CHIMARRÃ(*) C(*)M F(*)NES - 60


-  Porra, cara, quase 5 da manhã! Eu não devia estar tomando chimarrão. Aí é que o sono não vem!
-  …
-  Ah, foda-se, preciso tirar da boca o gosto amargo da noite. Nem que seja com um mate amargo.
-  …
- Esse lance da “razão”, cara, é só uma das cartas na mão. Pode até ser o ás de espadas; mas o coringa certamente ela não é! Ah, não é mesmo! Mesmo que fosse, ainda assim seria só mais uma carta no baralho.
-  …
- Em qualquer papo, o último a abandonar a racionalidade sai por cima. Mesmo que esteja blefando. E tô pra te dizer que é o que sempre acontece. Blefe. O último a abandonar a razão também abandona a razão. Dããã! 
-  …
- Todos abandonam. Cedo ou tarde a racionalidade nos deixa na mão. Poker. É tudo um jogo. O rei, a dama,  o coringa, é só papel. Origami. Tigres de papel.
-  ...
-  Né?
- ...
-  Pô, tú tá quieto, não diz nada. Tá me ouvindo? Ô!
-  Hein?
-  Tá me ouvindo, cara?
-  Pô, foi mal: eu tava de fone.
-  PQP! (rsrsrsrsrs)
-  Que é?
-  Ah, nada não.
-  Falaí!
- Tava dizendo que a razão é uma estrada. Ela começa toda bacana, asfalto lisinho, uma Autobahn. Aí vão pintando buracos e quando a gente se dá conta, tá atolado no barro. E se seguir, vai acabar abrindo picada com facão na selva fechada. Mais pra frente, até o facão dança, só sobra a selva. Fechada. A estrada foi pro saco. Tudo acaba em dogma. A razão só vai até ali. Quer dizer, para uns tudo já começa em dogma. Já não sei quem tem razão, quem começa ou quem acaba no dogma. Eu falei “tem razão”?  Bah! (rsrsrsrsrsrsrsrsrs)
- Hein?
- Tá de fone de novo, mané?
- Nah, agora cochilei. Foi mal.
- (rsrsrsrsrs)
- Já notou que, quando a gente tira um dos fones o som baixa muito mais do que 50%.
- O quê?
- Quando a gente tira o fone de um só ouvido, o som fica mais baixo do que a metade, já sacou?
- Grande merda, e daí?
- Seguinte: o som de cada fone (left e right) é o lance objetivo, a realidade. Quando a gente coloca os dois, o cérebro entra no jogo e cria um troço maior do que a realidade, uma soma maior do que as partes – e isto é subjetivo.
- ...
- Rá! Te deixei quieto! (rsrsrsrsrs)
- Sem comentários.
- ...
- O que tú tava ouvindo aí?
- Hein?

(*)

Não lembro como chamávamos o instrumento de percussão que, nos tempos de colégio, fazíamos colando,  com esparadrapo, duas latas de cerveja recheadas de arroz. Talvez fosse “chocalho”. Certamente ainda não era “shaker”. É este o nome usado hoje. Existem em vários formatos. O mais comum é o formato de ”ovo”, que se encaixa muito bem na mão.


Dia desses comprei um desses ovinhos. Enquanto voltava, a pé, pra casa com o novo instrumento, me emocionei com o início de uma canção que tocava no iPod. Peguei o shaker e ataquei alucinado no refrão. Uma senhora que andava na minha frente, sem ouvir o som que explodia nos meus fones, se assustou e saiu correndo. Alguns metros à frente, ela se deu conta do que havia acontecido, ficou sem graça. E eu, com menos graça ainda.

Para quem tava de fone, a entrada da percussão era muito razoável. Para outra pessoa, distraída, que  andava pela rua, o início abrupto daquele som era absurdo. O choque entre dois mundos. Cada um deles perfeitamente normal (normal eu me empolgar com a música e detonar o chocalho no refrão – normal ela se assustar com uma cascavel rompendo o silêncio). Juntos, estes dois mundos não funcionavam. Um fazia o outro parecer ridículo. 


não tenha medo
nem tudo tem explicação
há mistério em quase tudo
nem todo veludo é azul
o coração sempre arrasa a a razão
o que não tem explicação
ninguém precisa explicar

abraços

31!
foi-se julho de 2012!
bem vindo agosto!
até a próxima terça!

100 comentários:

  1. Respostas
    1. Qual seria a canção
      que mereceu um shaker assustador
      no refrão?

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  2. Bem vindo de volta, Humberto... Às vezes parece que você sai da rota... Isso é necessário? Acho que eu quase saí da rota hoje, não fosse o despertador de uma conversa on-line a me lembrar...

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  3. D+ cara...comecei a ler o nas entrelinhas...nuh(mta cronica)mais to gostando da ideia. Eu estava lah na leitura,sessão de autografos queria agreder pelo carinho e dizer que vc representa muito pra nós mineiros. boa noite FIM DE SEGUNDA OU COMEÇO DE TERÇA

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  4. O blefe é um lance racional muito emocionante.

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  5. Sem nota de rodapé hoje mas esse foi foda cara...

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  6. Pontos de vista. Percepções diferenciadas...gosto do tema.
    Adoro o trecho da música escolhido pra fechar o post.

    Mais uma vez perdi a chance de encontrá-lo, quando esteve dando autógrafos no RJ... Se bem que ia pedir autógrafo para um livro antigo (os outros dois já vieram autografados...rs). Você não ia negar, ia? ;-)

    Tudo bem, vai saber como funcionam as entrelinhas de cada horizonte... pontos de vista...acaso... conexões...

