seria ruído
se não fosse um sinal
só para iniciados
transe tribal
seriam ruínas
mas a gente não esquece
o avião reabastece
em pleno ar
a serpente troca de pele
a gente não esquece
o avião reabastece
sem parar de voar
As casas do meu bairro estão, uma a uma, dando lugar a edifícios. Efeito colateral do fortalecimento da economia do país. Obras por toda parte. A cada caminhada, algo está diferente. Sons de concreto e tijolo me alcançam no intervalo entre as canções que ouço nos fones.
Numa esquina, há uma estrutura de seis andares abandonada há muito tempo por problemas legais. Lembra a canção do Caetano: "ainda em construção e já ruína". Recentemente, o terreno foi comprado. A prefeitura não autorizou que implodissem o esqueleto de concreto. Três operários penam para derrubar o monstro com britadeiras. Parecem cupins fazendo cócegas num enorme baú.
Uma demolição em meio a tantas construções é a nota dissonante na sinfonia de ferro e caminhões. Trabalho árduo, interrompido em dias de chuva. Choveu muito neste inverno. Notei que demoraram mais para demolir um andar da estrutura abandonada do que para erguer um na obra que sobe no terreno ao lado.
Lembrei dos comentaristas esportivos (desarmar é mais fácil do que criar). Lembrei do dito popular (pra baixo todo santo ajuda). Lembrei das aulas de física (a entropia é o nível de desordem de determinado sistema e tende sempre a aumentar). Lembrei da força devastadora da água morro à baixo e do fogo morro à cima. E lembrei de perguntar: será? Mesmo?
Há, sim, coisas difíceis pra caralho de desfazer. Quando a praga das opiniões levianas abandonar o campo, só terá destruído o que nunca existiu. Quem pode mais, a borracha ou o poema escrito à lápis? O poema sobrevive às traças que devoram o papel...
Castelos medievais, castelos de areia e castelos de cartas, talvez, a longo prazo, tenham o mesmo destino. Mas certamente não são a mesma coisa. Ok, ok, do pó viemos e ao pó voltaremos. Mas não somos só poeira, né? Ok, ok, talvez a poeira de que são feitas as estrelas...
Há uma linha tênue entre o saber científico de que tudo se desintegra e o sentir místico de que tudo conspira a favor. Ruína e construção andam de mãos dadas nesta corda bamba. O que já foi e o que ainda será brigam pela nossa atenção. Às vezes nos fazem esquecer o que, desde sempre e para sempre, é.
Há, sim, coisas que não mudam, para as quais sempre podemos retornar. Um minúsculo porta-aviões num oceano sem fim. Uma chance em mil. Improvável janela de oportunidade.
Adoraria fechar este texto com algum exemplo grandiloquente de coisas que não mudam e para as quais sempre podemos retornar (até escreveria em letras maiúsculas: AMOR, VERDADE, BELEZA...). Mas só me vêm à cabeça sons, cheiros, sabores, um par de olhos, um pôr do sol, um abraço... insignificantes no esquema geral das coisas, mas suficientes.
hg + u = hug
18out2011


Excelente texto, parabéns!
ResponderExcluirE que volte pra Jaraguá do Sul :)
adivinhou os pensamentos da noite, do dia e da vida. perguntei hoje no meu post "quem tem o mapa, qual é direção" e disse em uma carta que achava que era você.
ResponderExcluirtalvez eu tenha razão. talvez vc seja o porta aviões no meio do oceano, assim como muitas outras coisas.
Obrigada por mais uma segunda-terça, lado a lado e completamente distantes.
abraços.
texto ótimo.. edifícios, sinônimos da industrialização
ResponderExcluir"O concreto paira no ar"
ResponderExcluirTexto demais... exatamente o que eu queria ouvir! Cara eu te amo... rsrs
ResponderExcluirBelo texto, sempre é.
ResponderExcluirUm par de olhos, um pôr do sol, um abraço. As vezes faz a diferença...
Abraços...
"Ruína e construção andam de mãos dadas nesta corda bamba. O que já foi e o que ainda será brigam pela nossa atenção. Às vezes nos fazem esquecer o que, desde sempre e para sempre, é."
ResponderExcluirLindo,lindo,não só esse texto que destaquei, mas todo o resto ta muito bom! Parabéns!
Boa noite e eu te amo,amo e amo! <3
rsrs
Depois de tantos abraços postados, apenas esse me fez retornar ao que ganhei(roubei) do Gessinger em janeiro de 2010, após um show em Uberlândia, juntamente com o abraço vieram sons e um par de olhos me felicitar. Essa lembrança suscitada por este post não foi por acaso... ou foi?
