C(*)NT(*) SEM N(*)TA DE R(*)DAPÉ - 43


O cara quase desistiu no engarrafamento da chegada. Ele já não tem muita paciência para aguentar o estado selvagem que o ser humano assume quando está em multidão. E era uma multidão que se encaminhava ao estádio.

O cara já não é guri. Assistiria ao show ao lado da mulher e da filha. Dois bons motivos para não desistir. Pensava nisso já acomodado no seu lugar. Admirou as lonas pretas que cobriam todas as incontáveis propagandas do estádio. Até quando algo assim seria possível? O cara intuiu que seria a última vez que veria, ou melhor, “não veria” propagandas num show.

Quando começaram as olas na arquibancada, o cara ativou o modo “invisível”. A ola passava por ele sem se perturbar com sua imobilidade. Dizem que o mar é o local mais seguro para se estar durante um tsunami. O cara estava assim; concentrado, submerso, invisível.

Começou o show e, com ele, os soluços de choro. E, com eles, o medo de dar bandeira. Uma piada da filha o fez voltar à normalidade antes que alguém notasse as lágrimas. {Logo no primeiro efeito especial, ela detonou, irônica: “Bah, estamos na Disney!”.  Reagindo à projeção de algumas imagens anti-capitalistas, ela não poupou: “Bah, capaz que ele anda de carro popular!”}.

O humor ácido e esperto fazia com que o cara relativizasse a intensidade das emoções sugeridas por  canções que ele ouvia desde sempre. Desde muito antes de ser o que agora é. Junto com as canções vinham imagens incríveis que, graças a Deus, tiraram da sua boca o gosto amargo que, anos atrás, o filme deixara. O LP duplo sugeria muito mais do que o filme mostrou. O show fazia justiça.

Vamos dar um FastForward de duas horas, ok? O que o cara sentiu durante o show, só ele sabe. Se é que sabe...

Na tumultuada saída do estádio, ao ser perguntado sobre o que havia achado, o cara copiou a persona da filha e metralhou algumas gracinhas: “foi o power point mais caro que eu já vi”, “banda cover de luxo”, “Cirque du Soleil amador”... Obviamente não era o que ele pensava, mas o cara não queria falar sério nem ser sincero. Não agora. Para ele, o show ainda não havia terminado. Ainda estava concentrado, submerso. As gracinhas eram uma forma de manter o modo invisível ligado. Ele reconhece seus defeitos e o efeito dominó: quando a coisa fica séria, apela para o humor. Dera à sua banda um nome jocoso, apesar da seriedade com que a encara; é a coisa mais importante do "mundo lá fora". As duas coisas mais importantes do "mundo aqui dentro" estavam ao seu lado no show. Uma de cada lado. Mundo lá fora, mundo aqui dentro. O cara é um especialista em muros e grades. Mas é um grande amante das pontes e das travessias.

Ao fim de duas horas, sua cabeça estava cheia de “caracas”. Como se ela fosse um viveiro e os caracas  fossem pássaros excitados batendo asas num espaço bem menor do que o céu. Não queria que fugissem, mas queria vê-los voar. O que teria perdido se houvesse desistido no início, no engarrafamento da chegada? Lembrou do título de uma canção: I Forgot More Than You’ll Ever Know . Teria perdido mais do que muita gente jamais terá.

O cara ouviu um bater de asas, eram caracas voando:

Caraca! Os dois momentos mais intensos do show foram instrumentais: uma musica paranoica e um solo épico!

Caraca! O show não teve concessões: seguiu o programa e não deu bis!

Caraca! Nunca mais tanta gente se reunirá para ouvir canções de temas tão intensos nesta cidade tão longe demais!

Caraca! Ele desafina bem pra caralho!

Caraca! Ele é o melhor pior baixista do mundo de todos os tempos!

Caraca! O que será que aqueles olhos fundos enxergaram de lá pra cá, na contramão, do palco pra plateia? O que aqueles olhos viram dos anos 60 até este inicio de século? Estes olhos que estão no olho do furacão da música popular planetária há tanto tempo, o que viram? 


Incontáveis caracas seguem dando asas à admiração de tantos anos. O cara viu o cara. Duas vezes. Dez anos entre elas. Em dois estádios onde o cara também viu vários grenais. Estádios de dois clubes campeões mundiais numa cidade longe demais das capitais. Espelhos, espelhos, espelhos... o que o ser humano via antes deles?


03abr2012
Caraca, cara! Viajei e quase esqueci: abraços!

132 comentários:

  1. "foi o power point mais caro que eu já vi"... haha

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    1. Escrito digital pra corações analogicos

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    2. Escrito digital pra corações analogicos

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  2. "...Dizem que o mar é o local mais seguro para se estar durante um tsunami..."


    Posso dormir, segunda virou terça.

    Beijos HG!

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  3. Humberto Gessinger. Um gênio em tudo que faz.

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  4. espelhos espelhos espelhos, o que o ser humano via antes deles?

    mt massa ler sobre the wall, mas se o post começasse e terminasse nessa ultima frase, estaria perfeito!

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  5. "O cara é um especialista em muros e grades. Mas é um grande amante das pontes e das travessias."
    caraca ! muito bom, ainda bem q a segunda ja virou terça

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  6. Sem palavras pra expressar o sentimento que tua descrição do show me fez aflorar! Sem palavras...

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  7. Caraca...que Texto super!!!! Tri-LEgal!!! PArabéns 1berto!!!!

    Caraca....

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  8. Caraca, veio! Ainda to sem palavras pra poder explicar o que aconteceu naquele domingo, mas vc falou tudo! Parabens! Belo texto como sempre! Bjao!

