usaste o "mais" para somar e também como uma contraposição de "nem", é isso?

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    4. "mais" comparativo e não adversativo (mas)... não é?

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    5. gente chata, se apegando à detalhes...

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    6. Foi o que eu quis dizer. Se não está errado, melhor ainda. Nem tanto para parecer culto, mais para não parecer inculto rsrsrsrsrsr abs.

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    7. Nossa, parágrago, só vi agora.

      Enfim, sou chatão. ^^

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    8. geeeeêniiiio! Se tu não existisse, teria que te inventar, tcheeeê! kkk

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    9. Isso mesmo, só que nem isso é algo realmente importante, mais causa certa estranheza. rsrsrs. Está valendo.

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    10. o trecho "que se mantém alto" está entre vírgulas, isso é uma oração subordinada adjetiva explicativa. O texto prossegue depois e não é uma oração adversativa.

      Não há nada de errado com o texto... e sim com os interlocutores comentaristas!

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    11. Boa resposta... além disso, só é errado qdo consideramos como tal. Na minha interpretação, PODE estar correto! ashuahsuas

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    12. Po, tem que no mínimo limpar os óculos antes de procurar sujeira nos outros. kkkkkkkkk Acho q se vc visse os twits do Maltz, teria que fazer análise para o resto da vida... rsrsrs

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    13. o Matlz já disse que ele escreve como fala!
      Mineirouai! hahaha

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    14. Este comentário foi removido pelo autor.

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    15. fazendo "chapa" mode on. kkkk

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    16. Sim, o Maltz escreve propositalmente. Inteligente como é, usa como estratégia, pois se errar, todos pensam que foi de propósito e não tem que ficar ouvindo se tem um i a mas (ou a menos). kkkkkkk

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    17. Eçeço de corretores ortográficos. É "mais" mas a dúvida se é "mas" ou é "mais"...

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  17. "Quando Pedro fala sobre Paulo, eu sei mais sobre Pedro do que Paulo" Ja dizia o mestre Freud. hehehe

    Muito bom, como sempre.

    Abraços

    Dennis

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  18. Cara, quando vc fala/escreve/canta parece que está enxergando todas os mundos paralelos de uma só vez, e não apenas o que nós, pobres mortais, podemos ver. Sou sua fã MESMO. Abraço!

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  19. Sempre em ponto; me atraso dez minutos e já sei "Humberto já postou seu texto da semana". ♥

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  20. O passado torna-se um holismo inverso. Um pedaço se torna maior que a soma das partes. Lembranças pequenas como um balanço na árvore, um disco de vinil etc., viram monumentos históricos na cabeça. E sempre crescendo

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  21. Brilhante, Gessinger! Minha terça começou melhor com o teu texto!

    Adorei a citação de "Velha Roupa Colorida". Me transportou pra outra época, outras sensações... Tão parecidas e tão diferentes das de hoje. Como se fosse um... Portal? (;

    Forte abraço!

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  22. Putz... eu me sinto muito burro lendo esses textos!

    Ainda mais com citações de gênios como Belchior e Waters!

    Mas em contrapartida sinto-me muito feliz, em saber que esse tipo de mensagem chega até mim!

    Penso que o Humberto deve ter uma mente focada, centrada e idealizada a todo vapor, mas sem nuvens e tempestades!

    -------------------------------------

    P.S. Eu não entendi a brincadeira da azeitona no pastel; suspeito ser por um, entre dois motivos: sou burro mesmo... ou pq odeio azeitonas!

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  23. Sempre dizem que não gosto de "músicas novas". Respondo que sim, gosto. Mas espero um pouco para elas envelhecem...
    As sensações que temos a respeito do mesmo objeto mudam, conforme ocasião.

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  24. Gessinger, já que você tá por aqui, não sei se é o lugar certo pra perguntar, mas na sua agenda ali do lado tem a informação:

    30out: PORTO ALEGRE-RS
    Nas Entrelinhas do Horizonte
    Feira do Livro

    Isso daí vai ter pocket? Autógrafos? O que vai ser?

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  25. "Alexandre Master é o melhor técnico de som do mundo e um dos 15 melhores do Rio Grande."
    ??!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Argentinos diziam que Maradona era o melhor jogador do mundo e um dos melhores da Argentina kkkkkkkk

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  26. Por incrível que pareça, guardamos mais fatias da vida dos outros do que das nossas mesmo. Colecionamos, discos, livros, fotos e muitas vezes nem temos fotos de nossa formatura do colégio, faculdade, etc etc...

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  27. Ahh, mais uma terça-feira em nossas vidas. Estava fazendo um trabalho para a faculdade e em meio a mil abas abertas do meu navegador e a dificuldade de concentrar, para escrever um artigo, percebi que já não era mais segunda-feira. E como toda terça é dia de texto, tive que parar um pouco com meu pequeno trabalho pra vir cá ver o texto da semana.