    Bons sono, bons sonhos.

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  7. Cara PARABÉNS, sou teu fã.
    A realidade depende do olhar (chavão velho) mas cai bem nesse comentário.

    Abraço aqui de Recife \o/

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  8. outro dia no trabalho tava tocando "dom quixote" e entao perguntei pra minha colega:
    - o ás de espada vale bastante?
    ela: - depende de qual jogo você quer jogar

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  9. Saber olhar para a falta de razão e se impressionar, mais, se estasiar, é um prazer que poucos proporcionam a si por estarem presos. Lógica, razão, sentidos, sentidos... Silêncio de fora pra quem está dentro e silencio de dentro pra quem está fora. Fones de ouvi dividem minha opinião ^^

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  10. Ficou foda! PUTA MERDA!

    A razão é uma máquina de fabricar perguntas... ela não cessa!

    Vez por sempre... a gnt deve mesmo enfiar a prancha de baixo do braço e ir surfar no chão do quarto ;D

    HUMBERTO TIRA UMA FOTO COMIGO EM MURIAÉ-MG DIA 10/08??? POR FAVOR???!

    Valeu!

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    1. Ops! Não sei como soou!

      Mas óbvio que sou EU que qro a foto contigo!

      Seria uma honra!

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  11. kkkkkkkkkkkkk...amo esse diálogos..mais um ótimo texto, ótimas palavras, já dá pra dormir tranquila...
    ps;quando tu vem apresentar o Nas Entrelinhas do Horizonte aqui em São Luís-MA????
    Beijos e abraço! ;)

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  12. fones de ouvido é invenção de um autista, acho que não, mas poderia...

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  13. Eita, acho que passei a vida toda usando fones. Metafísicos ou não, com ou sem razão, cumpriram devidamente sua função...rsrs.

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  14. Os fones de ouvido carregam o poder de nos levar o mais longe de onde não queremos estar. Ultimamente tem sido meu maior companheiro!

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  15. deu um raio aqui
    se foi a web
    e eu esperando pra emplacar
    o primeiro comentario
    agora só semana que vem
    paciencia......

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  16. Fones de ouvido, instrumento utilizado por alguns políticos qdo a sociedade clama por honestidade.
    "Os tempos são outros, os erros os mesmos"

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  17. " Verde quente erva ventre dentro entranhas. Mate amargo noite adentro estrada estranha."

    Não me lembra do Pôker, tem um tempin que já não jogo, vamo?.

    Chimarrão as 5 da manhã. sempre que pego um texto seu pra ler, tenho uma regra: colocar uma música do Raul, me da a impressão de entender melhor uahuaaua, loucura, eu sei, mas já sabe, vindo de quem escuta Raul...

    Nem sempre a razão é o melhor caminho. temos o coração né? existem vários tipos de fones.

    Valeu pelo texto 1bertão.

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  18. razão = destino
    emoção = livre arbitrio

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  19. O primeiro a perder a razão é o ultimo a perder a ultima coisa que ele tem... E o que eles têm? A razão é só o que eles têm!

    E partimos de incensos de canela;
    Caminhamos pela maravilhosa erva ilex paraguariensis (chamo a erva do tereré e do chimarrão de: equilibrio da força. Assim como em Star Wars, entre os Jedis e os Siths...) Serve para o gelado, no tereré, e serve no quente, no chimarrão...

    Luz x escuridão!

    Passamos pelo chá de bergamota já 1-berto?

    E eis que chegamos na frente de um teatro... Dá pra ouvir um "som" lá de dentro. Mas o que será?

    Assim como o burburinho de um restaurante... Dá pra ouvir... mas impossível se aprofundar em uma única conversa!

    Sobre os fones de ouvido, concordo plenamente contigo... Pensei isso esses dias enquanto tentava ouvir alguma bronca da mamma mia e ao mesmo tempo ouvir The Man Who Sold The World na interpretação do Nirvana no acústico MTV!

    Um abraço guri!


    ps=bah1: Kurt Cobain teve uma filha... Frances.
    Tu teve uma filha... Clara.


    Tu abriu show do cara... Será coincidência ou mero devaneio tolo de um goleiro que torceu o joelho semana passada?

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  20. O fone de ouvido é uma das melhores invenções já feitas pelo homem.Use e abuse do fone de ouvido com moderação.

    É bacana andar na rua escutando música, mas a gente precisa ouvir/sentir o que se passa por nós enquanto andamos por aii.

    Excelente texto !

    Caie Relvas
    Belém-Pa

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  21. Razão... Ê em si um dogma... Como qualquer coisa

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  22. A razão é mesmo limitada. Uma vez fui numa missa e o Evangelho me chamou a atenção. Contou a história de Santo Agostinho, que passou anos tentando compreender o mistério da Santíssima Trindade de Deus. A história dizia que certa vez Agostinho andava pela praia e encontrou uma criança que tentava colocar toda água do mar num pequeno buraco que havia feito na areia, Santo Agostinho questionou dizendo que aquilo não seria possível, a criança respondeu a ele dizendo que o mistério de Deus seria a mesma coisa: grande demais para caber em sua mente. Achei interessante

    O diálogo do fone foi ótimo. Fones de ouvido são bons companheiros em noites sem sono e muito úteis em época de campanhas políticas em carros de som pela cidade rsrs.
    Abraço!