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  9. Que lindo Humberto, tava aqui lendo e viajando, deve ter sido um momento mágico... caraca

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  10. Belo show aqui no RJ. As crianças em Another Brick, me fizeram chorar. A imagem de uma menina, reencontrando o pai, vindo da guerra tb. Isso valeu mais do que qualquer telão de última geração. Saudações Rubro-Negras.

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  11. "Mundo lá fora, mundo aqui dentro."

    Difícil é discernir qual é qual, eu como não sou especialista nem em muros, nem em grades, me perco na linha que deveria (ou não) dividir os dois muros.

    E sobre o show... que inveja!!!
    rsrsrrsrsr

    Abraçoooosss que voam como os 'caracas'...
    espero que cheguem até você!

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  12. Caraca, texto incrível Humberto, eu tava lá também, senti tudo isso, show inigualável, meu ídolo eterno, meu nome é Roger por causa dele...

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  13. UAI BÃO DEMAIS SÔ!!! SEMPRE QUE VOU AOS TEUS SHOW HUMBERTO É ASSIM QUE ME SINTO...

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  14. Sem palavras pra expressar o sentimento que tua descrição do show me fez aflorar! Sem palavras...

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  15. Caraca! Espelho retrovisor: Futuro.
    Me transportei diretamente para o Imperator.
    O Ano? 1991. Lp onde ouvia Muros e Grades e Ando Só. Era o Ano do início do fim da Trilogia Gaudéria da Engenharia Hawaiana.
    Sempre me pergunto o que você vê e ouve lá do palco.
    Aposto que não consegue captar quantas caracas voam dos que te acompanham. Aposto que não imaginas quantas caracas ficam foando na cabeça e no coração... depois dos shows... twitcams... chats... programas de rádio.
    =)
    Vamo que vamo!

    Abraços

    J.Lewis

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  16. Por incrível que pareça, eu também reparei nas propagandas cobertas. O show foi indescritível, sem dúvida. E tantos "caracas" passaram pela minha cabeça também.

    Valeu a pena as mais de 12h em pé entre fila e show pra ver o que vimos! =)

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  17. Aiiii que bom, isso que você sentiu ao ver o show descrevemuito bem o que eu sinto ao te ver no palco (que infelizmente até hoje nunca consegui chegar perto de vc e muito menos tirar uma foto)!!!
    Ter alguém diante de nossos olhos e, que representa algo muito importante na nossa vida é uma sensação inexplicável!!!
    Fiquei feliz por sentir que vc se sentiu assim!!
    amooo muitooo!!
    Abração!!

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  18. Sensacional. Do mesmo modo me senti assistindo tua perfomance nos teus shows. É um ciclo, a cobra mordendo o próprio rabo. Não há muros nem tijolos, afinal. =)

    Aliás, curso Jornalismo e és minha inspiração na hora de escrever. Meu carater foi moldado por teus pensamentos, músicas e algo mais. Não é nenhuma responsabilidade nem cobrança, fique tranquilo. É só um agradecimento (presumindo que irás ler estaa breve mensagem). Seja Waters, Camus, Sartre ou Belchior: tu me influenciou em tudo, cara. E saibas que o que tu sentiu com o Waters, sinto contigo. Obrigado. ;)

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  19. Caraca? Tú é esperto... O muro na tua frente e, tu solta vários caracas, melhor expressar assim... Deixando a margem pra raciocínios mais profundos em canções...

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  20. Você conseguiu descrever o que eu senti inúmeras vezes que vi voce tão de perto...

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  21. Que texto S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!! Uuulllttrrraaa que pariuuuu!!!

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  22. Essa é a descrição real do que se sente no show de um grande ídolo. Foi exatamente assim na primeira vez que vi um show seu. As músicas ouvidas durante toda a vida soam como na primeira vez.
    Um grande abraço, Humberto!!

    Juliana

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  23. Quando a gente vive uma coisa dessas não tem palavras que expliquem né...
    Ano passado, com dezenove anos de idade eu disse que tinha nascido na época errada, porque nunca assistiria um show de um daqueles gênios dos anos 60 que marcou minha vida, e tenho que dizer, nunca foi tão bom estar errada.

    Eu vivi o The Wall. CARACA!

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  24. Caraca! Como há formas de se sentir e expressar shows!

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  25. Fui para o show reticente. Será que eu sou o mesmo cara que ouvia The Wall há 20 anos? A entrada no Estádio, a falta de publicidade, o muro, tudo começou a fazer sentido. E chegou Mother e eu tava chorando. Meu lado racional perguntava: será que e pra tanto? Não sabia, apenas me deixei levar.
    Sobre os comentários da filha desse cara: será que eu era um sonhador utópico?

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  26. Caraca! Três palavras definem esse teu texto: "Simples De Coração"

    Abraço!

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  27. É...

    esse foi um dos textos do Humberto que mais quis ler!

    Não sei o que comentar!! Vou ler mais umas 123 vezes talvez eu comente de novo (ou não)!

    Humberto, confirma Cachoeiro-ES??

    "Just nod if you can hear me"

    rsrs

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    1. Mais de dois anos depois volto aqui. Fui nesse show em Cachoeiro-ES. E li sim, mais algumas vezes.

      Dois anos depois, entre dilemas diferentes, agora não sei qual será o nome do meu filho (a)...

      A vida é um espetáculo mesmo!

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  28. Eu senti um extase semelhante na primeira vez q vi Engenheiros do Hawaii em Ilhéus, muuuito longe das Capitais... muito litoral... isso faz uns 10 anos... lá estava um cara com roupa branca, faixa no cabelo... mais velho do que eu imaginava, mais sereno do que eu imaginava... e eu ria pra mim mesmo, quase sem acreditar... lembro que só fui perceber o show, de fato, quando já estava em casa, horas depois... rs... e a lembrança é viva até então... Abração, Humberto Waters... rs

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  29. The Wall foi demais... e demais é o tema continuar tão vivo. Poucos Power Points tem essa classe. Abçs.