    Sites com mau funcionamento proposital, quem diria. Nada mais me surpreende. Acho até justo por usufruir de um trabalho gratuito (ou não). Afinal, existe alguma coisa gratuita nesse mundo? Tudo tem um preço, por menos perceptível que possa ser. O mundo está cheio de segundas intenções e a cada dia surgem mais e mais ferramentas e ideias para ganhar mais e mais dinheiro. É o capitalismo invisível aos nossos olhos.

    “Bora, chegou a hora
    À luz da aurora boreal
    Bora, há uma ponte
    pro horizonte no teu quintal”

    Já sabe que rumo vai dar pra Bora? Gostei muito do demo. Pouca Vogal, Trio Grande do Sul, Engenheiros do Hawaii... Na época que postou o vídeo no blog você disse que escolher um rumo pra essa música seria como escolher o curso superior de um bebê. Será que esse bebê já cresceu?

    Ahh! A twitcam do GLM estava tri!
    Abraço Humberto,
    Até semana que vem.

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    1. Valeu! Vem novidade por aí. Mas definições, só em março.

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    2. Opa! Março, mês do meu aniversário. Será um presente. :)

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  28. H.Gessinger,
    boa noite (Aqui em Manaus ainda é 23h e 20min)


    Pode tirar uma dúvida do blog ??? O q significa "aforismos kibados no twitter" ???


    ....
    A música tem disso, causam efeitos !!! elas podem ser proporcionais, ou inversamente proporcionais ao tempo e aos nosso gosto ...rs

    Cara, sou do tempo do vinil. Alias, levei até pra ti autografar a FITA VHS em 7set PortoVelho!!! O bom da era www é q é digital e não morfa !!! hehehe


    T+ !!!
    @SLdeCastro

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    1. Eu não sabia q o Humberto está tão inteirado assim na linguagem de internet, eu que sou jovem (hahahaha) só fiquei sabendo do verbo Kibar a pouco tempo. Kibar vem do grego "Ki" Qu - Copiar, imitar... "Bar" O outro...

      É zuera, vem do blog Kibeloco, famoso por copiar piadas e ideias dos outros. Não tem nada de grego...rsrs

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  29. Excelente!!!
    Sobre o tema já está entre meus textos favoritos.. Existe um poema do Pablo Neruda que se intitula "Saudade" que também é ótimo!

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  30. Adorei, como sempre!!! :) um grande abraço, Nárima

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  31. No exato momento em que lia "Belchior", ouvia o fim de "Divina Comédia Humana", na versão do álbum "Um Concerto a Palo Seco".

    Outra coisa: Seu post sobre o parentesco entre "Tudo está parado" e "Recarga", me lembrou de outras duas músicas que, na minha percepção, comungam ideias: "Tententender" e "Por acaso". E na percepção do autor?

    Parabéns pelos textos!

    Higor

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  32. Caprio Marco Antônio18 de setembro de 2012 00:48

    Em 18 de novembro de 1993, numa quinta-feira eu vi no Tesourinha os Engenheiros DO HAWAII. Em 28 de maio de 1994 eu vi a Legião no Gigantinho. Tudo ESTÁ PARADO!!!! FRANCAMENTE

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  33. segunda virou terca. muito obrigado MESTRE agora ja posso descansar

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  34. Só sei que você é o melhor do mundo e um dos melhores do Pouca Vogal. rsrs
    Gessinger sempre!!

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  35. Descompassos entre a vida pessoal e o ambiente pessoal ocorrem a todo momento. É o que parece... É?

    Estes dias recebi uma proposta de conhecer um novo conceito em boteco de estrada, onde poderei usufruir de audições de bandas covers de bandas que gosto, além de ter bilhar e pebolim "free", fichas de fliperama, porções de bebidas e comidas a preços camaradamente acessíveis. Ao mesmo tempo, ocorrerá a sessão de fotos da faculdade, tradição dos formandos do último ano, para embelezar o convite da festa de formatura. O ambiente social se faz presente em ambos os casos. A vida pessoal também. Mas ambos agem de forma diferente.

    Enquanto a convivência de quatro anos de faculdade tenta se materializar em uma futura lembrança, regrada à possíveis mágoas de pessoas que nem sei se vou ver mais, a oportunidade de vivenciar um dia na vida como todos os outros, num boteco (não, não sou tão alcoólatra assim... rs), se apresenta mais interessante do que a outra opção.

    Meus amigos da faculdade vão reclamar e brigar bastante comigo, motivados pela minha ausência. Mas as esperanças futuras de me ver em uma simples fotografia formal (de uma turma, aliás, que nem é tão unida como poderia ser) serão digeridas pela necessidade do contato visual, físico, verbal... Talvez seja a oportunidade de transformar o que seria somente mais uma lembrança em algo permanentemente necessário para as vidas pessoais. Seria a criação de um futuro ambiente social, mais frutífero, onde poderíamos nos reencontrar e reencontrar e reencontrar para matar as saudades.

    Não sou tutor de tanto conhecimento mas ess exemplo desenha uma espécie de descompasso, porém, criando compassos.