ResponderExcluir"fiz bandeira desses trapos devorei concreto e asfalto"
Abraçoss cheios de carinho Gessinger!!
Tudo soa e sonda um vazio imerso... Um vazio intensamente preenchido... De ruínas, de acertos, de estréias, de desconcerto... Tudo parece parecer-se entre si, mas tudo difere... O pó e a poeira são partes do histórico da estrada trilhada, do caminho pisado, do horizonte que se almejava ao longe como incentivo para andar... Estátuas de sal já não geram grandes nomes, nas construções urbanas, nas construções de mundo, nas construções de espaço e temporalidades, os grandes foram constituídos como conceitos do que é ser, do que é ter, do que é pensar. E os pequenos, nem tão pequenos assim, continuam eternamente lá... À margem da história que construíram, sabendo que são a base e de que sem eles a torre desmorona, sem a base desmorona tudo... Não interessa se o castelo é de cartas ou de destinos cruzados, ou de corações partidos... John Fante entitulava o seu Livro Pergunte Ao Pó e será que perguntamos? Perguntamos de onde vem todo esse cimento e estas paredes e estes objetos... Perguntamos de onde vem a ideia dsitorcida de mundo e de cidade que consumimos... Perguntamos ou sentamos a observar o cara que constrói a ponte, mas não conhece o lado de lá... Que constrói o mundo em que não pode entrar depois da inauguração... Será que paramos para refletir os candangos toda vez que olhamos a bela arquitetura de Brasília? Pois é...
ResponderExcluirComo sempre... As palavras e a reflexão fazem as madrugadas de Terça muito mais válidas...
@NoiteDeOutroDia
http://noitesdeoutrosdias1.blogspot.com/
Quem pode mais, a borracha ou o poema escrito à lápis? O poema sobrevive às traças que devoram o papel...
ResponderExcluirSão aquelas coisas pelas quais fechamos os olhos e sorrimos e paz, né não? Aquelas coisas marcadas pela incondicionalidade, sentimentos e afetos que serão sempre presentes enquanto muita coisa muda, desintegra, enfim.
ResponderExcluirÓtimo texto HG.
PS: Até dia 12/11 em São Borja. =)
Super HUG pra vc.
sim... ao pó voltaremos. Mas luto para q o castelo que estou construindo se converta em poeira somente quando alguém cantar minha canção pela ultima vez neste mundo tão sólido.
ResponderExcluirparabéns pelo texto e pela poesia.
Muito bom o texto!
ResponderExcluirÉ estranho como apenas os momentos mais simples permanecem...
O tempo vai passando, as promessas eternas vão sendo esquecidas, de repente nos vemos semelhantes a José, personagem de Carlos Drummond! Pra sentir em paz não há nada melhor do que saber construir os detalhes.
Seus textos sempre misturando crônicas levianas do mundo moderno com a profundidade dos pequenos grandes gestos.
ResponderExcluirDe parabéns,como sempre!
Maria Carolina-AP
Eu retorno toda vez q a minha vitrola toca um vinil dos enghaw...lembro de sons cheiros sabores abraços, conversas....Belo texto!
ResponderExcluirCá estou eu. Precisava acordar cedinho amanhã. Cá estou eu. Não dava pra deixar pra amanhã.
ResponderExcluirÉ tipo Droga.
No momento é fascinante. Depois acaba comigo.
A realidade é triste demais. Quando mais abro meus olhos pior eu fico.
Mas eu preciso disso.
Precisava acordar cedinho amanhã. Cá estou, abrindo meus olhos.
Adorei...que pena eu não reabastecer de vez em quando0!
ResponderExcluirErguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia...
ResponderExcluirsão somente muros... e nos ocupamos tanto pra ergue-los... são só edifícios...
tá legal economia crescendo, novas construções... novo, novo, comprar, destruir, construir, comprar ... é pouco mas é tudo que eu posso oferecer é quase nada...
E de que adianta se no final sós dentro desses muros nos perguntamos: onde estão teus olhos?
Caraca Humberto, hoje Surfou Karmas e DNA geral. Você sempre torna minha segunda/terça mais válida, mais alegre, mais poética mais filosófica. Suas palavras disseminam em meu intelecto coisas boas, coisas que levarei para o resto da vida e que sempre estarei meditando sobre elas! Obrigado por ser o meu ídolo! Obrigado por se Humberto Gessinger!