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  30. Caraca parece até eu depois do show to Pouca Vogal com muitos caras uahsuahsuh essa é uma da melhores sensações que se pode ter :D

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  31. Show do Pouca vogal em São Paulo 22h.... Sou de Santos e saia do Trabalho 20h45min. O show me sairia mais caro pelas multas que tomaria tentando chegar que pelos ingressos.... Passei perto de desistir.... Mas o sabor de levar minha irma de 12 anos para ver ao vivo o que ela aprendeu a gostar sem influencia (rsrsr) fez valer o risco....

    O que se passou no show... foi o que ele disse aí... O que se passou pós show.... o cara disse aí... Acho que nesse dia construi uma puta ponte!!!

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  32. Obrigado pelo texto.... Já que as melhores coisas sao de graça, receba pelo menos um agradecimento sincero....

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  33. "Caraca! Ele desafina bem pra caralho!"

    Éh, até nos seus textos, Humberto 'desafina bem pra caralho'.

    Ah, uma consulta: Tem certeza que o cara do engarrafamento num é você Humberto ?

    Abraço !

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  34. perfeito gostei da viagem durante a leitura ate chegar ao entedimento viagem tbm.abraçao mestre HG saudades de vc aqui na PB.fica com DEUS

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  35. Humberto lendo esse texto me veio a cabeça a primeira vez que assistir ao show dos Engenheiros do Hawaii no Festival de Verão de Salvador 2003 praticamente dois anos depois de virar fã De fé! Eu ali um guri do interior da Bahia! Fui no ano da minha maioridade! Meu primeiro "Grande Festival" (quando ainda era festival), meus primeiros shows e logo ali quando foi anunciado o show no telão eu sinceramente não acreditei que ia ver o show ao vivo da banda que tinha virado fã a tão pouco tempo! Durante o show emoção total com lágrimas no rosto sem dúvidas foi uma das maiores emoções da minha vida! Caracas eu vi o Show dos Engenheiros do Hawaii!

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  36. Taí: suas músicas falam da gente por dentro e o nome jocoso nos protege do mal dos outros. Bom saber que neste dia vc foi um pou o de nós: platéia. Que teu ídolo te emocione tanto quanto o nosso.

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  37. então, a gente meio que se sente assim quando te vê.
    e adorei o humor da clara *-*

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  38. Você chorava no Rio Grande, eu não conseguia parar de sorrir no Rio de Janeiro, ao lado do Emerson Rickenbacker.... Foi a viagem dentro da viagem. The Wall era o show que eu sonhava ver desde a celebração da queda do muro, em Berlim.... No início do show, pirei com o lance pirotécnico; emocionei com a burilada da rocinha fazendo coral em Another B. the Wall; em Mother, a emoção se renovou, era uma síntese da experiência de muitas famílias, jovens etc; Comfortably Numb e seu solo épico me fizeram flutuar.... Run Like Hell me remeteu à mesma reação que tive no início do show, extasiado!

    Em 1991, 1992 e 1993.... Senti coisas assim vendo suas turnês com os Engenheiros, cantando meus álbuns prediletos nos shows - porque neles você descrevia ouve eu sentia em relação aos vários temas da vida. O ambiente era Sergipe, mas vocês transformavam uma casa de shows num estádio de emoção e som.... the Wall foi o shOw progressivo que pude ver depois dOs seus e reavivou memórias e emoções fortes, após tantos anos!

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  39. + uma vez nos surpreendendo. Parabéns 1berto! Exelente texto=)

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  40. eu pensei a msm coisa a respeito das propagandas.. e nós temos ele e vc pra nos fazer sentir com inteligencia e pensar com emoção.
    abrass

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  41. O cara sentiu o q a menina sente desde de 91!

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  42. Vanilce Nascimento - BH3 de abril de 2012 08:38

    Olá Humberto.Esse texto poderia - com algumas ressalvas, claro - ter sido escrito por mim, porque é assim que muitas vezes me senti a caminho de um show dos Engenheiros.Uma angústia gostosa né? Viu como pimenta nos olhos dos outros não é refresco? rsrsrs. E a gente chega em casa achando que ta tudo fora do lugar, com pouco brilho, sem som. Parece que a realidade deveria ser o palco, o ídolo e a gente. Aliás só a gente e nossos amigos. Coisa chata é a multidão, não pro artista, claro. Fico muito feliz com a sua felicidade. Você merece tudo de bom. Beijos.

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  43. tudo que alguem vivencia em um show
    *ansiedade
    *emoção
    *que foi pouco tempo mais valeu(8)
    *pensar em que o cantor sente

    caraca!nao tem palavras

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  44. Fico pensando em que escrever pra comentar, precisa comentar? Não tenho palavras.
    Não fui a esse show de PoA, peguei a ponte aerea pra Santiago.
    Estava infinitamente eufórico, primeira vez queimando no sol em frente ao estádio, primeira vez em um estádio, primeira vez participando de uma ola, primeira vez na platéia do Roger Waters.
    Antes de ir ao show evitei ao máximo ver vídeos da turnê, conhecia as músicas, sabia de alguns efeitos, mas eu queria sentir tudo como se fosse inédito.
    Ao final da primeira música a viagem, o ingresso, o pele branca vermelha de sol, tudo já havia valido a pena.