    Eu já fiz a minha escolha.
    Esse texto de hoje caiu como uma luva.
    Um dilúvio, um delírio.


    Valeu, Humberto!

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  36. Passado as vezes tão presente....lembro de tantas coisas ouvindo suas musicas é bom mas é ruim...é bom..mas o melhor é ouvir o agora...seja na twitcam ou nos shows do PV...passado e presente juntos....Master o melhor técnico de som!!! Sei q de passado e estórias incríveis sobre as turnês com certeza vcs tem de sobra...amplexo

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  37. Brilhante! Eu sempre absolvo algo de seus textos."Guardar fatias da vida de outras pessoas (do pai, da filha, Dylan, Justin Bieber...) é mais fácil do que guardar porções da própria que, ao serem vividas, somem para sempre." isso é pura verdade.abrç!!

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  38. ... (As reticências são usadas para interromper um pensamento de forma que o leitor subentenda o que seria enunciado ou imagine, para transmitir mais emoção e subjetividade para quem lê)

    qualquer elogio é chover no molhado (em POA, pq aqui no Sudeste ...)

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  39. Todos mencionando o trecho das fatias e concordando, será que sou das poucas pessoas que acha fácil guardar as minhas fatias, ao invés de apenas vivê-las?

    Não só vivo e guardo, tento imortalizá-las:
    http://assimnomundotodo.blogspot.com.br/2012/09/poucas-vogais-gessinger-leindecker-e.html

    Poucas vogais: Gessinger, Leindecker e All Star.

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  40. Parabéns por mais um texto sensacional!! Dia desses estava tendo essa mesma conversa com amigos, de como algumas coisas (principalmente músicas) são como túneis do tempo para aquela época vivida... Através de hits das rádios, filmes ou a fase vencedora (ou ruim) do seu time de coração... Tudo nos faz voltar no tempo... E como sou um cara saudosista, piorou... Sinto esse mesmo paradoxo do último paragrafo do seu texto... Obrigado por nos brindar com seus textos todas as semanas!

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  41. Tava lendo o blog e o J Quest aparece no Jô cantando a música de sua composição... vai ser dificil esquecer a versão da sala com o tenis rolando na tv... kkkkk


    excelente abordagem, como sempre...

    Abcs

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  42. Sensacional!
    A música tem dessas coisas, nos levam a lugares em que passamos ou que nunca iremos ir.
    Tens uma genialidade fantástica, és meu ídolo vivo!. Obrigada por nos presentear toda semana, assim que a segunda vira terça, com essas reflexões que nos estimulam tanto.

    Valeu, 1berto.
    De sua de fé.

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  43. Como um amigo sempre diz

    - amanhã tudo isso será passado.

    e é verdade, ficar lembrando dos tempos da escola, das dificuldades da universidade, das músicas e de nossas fases,só para ter certeza que se está vivo.

    então que venham mais coisas para guardar...

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  44. Agora o Humberto tenta provar que Deus tem senso de humor...se não tenta conseguiu!

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  45. Uma polissonografia me deixou fora do ar ontem. Cheguei em casa há pouco e a primeira coisa que fiz? Vir aqui ler a postagem de ontem...hoje... tá.

    É... indivíduo e coletivo sempre andaram na contramão (que esquisito fica contramão escrito!), que o diga Sófocles e a famigerada Antígona...rs

    Fato que um ouvido que escuta (além de ouvir), um olho que enxerga (além de olhar), percebe mais do outro a partir da percepção DO outro.

    hahaha frase prolixa. Me acusavam de ser "barroca" na facul. Entendo. hahaha. Mas tem vezes (muitas) em que reduzir é correr o risco da distorção.

    A música, sem dúvida, é um túnel do tempo. As vezes nos levando para universos paralelos de uma passado que não vivemos (no qual gostamos do que não gostávamos e torcemos o nariz para o que ouvíamos sem parar). É...interessante...

    Ah, chega! Acho que preciso dormir mais. Boa semana, valeu mais um texto inquietante ;-).

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    1. Ops... valeu POR mais um texto inquietante (negócio de escrever como fala...rs)

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    2. Acho que vou distorcer: vou pegar o bonde e me esconder na névoa de um comentário, pra dizer que só vim aqui hoje... Amanhã, o the sun will be the mesmo e eu estarei mais older... Por isso, estou triste por não poder estar aqui "ontem" - assim como a carteira do Humberto sumiu e apareceu na mala dia desses, o carregador do meu notebook (que não funciona mais sem ele) foi parar acidentalmente na minha cidade natal... O problema é que a sensação de estar mais velho do que ontem potencializou-se ao ver que o título de hoje era o problema que me intriga há mais de um ano, que foi quando eu acho que acordei. Como Neo, nunca havia usado meus olhos que ainda doem. Esse tal de Humberto, acho que ele abriu os olhos quando a velhice do mundo começou a sua contagem.
      Triste... Hoje já é quase quarta-feira.