ResponderExcluirAss: @vitorruas
Estou tendo essas mesmas sensações na minha cidade! Como se tudo tivesse mudando rápido demais!
ResponderExcluirRealmente "Obras por toda parte. A cada caminhada, algo está diferente."
Grande post! Vlw!
Senti o estudante de arquitetura na aula de física... Ah a entropia sempre achei-a tão poética!
ResponderExcluirSenti o poeta, o filósofo, o escritor!
Senti o humano!
Senti o olhar humano!
Vi a destruição, a construção!
Vi ruas, prédios, operários.
Vi a entropia em cores... sempre tão poética!
Vi o U em meio ao HG em meio à entropia em meio às cores...
A Big HUG For You, Big HG!
"Quem constrói a ponte não conhece o lado de lá". Mas quem destrói sabe muito bem o que está fazendo.
ResponderExcluirEntrevista com Cabo Anselmo na TV noturna desta segunda. Ouvir a palavra "google" da boca dele é mais um elemento perturbador na conversa.
1berto, depois de cada texto seu que tenho a honra de ler, vejo o quanto te admiro e te considero o gênio do meu século! Domingo passado, na feira do livro de Caxias, tive a incrível oportunidade de ver e ouvir ao vivo as tuas genialidades. Paguei de tiete, encostei nas tuas madeixas, bati foto e ganhei autógrafo rsrs E como se não fosse o bastante, na última sexta-feira, curti o show do Pouca Vogal em Garibaldi, bem em frente ao palco, embasbacada. Sou extremamente orgulhosa de mim mesma por admirar, aos 16 anos, a pessoa e o profissional que tu és.
ResponderExcluirMuito obrigada por ter escrito letras e textos tão inspiradores! Abraços da Sara
O mesmo homem que cria, destrói. Lembrei de uma música. " É muito engraçado, que estejam do mesmo lado, os que querem iluminar e os que querem iludir." Natureza humana ?
ResponderExcluirTu sabe que eu sou tua fã, pode não lembrar de mim, mas do meu nome e da minha @ eu não deixo você esquecer. Quase tudo que você faz eu acho perfeito... ok, 99% das músicas e textos eu amo, e com esse não seria diferente.
ResponderExcluirTenho orgulho de ser tua fã!
Um abraço mestre e ídolo.
Caliandra Segnini
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAgora com foto aqui no perfil... hahahaha
ResponderExcluirum abraço!!!!
Este post me fez rememorar o poema Os Imortais, o qual está no no O Lobo da Estepe...
ResponderExcluirUm pequeno trecho
"Debruçados tranquilos sobre vossas vidas,
contemplamos serenos as estrelas que giram,
respiramos o inverno do mundo sideral;
somos amigos do dragão celeste:
fria e imutável é nossa eterna essência,
frígido e astral o nosso eterno riso"
HH
Grande Humberto, sempre admirável a sua habilidade de realçar detalhes que mesmo que fossem filmados passariam despercebidos. Fico imaginando que você deve ter sido uma criança que ficava com os olhos focados nos pormenores que ninguém percebia no momento, e que a partir disso surgiam perguntas curiosas aos familiares mais velhos. (Karmas&DNA)
ResponderExcluirNao sei porque, mas quando li sobre as construções e ruínas, me veio na cabeça os sonhos da gente. Sonhos que um dia nos sustentaram e fizeram cada dia a vida da gente passar de um jeito diferente, com um brilho a mais. Até chegado o momento que aos poucos vão enfraquecendo, perdendo o foco, cada vez mais distante até esvair por completo. (Ruína)
Sonhos que surgem quandos estamos a esmo, fortalecendo a alma de esperança e de uma certa alegria, sem mesmo sabermos o porquê, mas insistem em abrigar nossas mentes, nossos corações. (Construção)
Sempre um grande prazer em ler seus posts, e ouvir suas canções. (que são grandes construções para a nossa mente refletir)
Do De Fé,
@lucianos_s
Bem, acho meio sem nexo "lamentar" de certa forma a industrialização, o aparecimento de edifícios... "Uhe ... o "contraponto" a ser analisado, criticado, lamentado é o que esta dentro dos edifícios... Fora culmina apenas o reflexo inerente a bestialização" >>> acabei de inventar kkkkkkk>> do que esta "comandando" esta ação na minha opinião que incomoda com certeza acima de nós a natureza, os elementos iniciais.. a "poeira do Universo"... Bem de qualquer maneira muito bem escrito, com os detalhes do post dah ateh p montar e agregar varias coisas na mente! :)
ResponderExcluirLembrei de sua canção..