    []'s

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  45. Cara... Tive que chorar... Desde criança esperando aquele espetáculo... Até te procurei lá, mas um mar de rostos onde meu binóculos não conseguia enxergar... Naquela hora, fã e mestre assistiam ao mesmo cenário (será que foi um sonho). Caralho!!! Foi bom demais. Abç amigo de sempre, de todas as terças demanhã, mateando sozinho no meu note, na hora do intervalo. Amigo de sempre, desde a infância onde as camisetas do Engº dividem lugar com um Pink (será que ainda existe?)... Obrigado pelo espaço.

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  46. É bicho, as vezes a fila e o cansativo tumulto simplesmente valem a pena... que bom!!

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  47. Vou te parafrasear e dizer que "chorei baldes" nesse show. Já se passaram dois dias que assisti e ainda estou repassando tudo na cabeça...
    Só de entrar no estádio e dar de cara com aquele muro minhas pernas já bambearam, o resto eu não sei, apenas existi

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  48. Isso é mais ou menos o que sentimos quando vamos a um show. Hoje até cardiologista na retaguarda eu tenho... Afinal, passo por isso desde 89, menos vezes do que gostaria, inclusive.

    Grande abraço e aguardamos a volta por Maringá.

    Fabricio Lazilha

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  49. Poucas coisas a dizer, a não ser:
    1° Sinto demais! por não poder ter ido ao show (POA,RJ,SP)
    (Não gosto de nem ouvir meus amigos comentando só pra não sentir a sensação estranha de querer estar lá e não poder)

    2° Sempre fiquei imaginando...como seria para o Cara (HG) a emoção desse show , (Magnifico do teu ponto de vista do engarrafamento ao fim do show)

    3° Já senti e pensei mais ou menos essa emoção toda aí nos teus shows...hahah é verdade.

    4° Uma vez os Engenheiros abriu o show pro Emerson Lake and Palmer no Mineirinho em BH daí depois do show pude perceber que o HG ficou na técnica assistino o show ELP (Estava com um moleton de capus vermelho - Não esqueço disso e olha que já faz muitooo tempo) Mas fiquei a pensar...O que será que ele está pensando, além do som do estadio que era horrível.

    e 5° e Último: Excelente texto. Parabéns por compartilhar com a gente tudo isso. Valeu!

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  50. como não amar Roger Waters?

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  51. Caraca, pensei em você quando vi ele na TV.

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  52. Que inveja!

    Roger Waters é o egocentrista mais foda da humanidade...

    Ótimo texto, Mercúrio, digo Hg... Valeu! \o/


    http://facebook.com/TwitcamsHumbertoGessinger

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  53. caraca, vc disse nada mais nada menos do que eu sentia quando ia nos shows dos enghaw... confesso q sinto um pouco menos quando vou no pouca vogal... mas esse lance de ficar imaginando o que os olhos do cara que esta no palco ja viram quando tocava com os engenheiros pra dezenas de milhares de gente e o que ele estava vendo quando tocava pra pouco mais de mil pessoas em uma pequena boate do interior de minas... qual será a diferença?? só quem vive sabe...

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  54. Feliz por você HG ! = )
    Tani Kronbauer
    Joinville SC

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  55. Teu texto de hoje reflete tudo o que pensei sobre o show. Não tem como descrever o que vimos naquele estádio. Passei o show todo imaginando como o senhor Humberto Gessinger estaria se sentindo vendo seu ídolo dando um show daqueles. Guardadas as devidas proporções, imaginei que se sentiria da mesma forma que me sinto ao ver seus shows. Creio que fã é fã da mesma forma e em qualquer lugar.
    O melhor de tudo foi que, na saída, te vi... passaste do meu lado, tu, Clara e Adri... não quis te tirar do tua concentração, pois estava de cabeça baixa, pensando talvez no que tinha visto ali. Mas foi legal te ver ali, junto com toda a multidão que saía extasiada, muitos sem entender o que tinha se passado.
    Espero que teus fãs possam sentir tudo isso em breve... Porto Alegre sente falta dos teus shows!

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  56. Caraca, foi mais ou menos assim que me senti quando vi pela primeira vez o show desse cara do conto (HG). Valeu!

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  57. EU GOSTARIA DE TER ESTADO LÁ PRA RIR COM CLARA DO CHORO DO FÃ.
    COMO É LEGAL FÃ LER SOBRE CRIANCICES,EMOÇÕES,CONCENTRAÇÕES
    SOBRE ÍDOLO/FÃ.
    CURIOSA PRA SABER SE VAIS VER DYLAN.

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  58. CARA ... MUITO BOM ...

    "Nunca mais tanta gente se reunirá para ouvir canções de temas tão intensos nesta cidade tão longe demais!"

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  59. Hahaha, que legal... me identifico muito contigo.

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  60. É... esse mundão é uma gigantesca "casa dos espelhos" de algum parque de diversões antigo... E vai saber em qual imagem somos nós mesmos... (ouviu o bater das asas? rs)

    Muito bom sua postagem.

    Abraço.

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  61. Humberto, vocw é o cara, eu ainda vou ter o prazer de ir um Show seu e te conhecer ♥'

    Deus é mais (y'

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  62. Caraca!!... é muito bom ver o lado Fã de HG... o mais interessante foi ele descrever algo que, não apenas eu (eu com certeza), sente quando vamos ver um show do PV ou EngHaw... é esta sensação de sentir-se invisível pois é dessa maneira que conseguimos captar cada emoção transmitida por nosso ídolo. E com certeza o show nunca acaba quando a banda sai do palco... são sempre infinitas horas relembrando cada letra cada melodia que se transforma a cada show.

    Obrigado HG por compartilhar de mesmos sentimentos...
    Abraços!