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  46. como toda semana, adorei o seu texto de hj! E principalmente a parte "colocar os fones – música! sobe um muro de silêncio à minha volta" .... faço exatamente isso, qdo preciso me concentrar e me "desconectar" do mundo..rs. Ótima semana 1berto... abraços.

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  47. Excelente! Faz agente pensar, como todas suas músicas e textos sempre. Cada texto que leio sinto vontade de sentar contigo com um bom chimarrão e bater aquele papo! Quem sabe um dia...
    Abraço Humberto!

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  48. Tenho aprendido a guardar fatias de minha vida, formando uma pizza grande de recordações. Junto às minhas, as de outros que fazem de meus momentos, eternos. Como por exemplo, semana passada, no hall do hotel, o cara lá, com poucas vogais no nome, descendo. E eu, quase sem reação exercendo instantes. Essa roupa do passado ainda há de me servir, como tantas outras. Um sorriso no rosto só por lembrar. Que coisa ...

    No caso da sensação que a música causou, é engraçado que também ocorre ao contrário: Uma música que você costumava gostar muito, quando ouvida novamente pode causar um mal estar enorme. Não por ter se tornado ruim, mas por lembrar momentos que mereciam ser esquecidos. Um livro, uma música, uma infinidade de coisas, nos transportando para nosso íntimo.

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  49. Tava conversando isso com um colega esses dias.

    As coisas são muito gostosas quando ficam no plano das "memórias passadas"...
    fica uma impressão de que no presente, as coisas têm menos emoção do que quando se transformam em lembranças. Impressões...

    TALVEZ seja um alerta: Aproveita o presente e será recompensado no futuro com as lembranças do passado.

    Presente, passado, futuro ih! já ficou complexo. 3 estados de tempo, 3 cores primárias, 3 notas prum acorde, santíssima trindade... deixa pra lá

    Rob Nicolau, 23. Lindóia - SP

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  50. Muitas vezes qdo pedem que volte a usar o nome "engenheiros" para seu trabalho, querem de volta não a banda, e sim o tempo que viveu. Que tem a juventude de volta, não a banda. Querem mais sobre si do que ele sua obra. Belo texto, como sempre.

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  51. "Quando alguém fala comigo sobre minha arte/ofício, o que ouço são informações sobre meu interlocutor..."

    Pois é Sir Gessinger...

    Por isso não aprecio muito nem elogiar, nem criticar o que quer que seja, é aquela coisa, a gente sempre acaba SE confessando no outro.
    Observador e observado?
    Quantas vezes tudo acaba tornando-se aquele popular ditado: "o sujo falando do mal lavado"
    Quantas vezes podemos entrar inconscientemente (o que é triste) nos corredores nojentos e abarrotados da hipocrisia.
    O que vejo de gente se acotovelando.

    By the way...

    O Sol é só e simplesmente o Sol, quem relativa somos nós, ou como funciona o filtro desse ambiente.
    Sabes como é, o mesmo brilho e calor é visto, sentido, percebido, absorvido de formas diferentes, conforme altitude, ambiente, hemisfério sul ou norte, ilhas tropicais ou reinos glaciais...
    O sol puro e grande e majestoso do Caribe, é o mesmíssimo sol tímido e fraco no Alasca. O que diferencia?
    O Sol abrasador e matador no deserto do Saara, que impede sementes e águas de nascerem, é o mesmíssimo Sol que generosamente alimenta a fotossíntese numa verde mão de musa de uma Floresta Tropical bem fechada e verdejante.

    A diferença é o ambiente que o recebe.
    Como recebe a dádiva dessa luz.
    E esse mesmo Sol que dá vida, é o mesmíssimo Sol que mata.
    A Luz que nos ajuda a ver, é a mesma luz que cega.
    A Luz que delineia, é a mesma luz que traz sombras.

    Apollo, o deus do sol arqueiro, garante a vida fluida de luz e beleza. Mas Apollo é também quem entrega a peste, a morte nos acampamentos de Tróia.
    O mesmíssimo Apollo...

    Sim, o Sol é o mesmo.
    Relativo é o ambiente que o recebe.
    É mais que relativar, frio e calor, apesar de serem estados diferentes na sensação, são como um todo: ambos Temperatura.
    Ambos necessários.

    Assunto deveras vasto.
    Já que o Fogo consome. E o Gelo preserva.
    E aqui, mais um mundo se descortina diante dos nossos olhos. Quem é que falou de passados congelados "revisited"?

    Se é que dá para entender tanto paradoxo, que no fim das contas, é só a perna esquerda e direita, fazendo a vida andar.

    Música do Senhor Sting, daquelas que ouço a pensar e visitar só a mim mesma, e meu próprio espaço de natureza e vida...
    (Sem dóinnn do dóinnn do dóinnn)

    http://www.youtube.com/watch?v=A6by9nOo4BQ

    Meu Olá.
    :)

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    1. Curioso que tanto o ambiente preservado no gelo absoluto (que também queima como fogo), quanto o se consumindo todo num calor abrasador, extremistas de natureza, se desenham na solidão...