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  23. Os mundos podem se encontrar...Diziam que um criativo de uma grande marca de eletrônicos, ficava dez minutos ouvindo opera e dez minutos ouvindo heavy metal, para estimular o cérebro.
    Por incrível que pareca, na faculdade eu gostava de ouvir Gessinger trio e Wander Wildner enquanto resolvia minhas derivadas e integrais...

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  24. 1berto,
    gostei muito dos textos!

    Dogma e razão, venho pensando muito sobre isso nos últimos anos..

    Uma é o assento, a outra o caminhar.

    Hoje se crê que quem perambula sem parar - mesmo que desgovernadamente - é mais livre e aberto do que quem só observa..

    Mas, às vezes, quem espera, sabe a hora do bonde passar.

    "Ancora, vela... qual me prende? qual me leva?"

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  25. "O que não tem explicação ninguém precisa explicar". Tai uma frase que combinou com a tua empolgação e com a senhora "assustada" haha. Abraços mestre !

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  26. Neste exato momento, término da leitura do “nas entrelinhas do horizonte“!
    Parabéns. Outra vez!
    “valeu tb HG!

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  27. Cara, passei o dia lendo Popper, kuhn, Morin , e agora Gessinger. Racionalidade, intelectualização... Ciência pra salvar da religião. Ciência para nos deixar melhor. Melhores abilidades e tecnologias para fazermos nosso pior.
    O fone não separa só dois mundos, separa duas vontades. Que não se consegue equalizar

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  28. E GESSINGER...

    QUERIDO DO THI...

    Se a senhora se espantou contigo... fique frio, isso não é nada...

    quando era adolescente eu lia na revista Bizz que o Renato Russo disse uma vez que: "parecia que o baterista do engenheiros comia mosca enquanto tocava..."

    Uns dizem moscas...
    Outros engolem...

    O equilibrio é total e eterno!

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    1. Thi essas coisas são segredos, num conta não rapá... kkkkkkkk

      caretas do Maltz são cool

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  29. Neste exato momento, término da leitura do “nas entrelinhas do horizonte“!
    Parabéns. Outra vez!
    “valeu tb HG!

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  30. que música tava tocando tão interessante assim nos fones? haha

    adorei o post (:

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  31. "O último a abandonar a razão também abandona a razão. Dããã!"

    Para quê pressa em... do quebra cabeças montar?
    Se cada peça sem pressa tem seu lugar!

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  32. o ultimo a olhar...

    o ultimo a comentar...

    os ultimos serão os primeiros?


    ja que o nada é apenas uma palavra esperando tradução: tem gente tentando dar nome beto... matéria escura!


    e a juventude continua sendo um cantor de bossa nova numa propaganda de cerveja!



    :)

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  33. IIiiiiihhhh... O véi brigo com a mulé!!! Ou seria; o homem velho brigou com a esposa..... aff.

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  34. Estou um pouco longe dos meios para alcançar teu novo filho, este impresso em algumas centenas de páginas (sempre muito poucas),... onde então, me permitindo tomar um atalho, adianto pelo o que consegui recolher do virtual. E quando tenho acesso a... coisa que se repete ao menos uma hora a cada semana... pretendo ir atualizando o meu PDF. Mas vamos lá!
    Resisto um pouco ao Twitter e agradeço pelo blog. A resistência vem da sabedoria da minha própria fraqueza: vejo como brincam com aquilo e tenho medo de me perder. Alimento há um bom tempo a ideia de fazer uma conta só para chegar um pouco mais perto de ti e com isso essa fraqueza vai tomando seu próprio lugar de inutilidade, mas sempre tem um que publica uma twitcam no utube então me salva. Mas confesso que, estranhamente, elas não me atraem. Isso tudo para dizer que nem sei por onde começar, visto que há muito aquele alemão de cabelos a la Magayver que foi tirar umas fotos na cidade onde nasci vem me visitar pra colocar o papo em dia. E fenomenal a companhia deste para um garoto que ficava sozinho no seu quarto tb escrevendo suas próprias coisas. Dá pra dizer que essas conversas geraram seus filhos, tb... mas num grande bacanal, confesso. Um grande bacanal onde não se sabe quem é o pai e mesmo quem é a mãe. E o que importa?
    Agora aqui, sou eu que estou me desdobrando até vc. E esse “vc” é alguém que não conheço mas tenho largas impressões sobre. Encontrei algumas dezenas de vezes distante e outras poucas perto... num “Olá” insólito, um “bom noite” e aperto de mão. Nada de mais se não fosse pelo olhar. Nada melhor se não fosse pelo erro.

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  35. Estou aqui pensando tb que não é preciso derramar tudo que guardei dessas conversas que tive com esse alemão meio camaleão, que na verdade ia experimentando texturas diferentes e num momento ou outro vinha mostrando um mesmo com outra intensidade. O outro lado da lua, talvez. Uma palavra ao contrário. Uma música dita no inverso. Um complemento na capa. De maneira nenhuma foram eles elementos para enxotar a solidão: talvez o contrário e talvez um pouco dos dois... a cada momento propriamente sua medida.
    Mas vamos cortar isso por enquanto senão não chego onde é quero.
    A intenção é tecer comentários, certo? Só que eu estou um pouco atrasado e estarei tb na sua próxima postagem, que foi ontem,..., então enfim. Pergunto aqui pra mim mesmo se fará algum sentido essas palavras pra ti, mas creio que linearidade seja algo que exista apenas nas suas longas ‘madeixas’ e pelo que leio, tu sempre voltas em alguns desses temas... seja na tv, aqui, entrevistas, no site, músicas,... Enfim. Não irei parecer tão paranóico! Haha.
    Ps.: estou lendo seu blog em uma tacada, então cuida com a bola, tenista.