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  63. Show...você é o caraca, digo o cara, parabéns. Não tenho como comentar o show, pois não fui, mas pelo o que você escreveu, eu já consegui imaginar todo um roteiro cinematográfico, com personagens e ações reais. E ao invés de um juiz apitando no centro de campo, uma voz radiante cantando na grande área para muitas pessoas, transformando um gol, num som agudo de primeiro mundo.

    É isso aí, cada semana seus textos estão melhores.
    Abraço HG!

    @guiortolan

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  64. Humberto, descreveu com precisão o que foi ir nesse show!
    Pena que veio em Bh no dia do show no Rio, queria ter ido no bh shopping ganhar um autografo!

    Abraços

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  65. Que bom descobrir que voce sabe exatamente como me sinto em seus shows...Te adoro, cara! aparece aqui pelo Rio de Janeiro! Vai fazer 1 ano, pô!

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  66. Caraca! E quando tu está presente no espetaculo que reuniram teus dois maiores ídolos estão no mesmo lugar. Um como atração e outro como platéia? Fiquei na primeira fila da pista comum, 10 hrs esperando o inicio do show, e o que me acompanhou foi as tuas músicas no ipod! =)

    @SIMONE_HG - Simone Pohl

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  67. é HG, a gente tb se pergunta pra onde vc ta olhando/ o que ta vendo, durante o show

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  68. Alguns trechos pareciam narrar o dia em que três lindoianos atravessaram o estado pra ver PcVgl em Varginha ano passado. haha.

    Caracas infinitos!

    Robson, 22.

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  69. Demais....
    HG tu sabe como usar as palavras visse? tá loco!
    A emoção de um show só fã conhece...

    Cevinscki Neto

    @nigganeto

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  70. Kanibal Vegetariano3 de abril de 2012 19:09

    Sentiu na pele o que um De Fé sente !
    Agora entende a falta que os Engenheiros do Hawaii nos fazem ...

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  71. Gessinger, Qual a tatuagem que vc tem na perna ?
    por favor responde...
    meu e-mail é leu_souza.ryp@hotmail.com

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  72. esse lance de "caraca!", é o estado mental de caraca. São momentos assim que fazem valer a pena.
    a última vez que fiquei assim no show do Soulfly no circo voador, tocou vários clássicos do Sepultura...
    Teve a vez que o Enghaw tocou canecão, um Humberto meio sem voz(chegou a falar da troca violenta de temperatura, PoA e RJ)...e emendou chuva de containers com qual mesmo ???

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  73. Sentiu na pele o que um De Fé sente !
    Agora entende a falta que os Engenheiros do Hawaii nos fazem ...[2] concordo plenamente

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  74. Texto tão completo que nem teve Bah! no final.

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  75. antes de um grande show sempre faz silêncio. ou seja, o silêncio que precede o estouro. Né chico:

    “Esse silêncio todo me atordoa
    Atordoado, permaneço atento
    da pista comum pra a qualquer momento
    ver emergir O Monstro da Lagoa, Pai!"

    vi isso em outro relato de show http://setedenovembrode2010.blogspot.com.br/

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  76. Não posso dizer que senti o mesmo (sentimentos não são iguais nunca, ainda mais em pessoas diferentes...)mas no dia 30, na ultima sexta-feira, faltei ficar louca, em um estado de completa perplexidade. Também vi o melhor dos meus mundos em um só lugar... O show do Pouca Vogal, o HG cantando as músicas da minha vida, dos engenheiros, foi mais que incrível... Você entende essa emoção... Obrigada por causá-la.

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  77. Fábio - Slfenas, MG3 de abril de 2012 22:48

    Humberto, na minha humilde opinião, o melhor texto que já postou no blog. Parabéns!

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  78. E quando minha terça já virou quarta (pelo fuso) e pra muitos ainda é terça...
    Descrição incrível, saída do fundo do coração e do fundo das irônicas brincadeiras de quem não cresceu ouvindo nem vendo esse tsunami. Eu cá também não, mas sei tirar o meu chapéu mesmo que seja pra um bom "power point"...
    Você é que nossa geração cresceu vendo e ouvindo... Em breve, nossos filhos estarão dizendo o mesmo de você, seu cabelo retrô, barbicha com trança, seu terno com allstar, e sua gaita harmônica... Em breve minha filha dirá "que cara engraçado tocado essa viola e essa gaita", e eu estarei alí, fingindo que não ouvi, e apenas ouvindo aquilo que fui ali pra ouvir... E os refrões de bolero estarão super vivos em minha cabeça... E minha filha irá brincar com tudo aquilo...
    Neste dia, talvez voce lembre deste momento. Porque acredite, irá acontecer o mesmo com você... Com banda, sem banda, só voce e uma viola, estaremos lá... Escondidos na multidão...
    Entao, até lá! Quando for você lá no palco, e nós deste lado, anos mais velhos... Até lá...

    Abraço
    Lívio Menino
    escrevendo de Maputo - Moçambique

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  79. Acredito que todo Enghaw ficou curioso para saber da tua percepção sobre o show, afinal, é no minimo intrigante tudo isso. A ponto de dá um nó na cabeça: ao tempo em que existe um muro fã-ídolo erguido entre nós, há também a queda dele, o elo que nos torna fã-fã. Estranho e confuso tudo isso.

    ML

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  80. não tem como não ler Roger Waters o tempo todo por trás dessas linhas.

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  81. Todos ja sabiam que vc era um ótimo coração, agora fica claro quão bom cardiologista vc é!
    abraço

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  82. E como eu queria ter idoo a esse show... CARACA.. como você conseguiu descrever a emoção que sentiu sem nem ao menos nos dizer de que show estava falandoo... CARACA eu fui lendoo e me dandoo uma estranha sensação boaa... Aquelas mesma que eu sentiaa quando era pequenaa e meu pai colocavaa o The Wall pra passar no video... Que isso, Humbertooo... Nãoo sei se esse foi o melhor textoo! Mais esse me emocionou como nenhum outrooo! Achoo que tem todo um conjuntoo... De um mestre descrevendo o outroo! Parabens Caraa... Você éé FODAA!