      Sim...
      Desertos e icebergs são espaços quase desabitados.
      Relativismos nesses lugares são quase inexistentes...

      Encaixa isso num perfil humano?
      Num temperamento, personalidade, caráter?

      8 e 80 não é para qualquer forma de vida...
      Mas, e que de nascimento, herdou esse caminho?

      Sem tantos relativismos.

      :)

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  52. Quando free significava livre... hoje quer dizer 'de graça'. Gostei.

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  53. O show de João Pessoa foi lindo demais! Tô ouvindo as músicas até hoje.Noite mágica na sexta-feira passada.E o post tá divino...Memórias e músicas,músicas e memórias...Isso nunca vai ter fim,felizmente.

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  54. A memória, caro HG, é como uma máquina de lavar roupas em uso. As peças de roupa são como os eventos do passado. Tudo está num estado caótico e não há nenhuma ordem. Mas se você pára em frente à "tela" da máquina, verá uma roupa de uma cor passar, depois outra, depois outra...
    "Take my breath away" era uma dessas peças. Você não se lembrava, mas ela estava lá em sua memória/máquina de lavar roupas. Bastou se colocar por um instante em frente à "tela", que você viu a sua cor. A cor que você não via quando olhava para outros vestindo aquela mesma roupa. Quem sabe você não chega mesmo a vesti-la, agora que ela foi ressignificada pra você?
    Parabéns pelo texto!
    P.S.: Senti um quê de provocação no primeiro parágrafo. Certamente a carapuça vai cair como uma luva na cabeça de muita gente...

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  55. Sensacional! Gessinger você escreve de maneira incrível, conheço suas obras no Pouca Vogal e pelo Engenheiros do Hawaii e tenho que dizer que se não fosse por essas duas influências estaria sofrendo com os males da influência medíocre que qualquer um que aspira ser poeta na área da música sofre. Espero te ver em Minas Gerais Humberto, ver de perto o artista que tocou minha vida desde o inicio de sua carreira em Longe das Capitais até seu trabalho no Pouca Vogal, gostaria de ver todos meus artistas vivos nos seus trabalhos e inteiros como você Humberto =D Um abraço de um fã

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  56. Caprio Marco Antônio18 de setembro de 2012 13:42

    Nesses dias tórridos de chuva, estou ouvindo quase ininterruptamente à FORMAÇÃO (G L M) dos Engenheiros do Hawaii, e prestando atenção na falsa melancolia do Gessinger. OBSERVAÇÃO: Tudo que o Humberto fez depois da formação GLM é conversa p'rá boi dormir e saudosismo para nós fãs.

    Caprio.

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  57. Que delícia, confirmado o show para Poços de Caldas!
    Vi você em Tambaú e fiquei muito feliz de ter essa oportunidade novamente, não vou perder!

    Amo você!

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  58. sei lá tudo é muito mais e muito menos... o passado fica martelando um sentimento bom e ruim... a saudade é a vontade de ter algo\alguem que não estar... então a saudade não tem haver com o passado... a saudade talvez seja o desencontro entre presente e passado... don don don... sei lá, eu queri pedir pra vc mandar ela pro inferno... mas não consigo... quando estive com ela estive em paz... ela foi o melhor beijo, o melhor olhar, ela foi o amor dos iguais, o djavu inedito... "eu me lembro muito bem como se fosse amanhã"... don don don... diz a ela que eu a amo... don don don...

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  59. Entendo que guardamos fatias da vidas de outros, para compor a nossa, lembrar de algo, seja bom ou ruim.

    1berto toma para si a recordação de Take my breath away como uma lembrança de um tempo sem tempo, sem parada, pra lá e pra cá, correndo, onde podium por assim dizer, era o palco.

    Considero bom termos algo pra lembrar, uso como exemplo o meu caso, compro, guardo e cuido de LPs para lembrar de um tempo onde não estive, não o vi, faço o mesmo com ingressos, onde tenho ao topo deles, que guardo e cuido ferrenhamente, de um show do velho Dylan e ao ver lembro dos momentos de êxtase que tive ao ver aquele senhor ao palco, onde acabo por "tomar" minha consciência de volta já quase ao final de It's All Over Now, Baby Blue, segunda música do show.

    Bah (plagiando): aguardo o PV aqui na minha cidade, São Leopoldo, em dezembro, só não entendi o por que do local e o horário!?

    Abraço, DE FÉ!

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  60. A reforma até deixa a roupa diferente, mas o tecido continua com cara de antigo, gasto; um dia arrebenta... E, afinal, precisamos todos rejuvenescer!