ResponderExcluir"Já perdemos muito tempo brincando de perfeição..esquecemos o que somos: simples de coração♪"
Cócegas no cérebro! .-.
Grande Mestre Humberto Gessinger, mais um ótimo texto...mas também, não esperava outra coisa de você! Um abraço e volte logo as Minas Gerais!
ResponderExcluirO que já foi e o que ainda pode ser tiram nossa visão do que de fato é... A luta pela sobrevivência, pela felicidade, integram o espírito humano. Mas tudo muda o tempo todo e a gente vai se adaptando, esquecendo do que realmente importa. Ótimo texto! Como sempre, parabéns!!! Boa semana e um forte abraço!!!!
ResponderExcluirQuem dera se nós crescêssemos interiormente como nosso mundo cresce exteriormente!
ResponderExcluirGrande sacada, Mestre!
Abraços!
@ophilosopho
Tenho orgulho de ser fa de um dos gênios da música brasileira. Obrigada por tudo, Humberto! Os gaúchos tem realmente muita sorte em poder assistir tua genialidade nas feiras. So espero que um dia o Pouca Vogal de o ar da graça em Santa Cararina... Abraço da Gabriela!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCara... Se tiveres paciência e um pouco de tempo visita este link http://blog-do-almir.blogspot.com/2007/09/caruaru-terra-dos-casarios.html escrevi este textinho tem um tempo. O assunto segue no mesmo sentido que o teu. Neste imenso círculo com 10.001 destinos, a gente acaba se encontrando nos caminhos do sonho que ainda aguarda um outro modelo de sociedade.
ResponderExcluirADOREI O TEXTO, IMAGINO QUE UMA COLETÂNEA DE TODOS ELES FARIAM UMA ÓTIMA COMPANHIA A QUEM É AMANTE DE BOAS LEITURAS!!!!
ResponderExcluir@JessicaNuvens
Não consigo ver hg + u = hug, mas vejo h + g = hUg (U = união).. Coisa de engenheiro? rs
ResponderExcluirAbraços
A mesma mão que acaricia, fere !
ResponderExcluirBelo texto...no início não sei bem por que caminho estava nos conduzindo, mas chegar ao final foi muito bom!
Ant;iteses - Barroco...Sempre presentes nos seus textos né? Abraços.
ResponderExcluirNão sei por que, mas acho que esse belo texto daria uma bela música. Fica a dica =) Abraços
ResponderExcluirE li isso quando pensava em CASAMENTO, na dificuldade de desconstruir, nas incertezas que assolam o processo. Para alguns pode até ser com uma implosão, de um modo mais brusco, para outros é penoso, um longo processo de demolição que atravessa invernos e verões, como os operários da obra condenada do seu bairro. Obrigada por mais uma metáfora para clarear meus (confusos) pensamentos. Beijo
ResponderExcluirNão há mais nem graça em te elogiar, mas vamo lá: Belo texto Humberto como todos os outros ou belo diferente de todos os outros, enfim, admiro pra caramba teu trabalho, e espero te ver de volta ao Ceará (cariri), o mais breve possível rsrs.
ResponderExcluir@poserdosbeatles
Simples de coração esse texto hein? Amei.
ResponderExcluirSempre bom valorizar "sons, cheiros, sabores, um par de olhos, um pôr do sol, um abraço".
Tem dias que parece que o sangue ainda corre nas veias por pura falta de opção. E essas pequenas coisas, que perduram por muito tempo, nos fazem lembrar que somos de carne o osso.
Acho que sou uma colecionadora de momentos.
Gracias por compartilhar mais um pensamento de terça com todos.
é engraçado ver que você é tão difenrente e tão igual as pessoas "comuns"...
ResponderExcluirToda terça,religiosamente ás 8 da manhã a primeira coisa que faço ao chegar em meu escritório é ler seus textos e procuro fazer um comentário. Nas últimas duas postagens não tive palavras para argumentar sobre eles, se concordo ou discordo... Apenas concordei em silêncio, mas este é impossível não comentar!
ResponderExcluirEsse texto me lembrou MUITO a canção "Não É Sempre"... Talvez por eu achar que vc "ligasse a chave do foda-se", mas hoje, vi que não é bem assim, né? Don't worry, men(ehe)! As palavras tem poder para gerar o amor ou a guerra e só depende de você para transformar a lama negra em flores... ou não!