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  83. E eu que até agora desconheço os sentimentos que se instalaram magneticamente em meu coração após esse show...

    Obrigado por compartilhar tua experiência humana como plateia. Ela me deixa naquela tal Perfeita Simetria, lembra?!

    :)

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  84. Caraca...que texto heim?? Humberto como sempre seus textos são maravilhoso...ainda mais esse..quantos sentimentos...mundo de fora e mundo de dentro....
    OBS: esses mesmos senmtimentos eu senti no show so Pouca Vogal que teve aqui em são Luís no ultimo dia 30...foi DEMAISSSSSSSSSS...POUCA VOGAL E ENGENHEIROS JUNTOS???? MUITO FODAAA....VOLTAM PRA CÁ PELO AMR DE DEUS...OBRIGADA HUMBERTO POR TER PASSADO POR AQUI!!! VALEUUUU...ABRAÇOSS ;)

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  85. li e reli seu post, pensei, li dinovo e repensei, fiquei dois dias pensando como se fosse um TCC, indiscutivel, nao importa a hora que deixaria meu comentario, mas o que mais importa, é que voce se sentiu como nós De-Fé nos sentimos em um show seu , seja ele PV OU EngHaw.Na moral HG nao nos deixe à deriva,nao se ausente....ótima sensaçao de uma semana plena.abraços hawaianos


    @betomontanari

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  86. Eu fui o cara que desistiu no caminho. E perdi que nunca mais terei a oportunidade ver novamente!

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  87. Que texto! Tirou-me o fôlego por alguns segundos.
    É bom saber o que é sentido por debaixo da sua pele.

    Faltou-me algumas centenas de km para acompanhar esse show do Roger Waters.

    Texto incrível, incrível! Mestre 1berto, meu cantor favorito, agora meu escritor também.

    Abraços e até o próximo texto

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  88. Fernanda de Avila4 de abril de 2012 14:48

    Quando ouvi minha amiga comentando o show lembrei na hora do HG. Passei alguns dias imaginando como teria sido a experiência para o "melhor pior guitarrista, baixista, violeiro... (agora sanfoneiro/gaiteiro) do RS".

    A... mandou ver no Chimia Geral. Foi uma sensação parecida com a que senti anos atrás ouvindo um Pijama Show e descobri a Pouca Vogal.
    Me lembro que era pra acontecer só no RS e não tinha grandes pretensões, -simples de coração mesmo. Também me lembro que eu achei genial, não sei por que.

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  89. Ficamos mais de 12 horas de pé esperando pelo show (Érik e eu). Sem dúvida: "the happiest days of our lives". Garanti meu lugar na grade da pista prime. Se o microfone dele caísse pra frente acertaria minha testa. Ainda não consegui palavras pra descrever e sei que tu entende.

    nada como uma imagem para explicar; essa catatônica, num transe tribal sou eu http://twitpic.com/95ljxp

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  90. Me senti assim no primeiro show dos engenheiros que fui - e em todos os outros tb - com a diferença que fiquei horas esperando na fila, pra ficar bem na frente e poder ver de pertinho, te vi entrar no Palace (junto com o Carlos e o Augusto), cheguei perto da janela do carro e não acreditava, era o Humberto que estava na minha frente!!! Pane geral ,paralisei. Mal pude retribuir o aceno que vc me deu.As pernas tremiam, as mãos suavam... Durante o show, emoção indescritível, lembranças que guardo até hj como um tesouro. Já me imaginei várias vezes levando minhas filhas a um show teu comigo, pena que elas ainda não tem idade, mas já curtem seu som!!! Dia desses , estava contando essa história para elas.... Se fosse hj,vinte anos depois, sentiria a mesma emoção de outros tempos, como vc sentiu.
    Legal conhecer esse seu lado tb.
    Valeu Humberto, mal posso esperar a twitcam do Revolta, com a participação do Carlos Maltz, muito obrigada por esse presente!!! Abraços aos Defé!!

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  91. Lindo demais. Emocionou todos nós que estamos longe demais das capitais.

    Um forte abraço do sul catarinense.

    Gabriel Fernandes

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  92. Cara... ops, caraca... ou talvez HG, senti a melhor e a pior sensação da minha vida nesse show (aqui no Morumbi 01/04). A melhor foi a partir do momento que entrei no estadio e durou até o momento em que começou a pior, que foi quando acabou. Simplesmente indescritível. Sinto isso quando vou aos seus shows (o ultimo aqui em SP na arena...). Por favor, faça mais shows aqui no estado.

    Forte abraço mestre HG!

    Ricardo Montenegro

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  93. Uma coisa a Dizer...
    "Caracaaa"...

    Acho que como você explicitou...
    esse meu caraca resumira tudo que eu poderia ter dito!