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  61. “Guardar fatias da vida de outras pessoas (do pai, da filha, Dylan, Justin Bieber...) é mais fácil do que guardar porções da própria que, ao serem vividas, somem para sempre.”
    Velho, tu me encanta, cada dia que passa fico mais tua fã. As vezes sou estérica.. rsrsrsrs mas é de mim... Te adimiro pra caramba!
    Emfim... Um tempinho pra vir aqui e ter o imenso prazer de ler o texto da nossa querida terça-feira... é tarde demais??? :/
    Realmente tento ler inúmeras vezes e tentar entender,deve ser por falta de maturidade minha que não pego tudo de cara, mas com certeza, novamente eu digo e repito, você é o cara, o texto é... não tem explicação!!! "O conhecimento é irresistível" e lendo aqui toda semana os teus textos, me trás cada vez mais informações e conhecimento, e me faz crescer a cada dia... Obrigada Humberto, sensasional!!
    E o show em Caruaru foi incrível, muito muito muito obrigada por fazer parte da vida de todos nós, e nos doar todo o seu melhor... è muito importante mesmo.
    Ainda hoje, fico olhando as fotos, os vídeos, e não caiu a ficha, - " Eu vi mesmo o Humberto? De pertinho"?? Rsrsrsr.. Valeu, meu velho.

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    1. Você e o Duca arrasam, acredito que com tantas pessoas no show e muitos fãs eufóricos (como eu) rsrsrs; eu possa ter me precipitado, mas Duca sorriu pra mim *-*, e no momento em que eu estava em cima das costas do meu querido amigo que me levou pra realizar esse sonho, e quebrar as fronteiras (desse sítio, onde moro) e Caruaru, eu era a única alí que estava ao alto, de frente pra ti, e tipo, você apontou pra mim, era pra mim, não tenho dúvidas.Eu sinto que era pra mim. :) :'( Valeeeu, foi muito importante, ops: É MUITO IMPORTANTE!

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    2. O incrível, surpreendente, sensasional, melhor show da minha vida... Cada momento, cada detalhe... Ficaram guardados na minha mente... Não caiu a ficha, e fico me perguntanto: "- Poxa velho, eu conheci mesmo Humberto Gessinger de pertinho e ele apontou e sorriu pra mim (eu acho), oou não só ele, mas Duca Leindecker também !??"
      As vezes me pergunto também se mereco todos os momentos felizes de minha vida, e todos os amigos que tenho... Na verdade, poucos (os verdadeiros) mas o suficiente pra me tornar a pessoa mais feliz desse mundo.! Então... Posso não ter tirado a tão sonhada foto ao lado do meu queridíssimo Beto, nem ter abraçado ou tocado a mão de
      le, mas presenciei aquele show maravilhoso e vi ele frente a frente, (não posso acreditar) Ouvir e ver ao vivo e a cores, cantando apaixonadamente pelo trabalho e talento de Humberto!!! Tenho algo a reclamar??? Jamais!!! Pra mim tão pouco existe sorte ou azar, traçamos nós mesmos os nossos rumos, mas será que eu fiz por onde merecer ser tão feliz? Valeu mesmo Humberto... palavras não teriam fim...

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  62. Que sorte tem o Master... viajar por tanto tempo com o Humberto.

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  63. "Guardar fatias da vida de outras pessoas (do pai, da filha, Dylan, Justin Bieber...) é mais fácil do que guardar porções da própria que, ao serem vividas, somem para sempre."

    Não vivi tanto para ter grandes experiências, mas o pouco que vivenciei já passei por algumas situações que me permitem dizer que isso é Veríssimo. É meio estranho estarmos nexos e desconexos de nossas vidas...

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  64. Deus do céu, Gessinger! Quanto mais eu te leio, mais me encanto! Adorei!

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  65. Sacanagem esses sites!!, nas rádios comunitárias da Baixada Flunimed, eles colocam aquela vinheta do plantão da grobo(aquele das tragédias) antes das propaganda,,,que sacanagem !
    na procura por um ornitorrinco no zoo do rio fiquei frustrado, mas não perdi a viagem e perguntei prum funcionário se lagarto mama?(podre ;/)...
    Graaande Abraço Seu 1berto

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  66. Quando peguei pela primeira vez na mão O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo, logo larguei, pensei nas primeiras linhas"que bosta, um livro sobre guerra..." acho que era muito jovem, uns 14, fiz um pré julgamento. Anos depois voltei a pegá - lo, e ele se tornou o livro/trilogia mais fantástico que li... isso tudo pra dizer que pensei já também na questão, quem muda? Nós ou a música/livro, pra mim somos nós, nos moldamos ao redor da arte!Beijão!
    Tani Kronbauer
    Joinville SC

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  67. O passado, pelo menos no sentido musical, faz-se necessário em nossas vidas, em nosso presente.

    Imagine não relembrar que músicos, como você, ainda alegram nossa audição, visão, nossos sentidos.

    Com tantos "lixos" musicais industrializados, eu digo: VIVA AS ROUPAS USADAS QUE CONTINUAM NOVAS!!!

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  68. Vc estava de fone e conseguiu ouvir seu voo chamando? Pow, que audição a sua hein HEHEHEHEH

    Belo texto! Já recortei um pedaço do passado recente em que o li, para remendar um buraco que estava faltando na minha camiseta de Rock.