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  36. Grunge: taí uma coisa que tu sempre e sempre e sempre fica cutucando. Vou te confessar aqui: eu curto e não concordo contigo. Bah, mas não concorda com o quê? Bem, aparentemente... sempre que fala sobre isto, parece-me tocar na realidade a onda esquizofrênica que surgiu ali pra saber quem era o mais sujo, deprimido e tocava com a guitarra mais distorcida. Não nego a onda que surgiu e toda a babaovisse a partir daí... mas vamos separar um pouco as coisas? O que era sincero (sim, havia!!!) do que era frescura? Te digo: teu olhar é um pouco preguiçoso pra isso. Aqui tb vale a nota pro punk: entendo bem toda sua crítica e ao que ela toca. Comprazo com teu humor e mesmo em canções, dos clichês inéditos, o céu abaixo do nível do mar e tudo isso que tu cantou... mas existe tb outras histórias... como de um guri que não podia tocar violão pq necessitava trabalhar, pq “isso era coisa de viado”, e não iria ter aulas para saber toda a técnica da coisa, dos acordes, da harmonia, dos solos,..., como por exemplo era sabido na música progressiva (que tem todos os seus méritos adquiridos da música clássica: tema, conceito, história, ambientação,...). Então ou seja: ou tu inventa uma maneira de tocar, nas horas livres que possuir,..., ou tu nem dança pq não tem os sapatos necessários para usar no salão (e aí a música acaba e toda aquela coisa que tu sabes). Mas e se de repente vem uma coisa, uma espécie de uma onda, um acontecimento,..., onde há uma quebra do ritual (precisa saber disso, da técnica daquilo, como se faz o solo pra esse tom,...) e dá acesso para esse guri começar a fazer a coisa by yourself. Sabemos que aquilo que quebrava um ritual, mais tarde seria engolido para virar outro,..., mas e pq falar apenas falar do verme do coco do cavalo? Eu fiquei conversando depois com aquele cara que se apresentou com cabelo moicano/PUNK, show elétrico e calças vermelhas lá em 2002 ou 2003 se aquela estética do cabelo poderia ser esse “falar do cavalo”... que é um animal tão bonito (ainda que precisemos do verme). Enfim...
    Mesmo sobre o show de abertura pro Nirvana. Eu vejo a gravação transmitida na TV e todo mundo cantando, pulando, agitando os braços,..., (parece ter sido um show fantástico com uma interação muito boa com o público) leio as críticas do jornal (da época) e não tinha nada de tão absurdo cantar Parabólica para o público posterior. Quem sabe um dia a gente senta e eu te mostro umas canções tão acústicas do Nirvana quanto aqueles belos dedilhados do Augusto. Mas,..., o próprio Legião tava lançando o V (álbum com muita influência progressiva) na época e tinha uma onda de outras bandas fazendo o mesmo... E tem uma banda aí que tu sempre cutucava,..., mas hoje nem nomeia mais - embora ainda o faça -,..., e eu tenho uma leve curiosidade em saber de onde vem essa vara. Tenho minhas impressões... mas nada que precise ser dito! Sei que eles estavam fazendo essa colagem da “aura grunge” e às vezes me pergunto se sobre eles e sua turma que tu insistentemente fica batendo. Mas não se esqueça: havia um guri que não tinha condições de aprender, nem tinha como ter aulas, nem tinha um violão,..., e ainda assim,..., compunha suas coisas e apenas queria que as coisas que estavam na sua cabeça, corpo, alma fluíssem para fora... despretenciosamente... e que graça aos momentos de uma quebra do ritual da técnica,..., ele conseguiu se introduzir,..., sem ignorar a sua sede por qualquer música que fosse. Essa stória sempre se repete. Graças ao acaso.

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  37. Agora. Sobre essa coisa de SUCESSOS INSTANTÂNEOS, MICHÉL TELÓ E BLABLABLA. Muitas considerações... Num dos livros tu colocaste um texto antigo que falava sobre a abertura de possibilidades, da sensação de que todas as portas abertas fazem com q não se entregue de corpo e alma,..., enfim. Tu sabes explicar melhor do que eu... O que entendi sobre isso e quero resgatar é justamente essa questão: por mais que a internet e nosso meio de vida hoje tenha maiores de escoamento, mais portas, mais opções,...,..., eu tenho a impressão de que o funil tá com o orifício ainda mais pequeno. Justamente isso é surpreendente: por mais que tu tenhas uma impressão de poder ter uma vida alheia ao processo de massificação,..., ainda assim sabemos da novela, da banda, da música, da fofoca do momento... Não ignoro a existência dessas portas todas!!! Mas as pessoas ainda continuam ali paradas na janela falando da pexereca da Britney. O fato de termos a possibilidade de armazenar todos os livros, todos os discos, todos as obras de arte, todos os jornais, todas as fofocas, imagens fáceis e enfim, não educa por si só a cultura de um povo e de uma época. Assim como a impossibilidade de não retira a factualidade: Kant mudou a visão e tradição da filosofia sem nem ter saído da sua cidade, da sua biblioteca, do seu passeio verspertino.