    Abraçoss a Todos De Fé

    Itamar Junior
    @1tajr

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  94. Caraca! Também liguei o "modo invisível" pra ler o texto, emocionante!!! Lindo! :)

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  95. Humberto, avisa a Clara que não é necessário ser a favor do capitalismo para andar com carro decente. Coisas como o socialismo ou o comunismo não pressupõem que todos precisem guiar latas-velhas, mas apenas a igualdade. Ou seja, se o sistema garantir que todos tenham condições de ter Ferraris, excelente. Portanto, o Waters não precisa dirigir um Fusca para ser contra e criticar o capitalismo.
    Por isso, para mim não há contradição na mensagem dele. Não preciso usar uma camiseta rasgada do Che, bermuda e chinelos sujos para dizer que o capitalismo é uma bosta.
    Do contrário, estaríamos pressupondo que apenas esse sistema nos permite ter conforto e luxo, o que é uma falácia. Porém, não quero dizer que precisamos defender socialismo, comunismo ou qualquer outro ismo tão ruim quanto esses, mas nem por isso devemos esquecer que o atual sistema é extremamente excludente e injusto.
    Afinal, o grande problema nunca é o sistema, mas uma coisa desconjuntada chamada ser humano, capaz de estragar qualquer um deles.

    A propósito, muito legal o conto relatando a experiência.

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  96. Exatamente o que senti, assistindo o show ao lado do sobrinho de 15 anos, apesar de ele ter emergido comigo no modo invisível. Na verdade quem achou uma estranha ironia ter pago R$700,00 para estar ali naquele momento de críticas não só ao capitalismo mas à falência da modernidade, fui eu. Mas a culpa não é do cara, é do tempo.
    Parabéns pelo texto. Talvez nos encontremos por Niterói nas próximas semanas.

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  97. saudades e saudades das veias na guitarra pra fazer o sangue correr...novos horizontes e pouca vogal foi interno estado de conservação....vamos falar pro humberto que já está na hora de explodir as grades...5..4...3..2..1.!!!

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  98. Mayara Verissimo, PB5 de abril de 2012 20:52

    Bonito texto, Humberto. Tirando a parte do power point e das outras ironias. Lembrei-me desse fragmento: o que tira a legitimidade de uma pessoa que quer protestar? A causa? A marca da camiseta? O saldo bancário? Quem decide isso? Mas eu entendi.

    Queria ler sem o fastforward nas duas horas, mas sei que não dá pra explicar. Assisti o show na primeira fila, olhando pro cara, como é difícil descrever aqueles momentos mais felizes das nossas vidas. São músicas que envolvem nossas lembranças, trechos das nossas vidas. Por vezes olhei ao me redor e fiquei imaginando o que “hey you” significava para a pessoa que estava ao meu lado. Também me lembrei de você assistindo ao show, "O que será que ele achou disso tudo", pensava. E o cara na minha frente, quem estava cantando, o RW de hoje ou de ontem? Todos aqueles efeitos, na verdade, também são bricks in the wall? O que tem por trás daquele olhar que extasiada achava que às vezes vinha na minha direção?

    Beijos e saudade.

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  99. Eu sou Roger Waters e quero tu alma, e aí?!

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  100. Feliz Páscoa ao Humberto e a todos.
    Na Fé todos os grilos viram estrelas iluminando e espantalho.

    Jesus
    seu servo pede passagem
    para ditamitar um paiol de boabagens.

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  101. Desde o dia 29/03 (Dia em que "as caracas" competiam na minha cabeça) eu tentei buscar alguma definição do que era aquele senhor de preto e um muro (E algumas grades quebradas, em meus "caracas"). E então descobro esse texto , aqui do lado de fora , criando ainda mais espaço pros pássaros caracas , uma definição do que foi aquilo. Me refiro aquilo como modo abstrato , pois só pode ser definido com metáforas.
    Vejo aqui um imortal (Humberto Gessinger) estar abismado com um outro (Roger Waters).. E eu (Mero e invisível mortal) estive nesse "mundo interno"!
    Caaraaaaaaaaaca! Ou como um bom Mineiro: PUTA QUE PARIU !

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  102. David Panagiotidou - Fortaleza7 de abril de 2012 15:29

    Caraca, che!!!

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  103. David Panagiotidou - Ceará7 de abril de 2012 15:36

    A gente sabe quando um cara é o cara
    baseado em quem o cara acha quem são os caras.
    Abraço!!!

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  104. Parabéns pelo bonito texto Humberto!

    Só quem é fã sabe as emoções que sentimos quando estamos próximos de pessoas que temos uma grande admiração e nos influenciam, seja através de suas músicas, de seus textos, de seus pensamentos, de sua experiência de vida... Quantas vezes senti grandes e ótimas emoções ao estar nos seus seis shows que já fui e nas vezes que lhe pedi um autógrafo e uma foto, depois de esperei horas em frente à um hotel ou em uma livraria...

    Um grande abraço para você HG, e muito obrigado por nos presentear com suas belas canções e textos!

    De um fã de fé de Juiz de Fora!

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  105. Muito legal ler histórias como essa.

    O cara viu o cara, realmente.
    O cara (Roger) eu nunca vi, apenas por vídeos. Já vc Gessinger, vi em 3 shows e uma vez tive a oportunidade de tirar uma foto. Memoráveis shows. Caraca, cara!

    Abraço!

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  106. Cara,eu fui no show no RJ. Via tudo aquilo e não conseguia pensar em nada,aquilo é algo único.
    Quando e perguntam sobre esse show eu nunca sei o que responder.
    Mas,me lembro muito bem que me vinha a palavra "caralho" em mente.
    E falei isso algumas vezes.
    Pra falar a verdade tem me caído a ficha só por esses dias.

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  107. Caraca! E eu estava lá! Em fim não era a única "ilha" cercada de colorados por todos os lados..
    Tb chorei... e incontáveis "Caracas" escapuliam sem q eu pudesse controlar.. E no final.. "WOW" eu estava lá!
    Já vi "O cara" Humberto Gessinger algumas vezes.. mas o OUTRO CARA.. esse que "O próprio cara" admira foi a primeira e incrível vez.. No campo do adversário.. e posso dizer q nunca fui tão feliz "no campo do adversário" já q nunca assisti um GRENAL lá..
    "Incontáveis caracas seguem dando asas à admiração de tantos anos."
    Eh isso! Foi de mais e "O cara" tava lá tb.. logo ali na arquibancada.. Eram "OS CARAS" no mesmo lugar.