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  69. Meus Deus, essas tuas divagações me roubam o fôlego!

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  70. Pô, é tão mais fácil, cômodo e realizador guardar as lembranças de outras pessoas, dos ídolos, dos exemplos, mesmo que criados pela nossa cabeça. O nosso passado nos vêm a mente, e sempre achamos que poderíamos prolongar um momento de felicidade ou de refazer um momento de infelicidade, tornar perfeitos, sem erros. Os momentos das outras pessoas são eternos, sem chances de mudanças, impecáveis e intocáveis. O que não podemos tocar, nos fascina e é um isca infalível para que o busquemos.

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  71. "Alexandre Master é o melhor técnico de som do mundo e um dos 15 melhores do Rio Grande."

    Uma coisa a se pensar : qual é o maior círculo, o mundial ou o regional ?

    Se você olha uma imagem com zoom, você percebe muito mais detalhes...

    Abraços Gessinger !

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  72. Acabei de dar um check up na situação
    O q me levou a reler Alice no país das maravilhas
    Já chupei a laranja mecânica e lhe digo mais
    Plantei a casca na minha cabeça...

    Entre diversas idéias , objetivas, pessoais, interpessoais e interregionais, filosóficas, neologisticas, musicais, referenciais, ideológicas ou não:absorvo, reciclo, capto, esqueço, recordo, volto ao texto.
    Assimilar o texto da semana as vezes demora, as vezes é rápido, depende do referencial que nesse caso somos nós mesmos.Depende da hora, prefiro fazer a primeira tentativapela manhã, , ao acordar, mesmo q à meia noite esteja acordado, durmo pensando no que acordará comigo.Antes de escovar os dentes, logo após desativar o despertador, que possui um belo nome, porém um péssimo hábito, um inimigo intimo que dorme sempre ao lado, parecendo esperar sua hora para se vingar de algo que nunca fiz...Ah, tá bom, ele é um amigo chato, sincero , que quer meu bem, apesar de ter me traído algumas vezes...(amor e ódio).
    Mas sobre o texto, acho que as manhãs são mais inspiradora- apesar de estar escrevendo pela madrugado-Ok, gosto de ler pela manhã e escrever à noite, nem tente entender!! Ao despertar , o cerebro está descansado, aberto ao que vier, pois ficou parado por um bom tempo, esperando sua hora, mesmo que essa chegue antes de sua vontade( ele nem sempre tem sua vontade respeitada).Nem o coração tem vontade própria, pois apesar de ser uma engrenagem vital e perfeita, ele depende de fatores externos.Bah:Imperadores nunca se dão conta que imperios caem por um confluencia de fatores internos e externos.Engrenagens nunca esperam a inécia de uma peça, trabalham sem pensar.
    Tempestade no sul, calor escaldante no inverno carioca e um tal deputado federal chamado Romário pedindo intervenção politica na escalação da seleção brasileira(A vida no maior sufoco e os caras de papo furado!!)Assisto a uma corrida em massa e desesperada em busca da administração pública...Administração??Ideologia??Ahh tá!!

    Bah: Queridosdoidodeatar deveria estar presente na próxima edição do Aurélio.

    Um abraço com fé no paradoxo do nostálgico neologismo.

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  73. A questão é interessante: porque uma canção antiga nos soa diferente hoje, e passamos a gostar dela? ou o contrário: achávamos muito boa e, pós anos, não vemos mais aquilo tudo (mesmo considerando tudo o que a embalavam em sua época)? Não acho que seja a canção que muda. Mas daí segue um aincógnita: a gente também não; pelo menos, não em relação a canção, ao carro, a propaganda, ao livro, sei lá... A dinâmica e a engrenagem que mistura pessoas e fatos e dismistifica a magia costurada num setim qualquer é contemporênea, nós não. É talvez eterna, nós não (felizmente), não da mesma forma que os inadvertidos, mas sim como o resultado do que fomos ontem até nos tornarmos futuramente o resultado do que estamos sendo hoje.

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  74. Cara, acho tudo meio relativo. Não gostar agora, gostar hoje, amanhã detestar... é estranho, mas somos assim! Mas acredito que tem certas coisas que sempre vamos gostar e outras que nunca vamos!
    É como se certas coisas merecessem uma segunda, terceira... chance, e outras... vão passar a vida toda despercebida diante dos nossos olhos, diante dos nossos gostos. MAIS é por aí.
    Ow Gessinger, a Pouca Vogal não estará em Campo Mourão Paraná dia 14 de novembro?
    Porque não está na agenda?

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  75. Me encanta leer tus textos y a cada semana los espero con más ganas!!! Cuentos los días de la semana para llegar el lunes y los lunes no me molestan como antes...
    Te mando muchos besos y felicitaciones por todo! =D

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  76. la verdad son los martes, pero igual me encantan!