    Claro, claro! Nada contra, tem quem goste e tá tudo bem,..., o único problema é propriamente esse funil e essas comparações. E uma outra coisa: nos anos 80 uma coisa que era ruim, um sub-produto de qualquer coisa,..., vinha um tempo e PLAF... esquecia-se. Hoje, com essa coisa da memória virtual (e de pessoas passivas que tem o poder sobre a preservação)... fica mais difícil do tempo fazer essa peneira... Basta pegar os discos de novela daquela época, que tinham grandes hits: de 13 músicas, 1 ou 2 se conservaram e aí tu escuta numa dessas festas de flashback e a gurizada acha que tudo era muito bom. Pelo menos agradeço ao tempo ter levado 85% da sujeira,..., processo que parece um pouco complicado hoje.
    Não estou querendo dizer que lá era melhor,..., que agora é pior. É fantástico poder ter acesso a tantos movimentos, materiais e entrevistas e tudo mais,..., mas é quase paranóico a experiência de uma obra, já que 5 segundos no scroll bar é suficiente pra pular a canção e sair falando e escrevendo por aí... “aprender o que era certo com a pessoa errada” faz da grande maré de possibilidades um mar onde não se pode banhar e mal suportar o cheiro de coco.
    E tb acho que há uma outra consideração sobre a arte ser temporal/atemporal: Bach é atemporal,..., mas não pq ele compos pra um software da sony pro ano 3000... E nem por isso deixou de testemunhar o seu tempo, o seu lugar, o seu país, os seus costumes. Mas a profundidade da sua obra é que torna ele um compositor atemporal,..., não o fato dele falar sobre a origem do mundo ou uma temática que está para além do tempo. Escuto coisas da Gal Costa que acho uma pena a abordagem tão específica de época, do modismo da situação,..., querer parecer moderno (forçosamente) e aí assim acho uma pena. Não sinto muito isso na sua obra, felizmente... Mas tem uns escorregões feios, sim... haha. Até mesmo, passar um tempo dedicando meus ouvidos à música clássica e operística, ao voltar pra tua obra,..., me fez amar ainda mais os sons,..., desde uma microfonia que permanece lá no fundo,..., ou de uma nota que muda num instante em específico... Acho muito foda o que tu construi!
    Sei que pode parecer muita loucura. Mas nada disso que escrevo é como um drible, um assalto ou um golpe esperando um nocaute. É como um abraço! Espero que mergulhe em ti dessa forma...

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  38. Nota: O meu tesao em responder foi mais rapido que minha paciencia... Tem ai uma porçoes de coisas que podemos ignorar, dadas as leituras que fiz apos.

    mas va... isso fica pra proxima...

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  39. Como assim? Cara parece que tu adivinho meu final de semana. "Fala de sí sem saber que fala de todos." Fiquei curioso por saber qual a canção que mereceu tanta empolgação.!?

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  40. Existem 4 mundos: O com fone, o sem fone, Online, Offline.

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  41. “O coração sempre arrasa a razão”, por isso ela fugiu, ela tinha razão em fugir, mas perdeu todo o resto tudo que poderíamos ter sido tudo que já éramos há muito tempo antes de nós mesmos... Parece até que estou a vendo querendo e fugindo, quanto mais queria mais fugia...
    É meu amor você tinha razão... Mas a razão não nos tornou mais felizes... Fomos felizes quando perdemos a razão em beijos metropolitanos e alucinógenos, e tudo fazia sentido mesmo sem termos nenhuma razão...
    E pra que serve a razão? Talvez para sabermos quando o sentimento é verdadeiro, quando o coração a arrasa encontramos o sentido de tudo, e podemos começar a ser felizes sorrir sem nenhuma razão...
    Mas foi aí que vc fugiu... Fugiu no começo me transformou neste espectro vagando em vácuos da madrugada buscando qualquer coisa que me deixe mais perto de te, Gessinger ou palavras, “artifícios que usamos para sermos ou parecermos mais reais”... Mas os artifícios para encurtar a distância só revela a própria distância... O que fazer se já perdi a razão e ainda não aprendi a perder? Ficamos nós como paralelas, longe, longe aqui do lado... Distantes de mais pra nos amar, ainda dentro um do outro pra nos esquecer...
    Obrigado Gessinger e, por favor,
    diz a ela que a amo...

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  42. Sabe qual é o ponto, engenheiro? É a combinação mística entre o mergulho que o fone de ouvido proporciona no âmago individual e a razão de propôr à bomba o seu mergulho no mar amargo do mate que lhe espera, algoz de todo o sono que poderia te tomar, num gole, a razão. Fone de ouvido tinha que se rebatizar, apadrinhado pela emoção, novo nome: snorkel; te faz respirar o som que oxigena tuas incansáveis idéias... Ou mesmo seus incasáveis ideais.
    Abç

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  43. Só mesmo o seu texto pra alegrar um pouquinho o meu dia... Muito obrigada!!!

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  44. Entrada ao preço da razão...

    ABRAÇOSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!
    Semana que vem não chegarei atrasada (espero que não)!!!

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  45. ...e que o coração arrase com a razão e não a razão com o coração :)

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  46. HG em mais uma conversa com seus fantasmas.
    No mundo de hoje há uma confusão na razão, confiar na emoção ou no que você sente parece ser o mais acertado, mesmo que não se tenha razão para tanto.

    Obrigado HG pelo texto que acalma, valeu!

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  47. "Eu sei que eles tem razão
    Mas a razão é só o que eles tem"
    Valeu 1berto!!!!!!!!
    mto bom!!!!!!!!

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  48. "o que não tem explicação
    ninguém precisa explicar" Então acho que vida não tem explicação, ou teria ? ? ?

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  49. Toda vez que, tô muito afim de algo, e o tempo ($$$$) não deixa, me lembro do verso: " Não há alternativa, é a única opção. Unir otimismo da vontade e o pessimismo da razão. "

    Saudações Rubro-Negras.