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  108. Admiro muito vc Gessinger,mas gosto eh gosto,sou muito mais David Gilmour que o Roger Waters!!!

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  109. Sentir com inteligência, pensar com emoção!!!

    Nos shows do EngHaw/PV tb sempre penso nisso, o que será que ele vêem de lá? Qualé o seu limite, se é que ele existe, se não existe, qual é????

    Tiago Jacoby

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  110. Sei lá, diante de tudo isso lembro do último/único show que fui teu. Sei lá, tudo isso aí me soou tão familiar. Mas são outros tempos, em outros tons. Tu nem precisas vir de tão longe, mas eu precisava ficar tão encantada. Espero não ter que esperar mais 10 anos para sentir com emoção novamente, mas se for, que tu possas continuar na estrada até lá.
    Sei lá, tão voando em disparada. E eu, vendo ao longe as letrinhas se embaralhar. Boa noite!

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  111. Gostei dos "caracas" no lugar dos "bahs"...

    Assinado: uma carioca bairrista que mora no RS hehe

    Bah1: É brincadeira, não sou bairrista.
    Bah2: Sempre deixo as terças se acumularem pra ter muito mais textos para ler.
    Bah3: Entendo perfeitamente o lance das coisas mais importantes do mundo de dentro e de fora.
    Bah4: Depois de 10 anos no RS eu estou falando muito mais bahs do que caracas... Isso às vezes me deixa confusa, mas é a vida...

    Abraço!

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  112. Gostei dos "caracas" no lugar dos "bahs"...

    Assinado: uma carioca bairrista que mora no RS hehe

    Bah1: É brincadeira, não sou bairrista.
    Bah2: Sempre deixo as terças se acumularem pra ter muito mais textos para ler.
    Bah3: Entendo perfeitamente o lance das coisas mais importantes do mundo de dentro e de fora.
    Bah4: Depois de 10 anos no RS eu estou falando muito mais bahs do que caracas... Isso às vezes me deixa confusa, mas é a vida...

    Abraço!

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  113. Texto perfeito ! Tão perfeito como um show do Roger Waters ou um show do Gessinger....

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  114. The Wall era um pouco mais de apenas um álbum pra mim... do que eu mais gostava de "floyd" esse vinha depois de ummagumma, wish you where here, dark side of the moon... mas depois desse show, tornou-se um mito, uma lenda jamais superável... toda vez que escuto young lust vem uma ansiedade misturada com nostalgia, tristeza, felicidade... eu fico paralizado, quase passo mal.
    Uma coisa que eu li nesse teu texto e ainda dei risada porque logo depois do show pensei a mesma coisa foi "I Forgot More Than You’ll Ever Know"... durante esse show mais chorei aos prantos do que qualquer outra coisa hahaha

    Realmente, nos todos estavamos na Disney, uma realização de criança com um sonho adolescente hehehe

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  115. Muito irônico ver esse texto. Li com um sorriso no rosto a todo momento. Espelho, espelho meu! Você agora sabe o que eu sinto... São 14 anos acompanhando tua carreira no estilo fã de fé... Engarrafamento?! Ouvir piadinha da pessoa que está acompanhando? Isso é fichinha... EngHaw / PV / HG já me fizeram passar por cada uma... Daria outro texto...

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  116. É bom, muito bom saber que velhos hábitos nunca morrem! É bom sentir essa segurança. É bom saber que mesmo depois de várias variáveis e mesmo as coisas ficando sob o tapete por tanto tempo ela voltam como um bom nau à deriva!

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  117. Este comentário foi removido pelo autor.

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  118. Faz quase um mês que eu fui no show (POA) e ainda não consigo explicar,depois do show eu e meu pai ficávamos contando detalhes (principalmente do porco com propagandas na multidão,e o solo modificado da comfortably numb),no hotel,explodiam lembranças do show,eu olhava lá pra rua e enxergava pessoas com camisas do show e os restaurantes lotados de pessoas que tbm foram ao show.
    P.S:fiquei na fila da pista e anel,era gigantesca chegava a dar medo

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  119. Humberto, escrevi um texto em meu blog unido trechos das músicas de Engenheiros e Pouca Vogal. Confira depois lá se puder: http://divinacronicahumana.wordpress.com/2011/12/08/vicios-de-linguagem/

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  120. CARACAAAA,EU SABIAAAAAAAAAAAAAA... quando entrei no Morumbi, pensei: "Tenho certeza que o 1Berto compartilhou dessa mesma sensação que estou sentindo agora"...
    Pink Floyd p mim é um mito de infância... meu pai tinha o LP e eu bricava com aquelas imagens bizarras, sem nem ainda saber oq representavam... e a paixão dura até hj... e ver aquele show, foi uma das melhores sensações que já tive, muito parecida da que tive quando vi o poeta Humberto Gessinger pela primeira vez e pedi sua gaita... hehehe... um dia eu creio que consiga essa façanha ;)
    BEIJOS! Karina!

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  121. Alexandre Fetter Nunes11 de maio de 2012 19:50

    Identifiquei-me com duas frases tuas: "Para ele, o show ainda não havia terminado. Ainda estava concentrado, submerso."
    E isso aconteceu comigo por mais de 24 horas depois de terminado o show.

    Belo texto. Se quiser, acesse www.roraimafetter@blogspot.com

    Abraço. Ahhhh, te vi no Agora é Tarde... Foi 10!

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  122. Grande Show.. Bom demais...

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  123. Também acho que ele não roda de popular.

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