A boa notícia é que nós, fãs de fé, não damos ouvidos á palavras "industrializadas", pois temos acesso direto á matéria-prima!!! Quem diria que de uma indignação sairia uma prosa tão gostosa...Muitos não souberam interpretar os meandros, né? Ah, as palavras...
HG, desejo a tí toda felicidade que puder alcançar com seus abraços e continue seguindo a verdade, pois estarei sempre seguindo você.
Desconstrução/construção...lembrei das ruinas de Pompéia nao sei porque...
ResponderExcluirFiquei feliz quando me disseram que um prédio inacabado estava sendo invadido pelas famílias sem-teto! Demolir ou não? Eis a questão:Vamos nos unir em mutirão?!(Acho que estou fugindo do sentido poético do texto ou não? É que me indigna casas de barro e fleca sem banheiro ou casa nenhuma num país tão rico)
ResponderExcluirAmei isso: Quando a praga das opiniões levianas abandonar o campo, só terá destruído o que nunca existiu. Quem pode mais, a borracha ou o poema escrito à lápis? O poema sobrevive às traças que devoram o papel...
Você crê na ressurreição das células?
Você acredita que o Criador revelou a uma pessoa que no momento da concepção, ele cria uma alma de uma luz belíssima e eterna cheia de AMOR e VERDADE?
Que massa! Olha ao redor e também perceberás que construtores e formadores da esperança nos dão novas chances e conspiram a nosso favor...
Um grande abraço também pra ti de alma(foi como entendi a foto rs) e coração!
Tenho o péssimo hábito de não prestar muita atenção no caminho,ando sempre com fones(acredito que certas músicas me dizem muito mais do que ouviria a semana inteira)eles me mantém acordada pro mundo que eu decidi criar pra não morrer de tédio(o que a maioria das pessoas chamariam de distração,eu chamo de lugar seguro).Mas algumas vezes, dou uma parada e olho ao redor.A impressão que tenho é a de que a velocidade com que nós mudamos é infinitamente e irreversivelmente maior(talvez a evolução para homo sapiens tenha afetado a percepção que temos de nós mesmos e é mais fácil notar o que é palpável ou visível aos olhos( droga,o estacionamento mudou de lugar...Que rugas são essas???Preciso de botox urgente...)
ResponderExcluirÉ muito mais fácil e muito mais barato também(São caríssimas as seções com terapeuta...)
A paisagem muda.
A vida nos revoluciona.
Sem volta à velha estrutura...
Apenas uma variação sobre o mesmo tema...
Abraço,
NÃO COMO " U" , MAS COMO " V" de VOLTA A TERESINA!!!
'Três operários penam para derrubar o monstro com britadeiras. Parecem cupins fazendo cócegas num enorme baú.' Eu pararia de ler aí, já valia o texto, mas claro que li tudo. Adorei, ótimas analogias ! Te amo, bjos!
ResponderExcluirTani Kronbauer
25 anos
joinville sc
@tani_kronbauer
Muito bom, Humberto!
ResponderExcluirEspero você + Duca dia 25/11 aqui em Santa Cruz pro show do Pouca Vogal! Um Abraço! =)
" Mas só me vêm à cabeça sons, cheiros, sabores, um par de olhos, um pôr do sol, um abraço.."
ResponderExcluirEssas sensações jamais são insignificantes. São lembranças de momentos especiais, o que já são suficientes para nos fazer fechar os olhos e sorrir, sem perceber, ao lembrar desses momentos.
Um grande abraço e ansiosa pelo próximo post.
@mazinhacr
Oras, é a tal "destruição criadora" que Schumpeter pegou da filosofia alemã, que como se sabe foi fortemente influenciada pela mitologia indu.
ResponderExcluirPro novo florescer, o velho tem que morrer.
Afinal, não é essa a essência da vida?
A cobra que morde o próprio rabo...
Sinto a mesma coisa com a chegada do progresso numa cidade do Rio de janeiro estado onde nasci e fui criado. como você diz:
ResponderExcluir"O futuro se impôemo passado não se aguenta"
Até apróxima que o eterno criador te abençoe.
.. bárbaro o texto inteiro, mas o último parágrafo.. Descreveu em poucas linhas e organizou o emaranhado que estava aqui no pensamento, o lugar pra onde voltar é exatamente assim.
ResponderExcluirGrande Beijo
À distância temporal, ler teus posts, seguidos de comentários de vidas que estão por aí, respirando o mesmo ar, é como pegar um livro na biblioteca (onde fica isso???) e encontrar anotações de outros que passaram mãos e olhos ali. Aqui ficam olhos e olhares, signos e sorrisos.
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