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  50. Muito banaca o formato ! HG sempre nos surpriendendo, nas
    travessias de segunda para terça.

    "Quem estava ao teu lado? Quem estava com a razão?"

    Abraços HG e aos de fé.

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    1. Bah, esqueci de "dizer" que o meu mundo de fones é EngHaw e Pouca Vogal !

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  51. Hehehehehe

    Mister Gessinger

    Eu sei bem o que é um ser racional, um ser mentalista de natureza, um filósofo, lógico, que faz tudo, até um espirro, passar pelo filtro imperioso da razão...

    Quando o coração grita mais alto, pânico no sistema. O pane vem depois mesmo...

    Sentir versus Pensar.

    Quantas vezes tenho que parar de sentir para poder pensar, e parar de pensar para poder sentir...

    Mas penso o que sinto, e sinto o que penso, e aqui também está o caos inimaginável a razão...

    Atchim
    (gripe no sistema e por isso até os pensamentos doem ao passar)

    Especialmente esse trecho, nas tuas palavras mesmo, explica esse mundo do dito opostos: "Juntos, estes dois mundos não funcionavam. Um fazia o outro parecer ridículo."

    Yin e Yang né...
    Homem e Mulher...
    Quando me deparo com a contradição ou a oposição em seu grau máximo, faço um verdadeiro mantra com a imagem do Yin e Yang.
    A dinâmica dos opostos juntos e não tão opostos assim, acalma essa água toda do dito subjetivo, batendo com força nas rochas da razão, o dito objetivo...

    Apesar que, considero a subjetividade muito mais objetiva que a objetividade.

    Um Olá de uma distância segura.
    No momento sou um Caminhão de vírus infernais
    :)

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    1. CILA

      QUERO O CONTÁGIO !!
      [ ]S

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    2. Simples assim...

      Sintomas: É um perder a cabeça (dolorida) para se chegar aos sentidos (em febre e devaneios)...
      Junto do perder dos sentidos (doloridos) para se voltar a cabeça (em febre e alterações de consciência)...

      Tudo isso enquanto entoa-se o mantra: atchim
      Diversas vezes...
      Quer queira ou não.

      Cavalo de tróia.
      Presente grego.
      A marca da era que separou os homens da convivência com os deuses.
      A era que a inteligência do homem, venceu até então, a invencibilidade dos deuses.
      Com um monumento histórico em rocha a marcar esse pré e pós: Scilla.
      Pois bem, Priscila, que significa, antiga.

      Pois bem, meus vírus são pré históricos.
      Por isso ainda prefiro a caverna.
      Descaradamente.

      É de DNA.

      Hehehehe.
      ;)

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  52. A(R)RAZÃO(N)DOCORAÇÃO

    Um dia me disseram que há tempo certo para tudo e para tudo uma razão que sempre arrasa o coração e que é preciso unir o otimismo da vontade e o pessimismo da razão, sentir com inteligencia e pensar com emoção...
    Um dia me disseram não perca a razão pra ganhar a vida nem a vida pra ganhar o pão pois não há razão pra desespero, o que é preciso ninguem precisa explicar... Destrua a razão desse beco sem saída, há mais de uma razão e nenhuma razão pra chorar...
    Um dia me disseram é o início de uma canção dessas que a gente nunca canta sem razão dessas que tudo muda, e com toda razão...
    Havia um romance ao alcance da mão e sempre que for assim destrua a razão a idade da razão só nos coloca em rota de colisão... A vida ainda não tem ensaio...
    Quanto valia a vida perdida por um coração arrasado e sem razão num beco sem saída?
    A vida é uma viagem, passagem só de ida, há quem diga que não vale e quem mate pra viver...
    A vida é uma viagem, é uma bebida sem gelo engolida às pressas e às vésperas da sede...

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    1. Rick Alex

      mais um pra parede do meu escritório
      minha coleção

      isso que fez não é paráfrase
      é apropiação direta da fonte

      e saem dos seus olhos
      o fogo que também nos liberta

      pois não somos perfeitos
      mas amamos quem é

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    2. costumo chamar de mera montagem...

      longe de mim fazer minhas as palavras do hg...

      como ele sempre procura ligar os trabalhos e não nos dá uma versão para suas composições maravilhosa, penso que ele não se incomoda de tomarmos tal liberdade...

      será!?

      vlw Léo... um honra vindo de ti...

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  53. O MEU MUNDO DE FONES E BEM LEGAL E AS VEZEZ ACABA SENDO SO MEU.O MEU MUNDINHO.....

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  54. Agora cheguei cansado de Goiânia

    mas amanhã quero ler tudinho

    HG para mim subjetividade é objetividade... a única e a que vale...

    Paradoxos de Zenão?
    Não só nefelibatas em seu surf...

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  55. Humbertoo, sem comentários para o poste de hoje, viu?
    Adorei, ele foi uma espécie de conversa com você, que não era você falando, mas você escrevendo. Parecia uma voz, mas eram palavras com som. Não sou muito de seguir blogs, mas o seu eu conto os dias para que a segunda vire terça e eu venha aqui ler à suas ideias. Muitas músicas suas já me bitolaram; muitas frases suas já mudaram meu jeito de pensar. Adoro você na integração de Pouca Vogal com Duka. Mas foi na sua integração de Engenheiros que eu me afaguei com muitos contéudos que imergem das músicas. Sabe, a música "Dom Quixote" me avairou uma vontade de ler ao livro "Dom Quixote" e assim o fiz. Entre varias outras coisas que conheci a fundo por ter engatado nos degraus dos seus conhecimentos.
    De verdade, sou apaixonada pelos seus trabalhos.
    Não sei se você ler aos recados que deixam aqui, mas se ler, queria aproveitar pra dizer quevocê pode não ser exemplo de perfeição; mas exemplo de pessoas que conseguem penetrar no mundo interior de outro alguém, isso é!
    Um grande beijo.