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  77. Será que alguém presta atenção...???
    Somos movidos por em oções e ouvir uma cação muitas vezes nos tás uma época tona...a canção pode não ser "bela" mais trás nela um pouco do que éramos em um tempo que não tem volta. "Se pudesse voltar no tempo erraria tudo de novo!" ... certo?
    Tenho ouvido muito anos 80 e a saudade me faz bem... as bandas preferidas (muito rock nacional...)... os amigos (que ficaram e os que já foram) ... as noites no gargarejo ou no palco ... tanto faz ... os melhores anos.
    Responsabilidade influenciar uma gereação e continuar influenciando. Que sua inspiração seja "enterna enquanto dure" e que a galera preste atenção nas canções.

    Fique com Deus!

    Luiz

    P.S. Um dia na TV (programa livre) você respondeu que tinha um sonho: Que sua filha estudasse em uma escola pública um dia? E ai qual seu sonho hoje...?

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  78. Hey HG...


    Incrível, só pude ler hoje os ultimos 3 textos. Ao ler esse, me lembrei da música com o Synth simulando o Baixo (do Filme TOP GUN). Cara.. realmente aquilo me irritava e não era pouco.

    Bem... terminei as leituras e fui para o banho como de costume, levei o radio para o banheiro para "dar um show" para mim e o espelho.

    O escolhido de hj foi GLM, tudo ótimo, tudo perfeito.... até que... Começa Canibal Vegetariano Devora Planta Carnivora... um SUSTO... na primeira parte da música onde o Baixo tb é Sintetizado. CARAMBA!!! No mesmo instante me remeteu para esse texto e o Música melosa do filme. Achei deveras parecido como as duas soavam parecidas. (pelo menos na lembrança infinita da musica do Filme).

    Agora a pergunta.... Será que involuntariamente tamanha irritação com uma música tão fraca deixou resquícios escondidos em seu subconsciente?

    Segue a música Canibal Vegetariano...
    http://www.youtube.com/watch?v=pAkDyomPnyo



    Obs: Só pra esclarecer, não é uma critica, afinal... Canibal Vegetariano... esta entre as músicas que mais admiro (se não a mais) de toda sua carreira.


    abraços

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  79. Este comentário foi removido pelo autor.

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  80. Humberto,

    Há pouco tempo comecei a ler o blog e tenho me deleitado com seus textos. Um verdadeiro alimento para o intelecto e para a alma! Mas o mais interessante é ver sua obra acompanhada por tantos comentários de fãs. Algo escrito e realmente analisado, digerido... destrinchado até.

    Se algum dia os textos do BloGessinger forem compilados em livro, cogite a possibilidade de escolher alguns comentários de leitores para acompanhá-los. Tornaria a obra ainda mais interessante e especial.

    Acredito que um dos motivos pelos quais damos mais valor a uma música antiga agora do que na época em que ela foi lançada possa ser o fato de termos hoje uma maior quantidade de lixo musical, sabe?

    Da mesma forma que o nível de uma competição artística aumenta quando um concorrente de grande talento se apresenta, talvez a competição entre as músicas das últimas décadas tenha tido seu nível drasticamente reduzido com as "submúsicas" que tem sido lançadas... rs

    Obrigada por produzir tanto material de qualidade para limpar nossos sentidos. ;)

    Abraços!

    Melissa Isernhagen

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    1. O livro "Nas entrelinhas do horizontes" contém traços do BloGessinger.... mas seria interessante que tivesse comentários ... Acho que até o Humberto não pensou nessa possibilidade, ou pensou, ou não, ou pensou...

      Bjos

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  81. jailalves@bol.com.br14 de outubro de 2012 13:23

    Humberto

    É dificil conseguir fazer algum contato com você mesmo que seja de forma indireta,sou seu fã desde 1990.
    Quando ouço as músicas me transporto no tempo, quando as apurrinhações do dia procuram me testar é nelas que busco apoio.
    Quando ouço depois de nós, outras frequencias, a hora do mergulho, surfando Karmas e DNA, esporte radical, guantanamo, o preço, muitas perguntas como de onde vim? O que estou fazendo aqui? E para onde vou? Começam a ter alguma resposta.
    Comentei com a minha esposa que Renato Russo é visceral mas Humberto Gessinger é espiritual.
    É emocionante mesmo ouvir músicas como concreto e asfalto, depois de nós, a hora do mergulho e tantas outras músicas.
    Espero que você não pare pois o nosso país carece de músicas com conteúdo filosófico e espiritual e é muito triste "vermos o quadro geral da janela de um arranha-céu" espero que você continue pois a sociedade está mergulhada na mediocredade em termos musicais e precisa de mensagens que levem evolução e reflexão a todos nós.

    Fique com Deus

    Abs.
    Jailton

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  82. Eu gosto do fato de você existir, gosto demais! O meu herói, ele não morreu de overdose!

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  84. Atenção aos sinais..... vocês repararam que o post abaixo, parou em 111 (cento e onze) comentários? Lá ele, eu me meter nisso, por isso comentei aqui.

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