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    1. ALESSANDRA

      SEU NOME EM GREGO SIGNIFICA: A CORAGEM DA MUDANÇA...

      SIM O HG LÊ TUDO POR AQUI...

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    2. Oi Leonardo. (:
      Ei, que legal, eu não sabia desse significado. Muito bom saber, viu?
      Ah, e como você sabe que o Gessinger ler tudo por aqui?

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  56. Humberto, sinceramente não curti o início da postagem desta semana.
    Quanto à modernidade e o passado foi interessante.
    Os fones de ouvido! São ilários, acredito que não há um ser que não se irrite com uma criatura ao lado compartilhando o seu som. Custa colocar em um volume + baixo??? + engraçado ou estranho é nos depararmos com um cantor 'solitário' ou melhor na companhia de seu 'fone' nas ruas.
    Beijos e vida longa....

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  57. Aqui no meu mundo quem não tem razão de nada é quem sai c ela...vai entender...um super abraço, meu rei...

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  58. ...e é engraçado, como não se tem vergonha em curtir o som de forma educada/egoísta com os fones, eu pelo menos não tenho, ás vezes fujo da educação/bom senso e começo a cantar, e é legal, raramente eu me ouço rsrs ... mas é exorcizador, el alma se llena! te amo HG!
    tani kronbauer
    joinville SC

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  59. Eu os chamo de EGG, é legal, mas nunca os toquei com fones. Boa pedida, boa viajem rapaz. \@/

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  60. sapara. o fone é sempre 50%, se tira um fica 25...

    abração..

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  61. Eu acabei de apagar, por engano, meu post...

    Já volto com ele pronto!

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  62. Fones de ouvido são justamente o que faltam na minha vida, ultimamente.

    Meu grande amigo mp3 (4 anos de vivência conjunta trocando experiências sonoras durante todos os dias de trabalho e estudo) me apresentou recentemente um problema irreversível: o orifício ao qual eu conectava os fones de ouvido (e que com esse procedimento eu podia viajar entre outros mundos reais), se partira, tornando impossível a conexão entre os itens e transformando meu aparelho em nada além de um simples pendrive de 1 Gb. Virou um "mp3ndriv3”.

    Mas o mundo real apresentou outras virtudes.
    Meu celular (velho de guerra, 5 anos de parceria), contraiu um problema eletrônico em sua tela (tem um nome que não sei se é esse. O outro status quo não me vêm à cabeça neste instante...). Utilizo celulares simples, para fazer nada mais do que ligações para as pessoas da minha bolha. Apetrechos tecnológicos jamesbondianos nunca foram muito a minha praia, exceto nos vídeo-games. E este celular não tinha sequer memória suficiente para inserir músicas. Sequer para armazenar dados. Lixeira era algo que devia ser limpo semanalmente.
    Agora terei que adquirir um novo aparelho celular. É a minha chance de unir o agradável ao necessário. Vou trocar dinheiros por um aparelho simples, com memória mínima de 1 Gb para inserir músicas, e fazer frente ao saudoso “mp3ndriv3”.

    A realidade tornando possível outras realidades. Um blefe da auto-discussão “eu e meus mecanismos de viagens atemporais” .

    Acho que perdi a razão de vez com esse comentário...

    Grande abraço e obrigado pelo livro. O autógrafo é real!

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    1. PS: Leia-se "capacidade" onde estiver escrito "memória".

      Eu não o que essa palavra está fazendo fora do lugar... Tsc tsc tsc!

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    2. PS2 (Não, não é o video-game): Na última frase do PS, eu quis dizer "Eu não SEI o que...".

      E isso eu sei.

      Como punição, escrevi meu nome no diminutivo logo acima.

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    3. Escrevi meu em MINÚSCULO! ******

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    4. Chega de correçoes!

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  63. cara! legal esse texto a gente viaja nas entrelinhas de uma crítica nova,atualizada, um paradoxo na highway da superinformação. Hoje parei pra pensar um pouco sobre sentidos e coincidecias .

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  64. cara!! sem palavras... como imagens psicodélicas de Salvador Dali imaginei um céu por de traz desse post, uma luz que não produz sombra !!!!! VALEU GESSINGER

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  65. Viver num regime dogmático é o mesmo que viver uma falsa realidade. É viver dois mundos num único espaço-tempo o dogma e a realidade fora do dogma. É estar convivendo com as aparências de uma realidade inútil em detrimento da essência do que é significativo.

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  66. A razão, essa palavra muito conhecida, muito utilizada, porém com uma DÚVIDA permante. O que é a razão? Para que ser a razão? Somos seres realmente racionais? Enfim, filosoficamente falando a razão é sem sombra de dúvidas uma busca do homem para confirmar suas crenças, ou seja, fundamentar suas escohas, e aquilo que acreditam ser verdade.

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  67. Sem decepcionar..........curti o texto!!

    AO meu ver razão não existe, não tem concepção!!!É criada e aceita por "n" maneiras, lançada no chamado "universo infinito", possuindo ela crédito ou não!!!!!

    Abraço!

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  68. Ouvindo Pampas no walkman??!!

    Ehh, essa coisa de ficar empolgado com um solo de guitarra, ou uma boa batida de bateria no cabo do martelo do ouvido acontece com os amantes do rock....Estudos dizem que faz mal, produz surdez, lesa o ouvido, diminuindo a audição com o passar do tempo...mas esquecem o bem que uma boa música, sozinha, sem nenhum barulho de buzina, ou de motor faz para a mente...questão de custo-benefício neh...para quem se importa com o benefício sem ligar para os risco, um fone de ouvido faz muito bem...Impossível ouvir rock in Roll baixinho, com calma, rock = extase = alta voltagem = eletricidade.Mas nem sei se tu estava ouvindo rock, tinha percussão??!!Ok, não importa!!Falando em Rock, gostaria de expor meu sentimento olímpico aqui, como encantado estou com os jogos olímpicos, deve ter sido o rock da abertura, pois trilha sonora eles tem, fica mais fácil quando se tem trilha sonora, mas tranquilo de tocar...o coração!!!Mas falando em coração, estou chorando nas vitórias e nem ligando pras derrotas dos nossos atletas, vai entender...o Brasil toma uma cesta de tres pontos há 4s do fim, e perde o jogo por um ponto...nem liguei, achei lindo a bola do russo viajando até a cesta, deu vontade de aplaudir, mas desisti,muita viagem!!!No primeiro dia uma judoca que treina lá no piauí, abriu mão de ir a um grande centro p se preparar, preferiu o seu habitat, foi criticada, questionaram seu profissionalismo, e etc etc etc, por fim ganhou a única medalha de ouro do Brasil(até agora) e há dias só ouço falar dela!!!Mas falando em judô, como pode uma luta, ter tanta beleza!!Mostra que sangue é superfulo, concentração é a arma, tecnica é a estrategia, violencia não existe, passa longe...Respeito é o que os cerca!!!Mas falando a respeito de... ahhhh chega neh...

    abraço bem olímpico aos de fé!!!

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  69. bando de poetero!!! eu falei poEtero!!!!

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  70. humberto...

    gostaria de pedir em nome de todos nós aqui...

    para que, se possivel e se vc concordar... disponibilizar um endereço de e-mail para que possamos te mandar o que quisermos...

    mesmo que não tenhamos resposta...

    acho interessante...


    um abraço

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  71. Olá Humberto, vc ta fazendo falta aqui na nossa cidade de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO!

    Vem pra ca!

    Abç

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  72. Humberto, sou muito seu fã e dos seus textos, fui em uma palestra sua sobre o lançamento de seu novo livro, aqui em maringá. Pois bem, eu amo escrever também, se puder dar uma olhada, abraços!
    http://caffecomsal.blogspot.com.br/

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  73. Contando os dias pra nova Twitcam , e principalmente pro show do pouca vogal em Caruaru-Pe . E hoje tem novo post aqui , e como diz o HG : " sempre que a segunda vira terça " .

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  74. pô, Agágê, postei os mesmos versos no meu ex-último texto... acho que você anda lendo meu Blog 8-) quem dera! hahaha
    http://sempressacomprecisao.blogspot.com.br/2012/07/bah-voltei.html
    um abraço do cara que te apresentou Pekka Pohjola

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  75. " [...]O choque entre dois mundos. Cada um deles perfeitamente normal (normal eu me empolgar com a música e detonar o chocalho no refrão – normal ela se assustar com uma cascavel rompendo o silêncio). Juntos, estes dois mundos não funcionavam. Um fazia o outro parecer ridículo." Pq a razão é tão relativa quanto a realidade, aliás, nunca no singular e sim, realidades, de cada um... Que devem ser respeitadas... Respeitada a normalidade que é a diferença existente entre os mundos de cada um. Demais o texto!!!

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  76. O MURO DE METAL
    Autoria: Leonardo Vilhena (Banda WILLY PETE)

    Trate com zelo o meu desespero, e não tenha razão em nada.
    Faça dos prantos que joguei no espelho poesias desafinadas.
    Nossos troféus quase invisíveis estão cheios da poeira da largada.
    E junto aos passos que nos fazem fortes, encontramos a fraqueza das pegadas.

    Não nos interessam as luzes do outdoor. Não nos interessa o que nele está escrito.
    Não nos intessa a divisão do estado e sim um estado de dividir.
    Não nos interessa se é da sua conta. Nos interessa contar com você.
    E agora só nos resta saber o que existe entre a ponta da caneta e o ponto final.

    E eles pagaram o preço da mentira como cegos no escuro.
    Sem dar nenhuma importância, são apenas crianças mortas sem futuro.
    E nada disso tem sentido, ninguém tem sentido, nenhuma compaixão.
    Afogados no sangue dos seus próprios filhos, dentro de um caixão.

    Não nos interessa o preço da mentira. Nós só precisamos dizer a verdadee.
    Essa falsidade estampada na sua cara é o que metralha o seu existir.
    Mas de qualquer jeito, mesmo distorcida, amar a vida e saber entender
    que tudo é uma viagem pra dentro do universo que existe em cada verso de uma canção.

    Paz na terra, vida em marte, teoria ou verdade?
    Crença ou realidade?
    Em cada sonho há uma vontade.
    Continuamos otimistas, mas o mundo é um peixe que ainda não mordeu a isca.

    Não nos interessam as luzes do outdoor. Não nos interessa o que nele está escrito.
    Não nos intessa a divisão do estado e sim um estado de dividir.
    Não nos interessa se é da sua conta. Nos interessa contar com você.
    E agora só nos resta saber o que existe entre a ponta da caneta e o ponto final.

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